Morre Rosario Albán, impulsora do Centro de Estudos Galegos da Bahia

Desde Sermos Galiza:
“Rosario Albán era docente xa retirada do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, no Brasil. Foi alí onde, en 1995, fundou o Centro de Estudos da Lingua e Cultura Galegas. Tamén ela estivo detrás do congreso Língua e inmigração na América Latina, organizado en 1996. Albán morreu esta semana.
“A Asociación Internacional de Estudos Galegos expresa o seu fondo pesar polo pasamento da profesora María del Rosario Suárez Albán”, di un comunicado, “queremos recoñecer a súa tarefa académica e a dinamización dos estudos culturais galegos no Brasil”. A asociación tamén lembra a homenaxe que, en 2015, lle rendeu a súa universidade. Celebraban os 40 anos da creación do primeiro Centro de Estudos Galegos na Bahia, antecesor do que a propia Albán puxo en marcha dúas décadas despois.
As súas investigacións inclúen ensaios como Ser galego na Bahia: onte e hoxe (1998), Os galegos baianos em Salvador (1998), A inmigración galega na Bahía (1989) ou A presença do Galego na Bahia (1989).
Galega de nación, graduada en letras vernáculas e mestre en portugués pola Universidade da Bahia -da que foi docente xa desde 1974-, a Asociación Internacional de Estudos Galegos salienta ademais “a súa dedicación constante ao fomento da Galiza no Brasil a partir tanto da actividade universitaria como da colaboración con institucións da colectividade galega”. “Desexamos que todo o seu esforzo teña continuidade polo ben da cultura e da lingua de Galiza”, conclúe.”

A rosa de cen follas, de Cabanillas, obxecto dunha edición bilingüe en xaponés e galego a cargo de Takekazu Asaka

Desde a Xunta de Galicia:
“Takekazu Asaka, profesor da Universidade de Tsudajuku, tradutor de galego ao xaponés e embaixador maior da nosa lingua propia no Xapón, presentou hoxe no compostelán Pazo de San Roque a nova edición bilingüe de A rosa de cen follas, de Ramón Cabanilllas, ao xaponés-galego. Asaka, Takiño en Galicia, xa lle dedicara en 2013 a Cantata ao autor cambadés. O secretario xeral de Política Lingüística, Valentín García, participou na presentación, na que reiterou “o agradecemento infindo da lingua e da cultura galegas, de todas e todos os galegos, a Takekazu Asaka, que é aquí, en Galicia, un máis de nós e, alí, no país do sol nacente, o máximo expoñente da proxección do noso idioma propio”.
Participaron canda eles na presentación o coordinador científico do Centro Ramón Piñeiro, Manuel González; o presidente da Fundación Rosalía de Castro, Anxo Angueira, e o profesor e académico da lingua galega Francisco Fernández Rei, autor do limiar da obra.
Asaka dá ao prelo Hyakuyō ô bara/A rosa de cen follas. Breviario dun amor (2019), versión en xaponés do cancioneiro amoroso de Ramón Cabanillas que reproduce a editada polo cambadés en Mondariz-Balneario no ano 1927. Engádelle un vocabulario galego-xaponés co léxico dos poemas, acompáñao dun limiar da autoría de Francisco Fernández Rei, de Bibliografía e dunha coda na que el mesmo dá conta dos motivos que o levaron a traducir do galego ao xaponés e da dificultade para traducir ao Poeta da Raza, polos abundantes dialectalismos cambadeses, complexas metáforas e polimorfismos.
Anuncia, no peche, a vindeira edición dun cedé cos catro textos de A rosa de cen follas que conteñen partitura musical: IV Era un piniño novo, A capilla [VI A capilla adormíase nas sombras], Aureana do Sil [XXVIII As areas de ouro] e XXXII O Rei tiña unha filla.
Ilustrado por Ataque e impreso en Nishida (Osaka), conta cos patrocinios da Consellería de Cultura e Turismo, a través da Secretaría Xeral de Política Lingüística, e do Concello de Cambados. (…)”

