A rosa de cen follas, de Cabanillas, obxecto dunha edición bilingüe en xaponés e galego a cargo de Takekazu Asaka

Desde a Xunta de Galicia:
“Takekazu Asaka, profesor da Universidade de Tsudajuku, tradutor de galego ao xaponés e embaixador maior da nosa lingua propia no Xapón, presentou hoxe no compostelán Pazo de San Roque a nova edición bilingüe de A rosa de cen follas, de Ramón Cabanilllas, ao xaponés-galego. Asaka, Takiño en Galicia, xa lle dedicara en 2013 a Cantata ao autor cambadés. O secretario xeral de Política Lingüística, Valentín García, participou na presentación, na que reiterou “o agradecemento infindo da lingua e da cultura galegas, de todas e todos os galegos, a Takekazu Asaka, que é aquí, en Galicia, un máis de nós e, alí, no país do sol nacente, o máximo expoñente da proxección do noso idioma propio”.
Participaron canda eles na presentación o coordinador científico do Centro Ramón Piñeiro, Manuel González; o presidente da Fundación Rosalía de Castro, Anxo Angueira, e o profesor e académico da lingua galega Francisco Fernández Rei, autor do limiar da obra.
Asaka dá ao prelo Hyakuyō ô bara/A rosa de cen follas. Breviario dun amor (2019), versión en xaponés do cancioneiro amoroso de Ramón Cabanillas que reproduce a editada polo cambadés en Mondariz-Balneario no ano 1927. Engádelle un vocabulario galego-xaponés co léxico dos poemas, acompáñao dun limiar da autoría de Francisco Fernández Rei, de Bibliografía e dunha coda na que el mesmo dá conta dos motivos que o levaron a traducir do galego ao xaponés e da dificultade para traducir ao Poeta da Raza, polos abundantes dialectalismos cambadeses, complexas metáforas e polimorfismos.
Anuncia, no peche, a vindeira edición dun cedé cos catro textos de A rosa de cen follas que conteñen partitura musical: IV Era un piniño novo, A capilla [VI A capilla adormíase nas sombras], Aureana do Sil [XXVIII As areas de ouro] e XXXII O Rei tiña unha filla.
Ilustrado por Ataque e impreso en Nishida (Osaka), conta cos patrocinios da Consellería de Cultura e Turismo, a través da Secretaría Xeral de Política Lingüística, e do Concello de Cambados. (…)”

José Jackson Coelho Sampaio: “Precisei tornar meus os poemas de Cesáreo”