José Jackson Coelho Sampaio: “Precisei tornar meus os poemas de Cesáreo”

Entrevista a José Jackson Coelho Sampaio en Sermos Galiza:
“Poucas pessoas enchem tão claramente de conteúdo a palavra intelectual como o brasileiro José Jackson Coelho Sampaio, reitor da Universidade Estadual do Ceará, renovador da psiquiatria no seu país, doutor honoris causa pela Universidade de Budapest, escritor e ele próprio tradutor da obra do poeta galego Cesáreo Sánchez Iglesias. A Universidade Estadual do Ceará outorgou a Cesáreo Sánchez Iglesias a medalha do mérito artístico Alberto Nepomuceno. Quem é responsável da introdução da obra do escritor de Dadín‑Irixo no universo cultural brasileiro é José Jackson Coelho Sampaio, a quem entrevistamos via correio electrónico.
– Sermos Galiza (SG): Que significado dentro da cultura brasileira tem a medalha de mérito artístico Alberto Nepomuceno?
– José Jackson Coelho Sampaio (JJCS): A Universidade Estadual do Ceará‑UECE tem 44 anos e, hoje, agrega 13 campi, distribuídos em 10 cidades, englobando 28 mil estudantes nos 72 cursos de graduação e 42 cursos de pós‑graduação
Seja no Webometrics e no Times Higher Education‑THE, rankings internacionais, ou na classificação geral de cursos do Ministério da Educação‑MEC e no Ranking Universitário do Jornal Folha de São Paulo‑RUF, rankings nacionais, a imagem da UECE é muito boa, pois nos colocam em primeiro lugar entre as universidades públicas estaduais das regiões Centro‑Oeste, Norte e Nordeste do Brasil.
Então, o primeiro significado da medalha deriva da importância da instituição que a outorga.
O segundo significado vem da história da medalha e, neste caso, a UECE tem sido muito tímida em criar e outorgar medalhas. Já foi na minha gestão, como reitor, que, na oportunidade do sesquicentenário de nascimento de Alberto Nepomuceno, grande compositor cearense da transição entre os séculos XIX e XX, que a medalha Alberto Nepomuceno foi criada, com duas categorias: mérito artístico e mérito cultural.
O terceiro significado deve derivar do rigor com o qual a medalha seja concedida e da qualidade do outorgado. Interessante destacar que a primeira outorga foi ao poeta Cesáreo Sánchez Iglesias.
Portanto, estamos construindo essa história. O tempo dirá dos erros e acertos, de essencial ou acidental em nossas escolhas. (…)
– SG: Que valores viram na obra de Cesáreo Sánchez Iglesias para o distinguir com esta medalha?
– JJCS: Desde o início de minha vida profissional, como médico, exercendo a psiquiatria clínica, e como professor‑doutor, exercendo o ensino e a pesquisa no campo da medicina social, eu tenho produzido textos científicos, nas formas de artigos e de livros. Mas, desde a adolescência tenho escrito contos, crônicas, textos jornalísticos e poesia. A poesia tem sido para mim forma de expressão afetiva, erótica e política, sem muita preocupação técnica e sem necessidade de carreira literária. Coloquei a poesia como lugar de liberdade. Daí, eu faço anotações a partir das impressões e experiências –são mais de 800 textos com a pretensão da poesia–, mas cultivo a voracidade da leitura, o gosto por conhecer o modo como a poesia acontece em outras culturas, em outras línguas, pois entendo a poesia como aventura da linguagem, identificada com a infância e a loucura.
Já traduzi, ousadamente, sem formação técnica de tradutor, do espanhol, do italiano, do francês, do inglês e do russo. Parte dessa produção está publicada no livro Transvida, pela oportunidade de um prêmio de publicação, denominado Caetano Ximenes Aragão, da Secretaria de Cultura do Ceará.
Então o professor Jackson Renner Rodrigues, um amigo cearense/galego, numa de suas viagens ao Ceará, hoje fazendo pós‑doutorado na UECE, presenteou‑me com alguns livros do Cesáreo: Tempo Transfigurado, Evadne, O Rumor do Distante, As Bolboretas do Mekong e o Caderno do Nilo</em>.
As identificações estéticas, éticas, políticas foram imediatas. Percebi a capacidade feliz de integrar melodia, metáfora e ideia num fluxo de sentido que revela o mundo a partir do local e o local a partir do mundo.
Uma identificação amorosa intensa aconteceu com o Caderno do Nilo. Minhas paixões históricas e mitológicas devem ter ajudado nesse processo. Mas, decisivo, foi o texto em si, sua fluência rítmica, sua evocação simultaneamente mágica e concreta, o rio Nilo carregando você pelo tempo e pela paisagem atual, pelas mãos de um ilusionista e de um pintor impressionista.
Precisei ouvi‑lo, mesmo que fosse apenas dentro de minha cabeça, em português. Precisei torná‑lo meu. Precisei torná‑lo eu.
Após análise da obra poética de Cesáreo, além de sua obra política em associações literárias e sindicato de servidores públicos; após a conclusão da tradução do Caderno do Nilo; após demanda do nosso Curso de Letras e do Núcleo de Línguas Neolatinas do Centro de Humanidades, que propunham retomar a realização da Semana da Cultura Galega que a UECE promovia no passado; após o resultado positivo para a possibilidade de encerrar este evento com um show de Uxia, gentil dama da canção galega; após a conclusão da editoração do livro Caderno do Nilo em português, por parte da Editora da UECE; surgiu a ideia de convidar o Cesáreo para o lançamento da tradução brasileira e outorgar‑lhe a medalha. O nosso Curso de Música também aderiu, ao tomarem conhecimento do livro Tempo Transfigurado, onde Cesáreo dedica um texto a cada um dos grandes compositores que ele ama, entre eles o brasileiro Villa‑Lobos. O nosso Conselho Universitário analisou e aprovou. (…)”

As axudas á tradución permitirán o cambio de idioma de 84 títulos

Desde Cultura Galega:
“A Consellería de Cultura e Turismo vén de publicar no Diario Oficial de Galicia (DOG) a resolución das axudas para o libro galego no que se refire á tradución para outras linguas de obras publicadas orixinariamente en galego e á tradución para o galego de obras publicadas orixinariamente noutras linguas correspondentes ao ano actual. Tal e como recolle a resolución, traduciranse ao galego 62 títulos e outras 22 obras a linguas como o castelán, inglés, italiano e francés, cun investimento por parte da Xunta de Galicia de 200.000 euros, que tamén permite financiar outros gastos tales como o deseño e maquetación, preimpresión, impresión e manipulación das obras. O reparto das axudas, decidido por concorrencia competitiva, fai recaer de novo a maior contía no apoio á edición da tradución de obras de outras linguas ao galego, conxunto para o que van en total 119.994,87 euros -case 50.000 euros menos que o pasado ano, que contaba co mesmo orzamento xeral-, mentres que para trasladar a literatura galega a outros idiomas as axudas suman case 80.000 euros.
De entre as 20 editoriais beneficiadas pola resolución, tres reciben as maiores contías para levar a adiante os seu proxectos de tradución e concentran entre elas máis da metade do orzamento. Rinoceronte Editora publicará 27 títulos de tradución de outras linguas ao galego e contará para iso con 54.154,25 euros de axuda pública. Para o mesmo fin a editorial Kalandraka recibirá 28.783,29 euros de axudas que permitirán publicar 14 títulos. Para a publicación de libros de lingua galega a outros idiomas, o groso da axuda vai para a á editorial Small Stations Press que recibirá 31.373,19 euros por publicar en inglés 8 títulos. A media de axuda por título nestes casos sitúa case no dobre as axudas a Small Station Press (3.921,65 € de media cada título) respecto a Rinoceronte Editora (2.005,71 euros por título). Na lista de beneficiarias tamén están as fundacións Novoneyra e Vicente Risco con diversos proxectos editoriais.”