Entrevista a José Jackson Coelho Sampaio en Sermos Galiza:
“Poucas pessoas enchem tão claramente de conteúdo a palavra intelectual como o brasileiro José Jackson Coelho Sampaio, reitor da Universidade Estadual do Ceará, renovador da psiquiatria no seu país, doutor honoris causa pela Universidade de Budapest, escritor e ele próprio tradutor da obra do poeta galego Cesáreo Sánchez Iglesias. A Universidade Estadual do Ceará outorgou a Cesáreo Sánchez Iglesias a medalha do mérito artístico Alberto Nepomuceno. Quem é responsável da introdução da obra do escritor de Dadín‑Irixo no universo cultural brasileiro é José Jackson Coelho Sampaio, a quem entrevistamos via correio electrónico.
– Sermos Galiza (SG): Que significado dentro da cultura brasileira tem a medalha de mérito artístico Alberto Nepomuceno?
– José Jackson Coelho Sampaio (JJCS): A Universidade Estadual do Ceará‑UECE tem 44 anos e, hoje, agrega 13 campi, distribuídos em 10 cidades, englobando 28 mil estudantes nos 72 cursos de graduação e 42 cursos de pós‑graduação
Seja no Webometrics e no Times Higher Education‑THE, rankings internacionais, ou na classificação geral de cursos do Ministério da Educação‑MEC e no Ranking Universitário do Jornal Folha de São Paulo‑RUF, rankings nacionais, a imagem da UECE é muito boa, pois nos colocam em primeiro lugar entre as universidades públicas estaduais das regiões Centro‑Oeste, Norte e Nordeste do Brasil.
Então, o primeiro significado da medalha deriva da importância da instituição que a outorga.
O segundo significado vem da história da medalha e, neste caso, a UECE tem sido muito tímida em criar e outorgar medalhas. Já foi na minha gestão, como reitor, que, na oportunidade do sesquicentenário de nascimento de Alberto Nepomuceno, grande compositor cearense da transição entre os séculos XIX e XX, que a medalha Alberto Nepomuceno foi criada, com duas categorias: mérito artístico e mérito cultural.
O terceiro significado deve derivar do rigor com o qual a medalha seja concedida e da qualidade do outorgado. Interessante destacar que a primeira outorga foi ao poeta Cesáreo Sánchez Iglesias.
Portanto, estamos construindo essa história. O tempo dirá dos erros e acertos, de essencial ou acidental em nossas escolhas. (…)
– SG: Que valores viram na obra de Cesáreo Sánchez Iglesias para o distinguir com esta medalha?
– JJCS: Desde o início de minha vida profissional, como médico, exercendo a psiquiatria clínica, e como professor‑doutor, exercendo o ensino e a pesquisa no campo da medicina social, eu tenho produzido textos científicos, nas formas de artigos e de livros. Mas, desde a adolescência tenho escrito contos, crônicas, textos jornalísticos e poesia. A poesia tem sido para mim forma de expressão afetiva, erótica e política, sem muita preocupação técnica e sem necessidade de carreira literária. Coloquei a poesia como lugar de liberdade. Daí, eu faço anotações a partir das impressões e experiências –são mais de 800 textos com a pretensão da poesia–, mas cultivo a voracidade da leitura, o gosto por conhecer o modo como a poesia acontece em outras culturas, em outras línguas, pois entendo a poesia como aventura da linguagem, identificada com a infância e a loucura.
Já traduzi, ousadamente, sem formação técnica de tradutor, do espanhol, do italiano, do francês, do inglês e do russo. Parte dessa produção está publicada no livro Transvida, pela oportunidade de um prêmio de publicação, denominado Caetano Ximenes Aragão, da Secretaria de Cultura do Ceará.
Então o professor Jackson Renner Rodrigues, um amigo cearense/galego, numa de suas viagens ao Ceará, hoje fazendo pós‑doutorado na UECE, presenteou‑me com alguns livros do Cesáreo: Tempo Transfigurado, Evadne, O Rumor do Distante, As Bolboretas do Mekong e o Caderno do Nilo.
As identificações estéticas, éticas, políticas foram imediatas. Percebi a capacidade feliz de integrar melodia, metáfora e ideia num fluxo de sentido que revela o mundo a partir do local e o local a partir do mundo.
Uma identificação amorosa intensa aconteceu com o Caderno do Nilo. Minhas paixões históricas e mitológicas devem ter ajudado nesse processo. Mas, decisivo, foi o texto em si, sua fluência rítmica, sua evocação simultaneamente mágica e concreta, o rio Nilo carregando você pelo tempo e pela paisagem atual, pelas mãos de um ilusionista e de um pintor impressionista.
Precisei ouvi‑lo, mesmo que fosse apenas dentro de minha cabeça, em português. Precisei torná‑lo meu. Precisei torná‑lo eu.
Após análise da obra poética de Cesáreo, além de sua obra política em associações literárias e sindicato de servidores públicos; após a conclusão da tradução do Caderno do Nilo; após demanda do nosso Curso de Letras e do Núcleo de Línguas Neolatinas do Centro de Humanidades, que propunham retomar a realização da Semana da Cultura Galega que a UECE promovia no passado; após o resultado positivo para a possibilidade de encerrar este evento com um show de Uxia, gentil dama da canção galega; após a conclusão da editoração do livro Caderno do Nilo em português, por parte da Editora da UECE; surgiu a ideia de convidar o Cesáreo para o lançamento da tradução brasileira e outorgar‑lhe a medalha. O nosso Curso de Música também aderiu, ao tomarem conhecimento do livro Tempo Transfigurado, onde Cesáreo dedica um texto a cada um dos grandes compositores que ele ama, entre eles o brasileiro Villa‑Lobos. O nosso Conselho Universitário analisou e aprovou. (…)”

As axudas á tradución permitirán o cambio de idioma de 84 títulos

Desde Cultura Galega:
“A Consellería de Cultura e Turismo vén de publicar no Diario Oficial de Galicia (DOG) a resolución das axudas para o libro galego no que se refire á tradución para outras linguas de obras publicadas orixinariamente en galego e á tradución para o galego de obras publicadas orixinariamente noutras linguas correspondentes ao ano actual. Tal e como recolle a resolución, traduciranse ao galego 62 títulos e outras 22 obras a linguas como o castelán, inglés, italiano e francés, cun investimento por parte da Xunta de Galicia de 200.000 euros, que tamén permite financiar outros gastos tales como o deseño e maquetación, preimpresión, impresión e manipulación das obras. O reparto das axudas, decidido por concorrencia competitiva, fai recaer de novo a maior contía no apoio á edición da tradución de obras de outras linguas ao galego, conxunto para o que van en total 119.994,87 euros -case 50.000 euros menos que o pasado ano, que contaba co mesmo orzamento xeral-, mentres que para trasladar a literatura galega a outros idiomas as axudas suman case 80.000 euros.
De entre as 20 editoriais beneficiadas pola resolución, tres reciben as maiores contías para levar a adiante os seu proxectos de tradución e concentran entre elas máis da metade do orzamento. Rinoceronte Editora publicará 27 títulos de tradución de outras linguas ao galego e contará para iso con 54.154,25 euros de axuda pública. Para o mesmo fin a editorial Kalandraka recibirá 28.783,29 euros de axudas que permitirán publicar 14 títulos. Para a publicación de libros de lingua galega a outros idiomas, o groso da axuda vai para a á editorial Small Stations Press que recibirá 31.373,19 euros por publicar en inglés 8 títulos. A media de axuda por título nestes casos sitúa case no dobre as axudas a Small Station Press (3.921,65 € de media cada título) respecto a Rinoceronte Editora (2.005,71 euros por título). Na lista de beneficiarias tamén están as fundacións Novoneyra e Vicente Risco con diversos proxectos editoriais.”

Padrón: Abride a Fiestra 2019

Sábado 13
19:00 h. Visita teatralizada con Os Quinquilláns.
20:00 h. Recital poético multilingüe co Colectivo de Poetas en Bruxelas e un grupo representativo da poesía galega actual. Participarán os/as escritores/as Taha Adnan, Frank de Crits, Geert van Istendael, Serge Meurant, Silvia Vainberg, Bart Wonck, Ramón Neto, Xavier Queipo, Chus Pato e Yolanda Castaño.
21:00 h. Concerto de Cristina Pato, con Roberto Comesaña.

Domingo 14
Con feira de produtos rosalianos de todo a xornada e ludoteca para nenas e nenos.
11:00 h. Visita guiada pola horta da Casa, por Carlos Dacal.
11:30 h. Visita guiada pola Casa, por Pedro Feijoo.
12:00 h. Paco Nogueiras, concerto familiar (Brinca vai!).
12:00 h. Conferencia de Xosé Luís Méndez Ferrín sobre “Rosalía, A Matanza e Rodríguez del Padrón”
12:30 h. Visita guiada pola Casa, con Pepe Barro.
13:00 h. Mini-concerto de Secho no Piano de Rosalía.
13:00 h. Conferencia de Carlos Castelao sobre “As fotografías de Rosalía”.
13:30 h. Regueifa con Lupe Blanco e Kike Estévez.
14:00 h. Performance poética de Andrea Sanjurjo e Fabián Niño.
14:10 h. Concerto de Secho.
16:00 h. Proxección do filme Contou Rosalía.
17:00 h. Visita guiada pola Casa, por Francisco Rodríguez.
17:30 h. Paco Nogueiras, concerto familiar (Radio Bule Bule).
18:30 h. Visita guiada pola Casa, con Olga Novo recitando.
18:50 h. Mini-concerto de Ugia Pedreira e Cristina Pato no Piano de Rosalía.
19:00 h. Visita guiada para nenos/as con Manuel Lorenzo Baleirón.
19:15 h. Performance musical de Ugia Pedreira, acompañada por Cristina Pato.
20:00 h. Presentación do proxecto ‘Amigos/as da Casa de Rosalía’, por Anxo Angueira.
20:20 h. Presentación do libro do Premio Escolar de Poesía.
20:40 h. Entrega da Rosa de Galicia á familia de Villar Granjel + Coral de Padrón.
21:00 h. Concerto de Davide Salvado.

Apoian:
– Deputación da Coruña.
– Consellería de Cultura e Turismo da Xunta de Galicia.
– Concello de Padrón.
Patrocinan:
– Galicia Calidade.
– Adega Paco eLola.
– St. Petroni. O vermú de Galicia.”