Padrón: Abride a Fiestra 2019

Sábado 13
19:00 h. Visita teatralizada con Os Quinquilláns.
20:00 h. Recital poético multilingüe co Colectivo de Poetas en Bruxelas e un grupo representativo da poesía galega actual. Participarán os/as escritores/as Taha Adnan, Frank de Crits, Geert van Istendael, Serge Meurant, Silvia Vainberg, Bart Wonck, Ramón Neto, Xavier Queipo, Chus Pato e Yolanda Castaño.
21:00 h. Concerto de Cristina Pato, con Roberto Comesaña.

Domingo 14
Con feira de produtos rosalianos de todo a xornada e ludoteca para nenas e nenos.
11:00 h. Visita guiada pola horta da Casa, por Carlos Dacal.
11:30 h. Visita guiada pola Casa, por Pedro Feijoo.
12:00 h. Paco Nogueiras, concerto familiar (Brinca vai!).
12:00 h. Conferencia de Xosé Luís Méndez Ferrín sobre “Rosalía, A Matanza e Rodríguez del Padrón”
12:30 h. Visita guiada pola Casa, con Pepe Barro.
13:00 h. Mini-concerto de Secho no Piano de Rosalía.
13:00 h. Conferencia de Carlos Castelao sobre “As fotografías de Rosalía”.
13:30 h. Regueifa con Lupe Blanco e Kike Estévez.
14:00 h. Performance poética de Andrea Sanjurjo e Fabián Niño.
14:10 h. Concerto de Secho.
16:00 h. Proxección do filme Contou Rosalía.
17:00 h. Visita guiada pola Casa, por Francisco Rodríguez.
17:30 h. Paco Nogueiras, concerto familiar (Radio Bule Bule).
18:30 h. Visita guiada pola Casa, con Olga Novo recitando.
18:50 h. Mini-concerto de Ugia Pedreira e Cristina Pato no Piano de Rosalía.
19:00 h. Visita guiada para nenos/as con Manuel Lorenzo Baleirón.
19:15 h. Performance musical de Ugia Pedreira, acompañada por Cristina Pato.
20:00 h. Presentación do proxecto ‘Amigos/as da Casa de Rosalía’, por Anxo Angueira.
20:20 h. Presentación do libro do Premio Escolar de Poesía.
20:40 h. Entrega da Rosa de Galicia á familia de Villar Granjel + Coral de Padrón.
21:00 h. Concerto de Davide Salvado.

Apoian:
– Deputación da Coruña.
– Consellería de Cultura e Turismo da Xunta de Galicia.
– Concello de Padrón.
Patrocinan:
– Galicia Calidade.
– Adega Paco eLola.
– St. Petroni. O vermú de Galicia.”

Rosalía en camiño, diálogos literarios multilingües 2019

Por convite da Fundación Rosalía de Castro, varias persoas do Colectivo de Poetas de Bruxelas: Taha Adnan, Frank de Crits, Geert van Istendael, Ramón Neto, Xavier Queipo, Silvia Vainberg e Bart Vonck, farán lecturas poéticas con motivo da presentación do libro multilingüe Rosalía en camiño. O programa é o seguinte:
– 11 de xullo, ás 18:00 horas, no Panteón de Galegos Ilustres (San Domingos de Bonaval) – Santiago de Compostela.
– 12 de xullo, ás 18:00 horas, na Fundación Eduardo Pondal – Ponteceso.
– Sábado 13 de xullo, ás 20:00 horas, na Casa-Museo Rosalía de Castro – Padrón.

A Coruña: recital de Carlos Negro e Hinemoana Baker no Ciclo Poetas Di(n)versos

A segunda feira 24 de xuño, ás 20:30 horas, no Auditorio do Centro Ágora (Rúa Ágora, s/n) da Coruña, terá lugar unha nova edición do Ciclo Poetas Di(n)versos, coordinado por Yolanda Castaño e promovido pola Concellaría de Culturas da Coruña, cun recital de obra propia nun man a man de Carlos Negro e a poeta de Nova Zelandia Hinemoana Baker.