Rosalía en camiño, diálogos literarios multilingües 2019

Por convite da Fundación Rosalía de Castro, varias persoas do Colectivo de Poetas de Bruxelas: Taha Adnan, Frank de Crits, Geert van Istendael, Ramón Neto, Xavier Queipo, Silvia Vainberg e Bart Vonck, farán lecturas poéticas con motivo da presentación do libro multilingüe Rosalía en camiño. O programa é o seguinte:
– 11 de xullo, ás 18:00 horas, no Panteón de Galegos Ilustres (San Domingos de Bonaval) – Santiago de Compostela.
– 12 de xullo, ás 18:00 horas, na Fundación Eduardo Pondal – Ponteceso.
– Sábado 13 de xullo, ás 20:00 horas, na Casa-Museo Rosalía de Castro – Padrón.

A Coruña: recital de Carlos Negro e Hinemoana Baker no Ciclo Poetas Di(n)versos

A segunda feira 24 de xuño, ás 20:30 horas, no Auditorio do Centro Ágora (Rúa Ágora, s/n) da Coruña, terá lugar unha nova edición do Ciclo Poetas Di(n)versos, coordinado por Yolanda Castaño e promovido pola Concellaría de Culturas da Coruña, cun recital de obra propia nun man a man de Carlos Negro e a poeta de Nova Zelandia Hinemoana Baker.

Compostela: Sesión formativa Creación e sector editorial. Estratexias, contratos e traducións

19 de xuño de 2019
Co patrocinio de CEDRO (Centro Español de Derechos Reprográficos)

O 19 de xuño de 2019, entre as 09:30 e as 14:00 horas, no Consello da Cultura Galega (Pazo de Raxoi, 2º andar, Santiago de Compostela), a AELG propón unha sesión formativa sobre Creación e sector editorial. Estratexias, contratos e traducións, impartido por Carlota Torrents, da axencia literaria Asterisc Agents.

A inscrición é gratuíta, mais é preciso facer a reserva no correo electrónico oficina@aelg.org, indicando o nome, apelidos, teléfono de contacto e correo electrónico.

Hai un máximo de 20 prazas, tendo preferencia na inscrición as/os autoras/es socias/os da AELG e/ou CEDRO.

O prazo de inscrición remata o 14 de xuño de 2019.

 

PRESENTACIÓN

Quen escribe faino normalmente para ser lida/o e traducida/o por tantas persoas como sexa posíbel chegar. Mais quen escribe sabe tamén que nin iso é fácil nin está ao alcance de moitas persoas. Non por iso deixará de escribir nin de loitar para chegar a un soño que só se consegue con talento, esforzo e algo de sorte. Con todo, se a esa sorte lle botamos unha man, quizais as posibilidades de conseguir o soño fiquen máis cerca.

Ante a cantidade inxente de rexeitamentos editoriais, hai quen decidiu autopublicarse e autopromocionarse a pesar dos ambiguos resultados, das moitas horas que iso esixe e de que se trata de horas roubadas á escrita. A autopublicación, ademais, soe ter un límite infranqueábel: a tradución a outras linguas. Como conseguilas sen os coñecementos necesarios?

Tamén hai quen ante a posibilidade de publicar nunha editorial comercial faino sen rede, asinando calquera contrato sen apenas lelo ou, mesmo aínda peor, sen contrato algún. Este camiño, máis seguro en canto á difusión, regulación da edición e o seu copyright e tamén máis acolledor, presenta dúas situacións dificilmente solventábeis. Por unha banda, o feito de asinar un mal contrato sen sabelo (se é que se asina algún) e, por outra, a posibilidade de conseguir posíbeis traducións. Mais aínda escollendo este camiño, nin o contrato será seguro nin as traducións fáciles.

Entón, ante este panorama, que pode facer un autor ou autora coa súa obra, sexa ficción ou non ficción? Debería defender mellor os seus dereitos de autoría ante un contrato editorial? Pode ir presentarse ás feiras manuscrito en man? Podería autotraducirse e probar sorte nos mercados? Podería falar cun axente literario? É evidente que hoxe en día hai máis vías que nunca para conseguir publicar unha obra, mais iso aumenta proporcionalmente a competencia. E é igual de evidente que nun mundo globalizado debería ser máis fácil chegar á outra beira do planeta, aínda que, xustamente por ser globalizado, a diversidade desaparece e todos somos mainstream.

 

Con esta formación preténdese:

– Dar ferramentas a quen escribe para defenderse dentro do sector editorial.

– Explicar os coñecementos básicos para entender un contrato.

– Entender os dereitos da/o autor/a e as súas obrigas coa editora.

– Entender que pode agardar do sector e que non.

– Entender que un/ha autor/a non debería ir ás feiras profesionais do libro.

– Aprender que mecanismos ofrece o sector para autoras/es que desexen internacionalizar a súa traxectoria.

 

QUEN IMPARTE O SEMINARIO

Carlota Torrents. Axente literaria. Asterisc Agents.

Estivo vinculada ao mundo dos libros e a cultura desde sempre. Traballou en varias casas editoriais e foi directora en Eumo Editorial.

Como xestora cultural traballou na Institució de las Lletres Catalanes, desde onde participou en campañas como O Ano do Libro e a Lectura en 2005 ou Cara a Frankfurt en 2007, entre outras. Foi cocreadora da plataforma de lectura máis popular en catalán, “Què llegeixes?” e actualmente é subdirectora do Máster en Edición da BSM_UPF, do que foi alumna.

En 2016, e despois de 8 anos na axencia literaria de Silvia Bastos e unha breve estadía en Carmen Balcells, montou xunto con Natàlia Berenguer a súa propia axencia: Asterisc Agents.

 

A QUEN VAI DIRIXIDO O SEMINARIO

Esta sesión formativa vai dirixida escritoras e escritores que desexen:

–  Ampliar o seu coñecemento do sector editorial.

– Mellorar a aproximación á edición para tratar de publicar a súa obra.

– Xestionar persoalmente a negociación ante unha contratación editorial.

– Entender usos e costumes do sector.

 

OBXECTIVOS DO CURSO

– Ter unha visión máis profunda e real dos diferentes axentes e escenarios do sector editorial.

– Ter unha base sobre a que reflexionar sobre os seus obxectivos como autor/a

– Adquirir unha visión estratéxica para contactar coas editoriais.

– Familiarizarse cos conceptos básicos dun contrato de edición.

– Afrontar a negociación dun contrato editorial con maior seguridade.

 

ESTRUTURA DO SEMINARIO

Primeira parte: CREACIÓN. BUSCA DE EDITORA

Por onde comezar.

1. Panorama editorial actual. Unha dose de realismo.

2. Vender a miña obra:

1. Por que a editora me tería que querer publicar?

Contextualización e realidade editorial.

2. Que escribín? Cal é o meu obxectivo: publicar ou construír un proxecto editorial e unha carreira sólida?

§   Cal é a miña achega ao panorama editorial?

§   Que distingue a miña obra de outra publicada recentemente?

§   Podo competir con outras/os autoras/es que hoxe publican?

§   Que quero: escribir ou ser escritor/a?

3. O pitch: a chave para vender a miña obra.

– A carta de presentación: como conseguir a atención da editora.

– A escolla de editoriais: Que están buscando as editoras? O meu libro encaixa no seu catálogo? Cabeza de rato ou cola de león?

4. Xa conseguín publicar. E agora que?

– Mercado galego/estatal: difusión da obra.

– Mercado internacional: as traducións

– Como manexar os propios dereitos de tradución.

– É a axencia literaria unha opción?

– Feiras e salóns.

– Becas e estancias para escritoras/es.

 

Segunda parte: CONTRATACIÓN EDITORIAL

Unha aproximación.

– Conceptos e principios básicos.

– Que é negociábel e que non?

– Dereitos e obrigas.

 

Terceira parte: O OBRADOIRO

Como negociar mellor un contrato.

Como afrontar unha negociación contractual.

No obradoiro pode participarse de maneira activa ou como observador/a, aínda que se recomenda á persoa participante vir con gañas de participar.

O obradoiro está pensado especialmente para aquelas/es que non negociaron xamais un contrato (aínda que asinasen moitos).

 

Práctica

– Presentaranse situacións distintas e roles varios para que as persoas participantes poidan experimentar o máximo de situacións.

– Estudaranse as posíbeis solucións de negociación ante unha mesma realidade.

 

 

FORMATO DO SEMINARIO

 

Duración: 4 horas e media con pausa de media hora, repartida en 15 min.

 

1h 30min

 

1ª parte: Creación e busca de editora

 

Pausa: 15 min

 

1h 30min

 

2ª parte: Contratación editorial

 

Pausa: 15 min

 

1 h

 

3ª parte: Obradoiro. Como negociar mellor un contrato

A Xornada A internacionalización da literatura galega en tradución ao inglés: novas oportunidades perante un mercado editorial en apertura, organizada polo Consello da Cultura Galega baixo a coordinación de Olga Castro, Laura Linares e Dolores Vilavedra, e que terá lugar o luns, 17 de xuño de 2019, no Consello da Cultura Galega en Santiago de Compostela. O encontro conta coa colaboración da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega, a Asociación Galega de Editoras, CEDRO, o Centre for Language Research at Aston, Aston University, e o Irish Centre for Galician Studies, University College Cork.

– O mercado editorial en inglés caracterizouse durante décadas por ser moi pechado e outorgarlle un espazo reducido ás traducións desde outras linguas. Un informe encargado polo organismo Literature Across Frontiers desvelou que entre o 1990 e o 2012 a literatura traducida ocupou derredor do 3 por cento do mercado editorial en Irlanda e Gran Bretaña. No entanto, a situación parece estar a mudar nos últimos anos. Informes máis recentes apuntan cara a unha tendencia aperturista á tradución por parte das editoriais británicas, especialmente na narrativa chegada doutras linguas europeas. Dentro delas, semella haber un interese particular naquelas literaturas máis pequenas, entendidas como as escritas en linguas pouco traducidas, mais que dependen da tradución para chegaren a un público internacional. Neste cambio de tendencia ten moito que ver o labor de organismos como o English PEN Translate, Literature Across Frontiers ou Literature Ireland, pero tamén o auxe e proliferación de novos proxectos editoriais independentes, ávidos por darlle unha cada vez maior cabida á tradución, que de feito están a se converteren en auténticos pioneiros do activismo en tradución ao inglés.

– Partindo desta nova situación de aperturismo no contexto británico e irlandés, estas xornadas tratan de explorar novas oportunidades para a internacionalización da literatura galega no mercado anglosaxón. Este novo encontro iniciarase o luns, 17 de xuño, cunha xornada estruturada nun formato de mesas de debate en interacción co público que busca fomentar o diálogo entre as/os distintos axentes implicados, identificar novas estratexias de acción, promocionar sinerxías entre contextos académicos e iniciativas editoriais británicas e galegas e mellorar o entendemento cos organismos públicos encargados do fomento da tradución da literatura galega.

– As mesas de debate complementaranse con obradoiros formativos (martes 18 de xuño e mércores 19 de xuño), especificamente dirixidos ás editoriais galegas e ás escritoras e escritores galegos, organizados en colaboración coa Asociación Galega de Editoras (AGE) e a Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG) respectivamente.

– En definitiva, esta actividade resultará de interese a tradutoras/es literarios que queiran traballar co mercado anglosaxón, a escritoras/es galegos que queiran internacionalizar a súa obra, a axentes literarias/os, a editoriais galegas con obra para vender, a persoal da Administración que traballe no eido da promoción literaria e cultural, a estudosas/os das políticas de tradución e, en xeral, a persoas con interese na literatura galega e na súa tradución. Para isto contaremos coa participación de Ana Luna (Grupo Bitraga, Uvigo), Manuela Palacios (USC), Richard Mansell (University of Exeter), Silvia Montero (Grupo Bitraga, Uvigo), Laura Linares (University College Cork), Ondrej Vimr (University of Bristol), Martin Veiga (University College Cork), Cristina Rubal (Xunta de Galicia), Olga Castro (Aston University), Clive Boutle (Francis Boutle Publishing), Stefan Tobler (And Other Stories), Susie Wild (Parthian Books) e Henrique Alvarellos (AGE). Os obradoiros formativos os días 18 e 19 de xuño  estarán impartidos por Carlota Torrents (axencia literaria Asterisc).

Aquí pode consultar o PROGRAMA.

Neste enlace pode facer a súa INSCRICIÓN para a xornada de debate do día 17 de xuño.

A inscrición para os obradoiros formativos os días 18 e 19 de xuño corren a cargo da Asociación Galega de Editoras (s.tecnica@editorasgalegas.gal) e Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (oficina@aelg.org). Para asistir a estes obradoiros é necesario que as persoas interesadas se poñan en contacto coa entidade correspondente nos correos sinalados.

Na xornada haberá servizo de interpretación simultánea ao inglés e tamén desde o inglés ao galego.

“O presidente da RAG salienta que o galego non é unha lingua local e defende a irmandade co portugués para gañar proxección exterior”

Desde a Real Academia Galega (foto da entidade):
“O galego é “unha marca de modernidade que nos sitúa no mundo e nos dá algo fundamental: identidade de noso”. Pero a esta utilidade interior súmaselle en plena globalización a “utilidade na dimensión exterior, na capacidade de relacionarse con outros espazos e culturas”, salientou o presidente da Real Academia Galega desde o Brasil, no relatorio que pronunciou na Universidade Federal Fluminense (Niterói). Víctor F. Freixanes defendeu así que o galego “non é un idioma local” e reivindicou, sen renunciar á lingua propia, a irmandade co portugués para potenciar a proxección exterior de Galicia e da súa cultura. O presidente participou con esta mensaxe na xornada inaugural do “I Seminário Internacional para Estudos Lingüísticos. Galego e Português: o passado presente”, dentro da axenda da viaxe institucional a Brasil que continuou cun encontro cos membros da Academia Brasileira de Letras.
O seminario, organizado polo Núcleo de Estudos Galegos da Universidade Federal Fluminense, xuntou expertos en lingua galega e portuguesa de institucións ás dúas beiras do Atlántico. Víctor F. Freixanes interveu no acto inaugural -ao que lle puxeron música Uxía e Sérgio Tannus- e pronunciou unha conferencia na que, tras unha breve presentación da RAG e a súas funcións, analizou a situación do galego ante o espazo da comunicación en lingua portuguesa, nun contexto marcado polos desafíos da globalización.
A cultura galega, cun mercado interior pequeno, non debe apoiar a súa estratexia no cuantitativo, senón na excelencia e na “creatividade e a capacidade de comunicación” para incrementar a súa proxección exterior. Neste reto conta co apoio da proximidade do galego ao portugués, que debe ser aproveitada, defendeu o presidente da Academia. “A lingua dános un sitio no mundo. Dende a lingua galega, con ben pouco esforzo, eses rapaces e rapazas do novo século, os novos creadores, póñense en comunicación con centos de millóns de persoas en diversos continentes da man da gran familia galego-portuguesa. Neste punto é onde temos a obriga de profundar para non perder as oportunidades, mesmo facendo pedagoxía social entre nós, porque non todos os galegos e galegas son conscientes desta riqueza”, valorou.
Cómpre tamén unha maior colaboración desde o ámbito educativo e unha “estratexia ambiciosa” por parte dos responsables da realidade política, cultural e institucional, engadiu Víctor F. Freixanes. “Temos que reivindicar o portugués nas escolas como lingua irmá. Non para substituír o galego, senón para apoiarnos nel cara á proxección exterior á que fago referencia”, detallou o responsable da RAG, que lamentou a escasa implantación do portugués nas escolas e institutos, malia a aprobación por unanimidade no Parlamento de Galicia, en 2014, da denominada Lei Paz Andrade.
Víctor F. Freixanes defendeu igualmente a necesidade de desenvolver “maiores e mellores comunicacións de todo tipo” cos territorios de fala portuguesa, desde Portugal ou Angola ata o Brasil. Este último foi o país que acolleu a finais do século XIX e comezos do XX a tantos galegos que construíron as súas vidas á outra beira do Atlántico “sen deixar de falar nunca galego”. Foi o caso, lembrou, dos pais da escritora galego-portuguesa Nélida Piñon ou do proxenitor do protagonista do Día das Letras Galegas 2019, todos eles naturais de Cotobade.
O pai de Antonio Fraguas traballou como canteiro precisamente en Niterói, sede do foro sobre o pasado, o presente e o futuro da relación entre o galego e o portugués no que tamén participaron os académicos e catedráticos da Universidade de Santiago de Compostela Henrique Monteagudo e Rosario Álvarez. O coordinador do Seminario de Sociolingüística da RAG impartiu onte unha conferencia sobre o proceso de individuación do galego e compartiu coa coordinadora da Sección de Lingua un seminario sobe dialectoloxía histórica do galego.
A axenda de actos dos membros da Academia arrincou cun coloquio sobre a lingua e a cultura galegas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Víctor F. Freixanes, Rosario Álvarez e Henrique Monteagudo foron presentados polo presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marco Lucchesi, quen os recibirá no tradicional “chá dos académicos” que esta institución celebra todos os xoves. A xuntanza tivo lugar cinco meses despois de que a RAG e a ABL asinasen na Coruña un acordo de amizade e colaboración para estreitaren a relación entre a área cultural e lingüística galega e a brasileira.”