Vítor Vaqueiro: “A normativa oficial do galego é um dispositivo de espanholização”

Entrevista a Vítor Vaqueiro en Nós Diario:
“Vítor Vaqueiro recebe amanhã a Letra E, de escritor, que outorga a AELG (Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega). É esta uma homenagem na sua terra, Santiago de Compostela, na vigésima sexta edição dum ato que converte o autor em membro de honra da entidade.
Vítor Vaqueiro recebe com “alegria e agradecimento” a Letra E da AELG (Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega). Também o assalta uma certa sensação de volta ao passado. “Eu devo ser agora dos primeiros números, porque quando se fundou eu tinha o 25 e muitas das pessoas que me precederam já não estão”, diz.
– Nós Diario (ND): Embora estudar química e exercer como professor de matemáticas, decidiu dedicar-se à fotografia. Que o atraiu da imagem?
– Vítor Vaqueiro (VV): Foi uma série de fatores, alguns casuais. Caiu nas minhas mãos um livro de Susan Sontag sobre o tema e logo outro de Barthes, A câmara clara. Dalguma maneira, abriu-me um horizonte diferente. Recebi um encargo fotográfico duma modista, Maria Moreira, e comecei a trabalhar em moda.
Não me interessava esse mundo, mas si o feito fotográfico. Tirava imagens e, sobre tudo, lia. Fez uma exposição em 1983 e, anos depois, vim para a facultade de Santiago a fazer a tesse.
– ND: Também foi professor de matérias associadas à fotografia em Ciências da Comunicação. Acha que numa sociedade como a atual, com um peso tão grande da imagem, se lhe outorga o suficiente espaço no estudo?
– VV: Eu acho que há algo de verdade incompreensível, quer no nosso país quer no Estado espanhol, numa sociedade, como ti acabas de apontar, absolutamente atravessada pela imagem. Hoje todo o mundo já e fotógrafo, porque todos temos um telemóvel. Neste contexto, parece-me extraordinário que não exista a possibilidade de estudar fotografia, já não digo em lugares como Alemanha ou Reino Unido, onde existe a própria carreira. Estou a falar desse centro no que, se não me falhar a memória, eu fui o último professor da matéria que houve no departamento de Comunicação.
Uma pessoa pode rematar os estudos sem saber quem é Cindy Sherman ou Andreas Gursky. E alunado que rematou o grau não tinha possibilidade de continuar a formar-se no país, tinha que ir embora, a Catalunya, por exemplo. É incrível, passa o tempo e não avança. Um projeto como o Centro Galego de Fotografia, de Vigo, foi totalmente desprezado e hoje está ocupado por dependências administrativas.
– ND: Do confinamento saiu o livro Tres poetas en estado de alarma, junto a Carlos Negro e Xosé María Álvarez Cáccamo, no que você escreve “Quarentena”, uma lúcida reflexão que parte do concreto para analisar aspectos muito mais profundos da sociedade. Como nascem os poemas desta série?
– VV: Como dizia Beckett, “escrevo porque provavelmente não sirvo para outra coisa”, ainda que no meu caso diria também para cozinhar, que com humildade após 50 anos acho que o faço bem. Se uma pessoa com essas características não puder sair da casa, é lógico que escreva.
E vês diariamente uma série de questões que levam a pensar, como por uma parte se aplaude pontualmente ao pessoal sanitário enquanto há um enorme ataque ao sector. Aliás, todo isto era previsível no senso de que há uma constante agressão à natureza, vimos como doenças passam aos animais, já de velho, como a Sida.
– ND: Nesses momentos limite aparece a necessidade de deitar fora certos pensamentos, imagino.
– VV: Claro, por exemplo, quando vim essas conferências diárias de sanidade, nas que as responsáveis compareciam com três militares detrás. Lembrou-me a esse 11 de setembro de 1973, ao golpe de Estado de Chile. Perguntaste onde estás a viver, por que precisamos a presença das forças armadas. A quarentena serviu-nos, ou devia servir, para conectar a situação presente com outras do passado.
– ND: Outro dos seus interesses é a mitologia galega. Por que acha importante a reivindicação ou dignificação destes temas, que em último termo outorgam um valor negado à cultura popular?
– VV: Acostumo dizer que lhe devo tudo ao país. Acho que há duas ou três coisas de natureza universal que me movem, como a justiça, a igualdade ou a dignidade. E depois está o meu país, a sua língua ameaçada, a cultura e o território, as suas gentes. Nesse senso, a mitologia significa reivindicar o nosso.
Há coisas incríveis, como uma mulher que tem um filho sem relação sexual previa, que nos parecem o mais normal do mundo. Mas quando nos falam da Santa Companha, dizemos que é uma parvada. Essa cultura não é uma tontaria, as lendas explicam o mundo. E a diferença entre uma religião e uma mitologia é a mesma que existe entre um idioma e um dialeto, normalmente um idioma que não tem poder social.
– ND: Falando dessa situação linguística, em 2013, num artigo publicado em Sermos Galiza, manifesta a sua decisão de adotar o padrão reintegracionista. Pode lembrar-nos quais são as causas?
– VV: Eu verdadeiramente sempre fui reintegracionista. Publiquei nos anos 80 no acordo de mínimos, que era a normativa que pode ser hoje da Academia, com mais léxico e a acentuação e o traço português. Depois abandono isso como moita gente e escrevo dentro dos máximos que permitia a norma oficial, coa introdução de muito léxico que não considero português. Houve um momento em que me resulta muito difícil seguir enganando-me a mim próprio.
Um dia presento um texto e desde a editora faz-me por volta de 300 correções. Como sou de ciências e gosto de botar contas, vejo que em 86% mudam a palavra galega por outra espanhola. Isto é um dispositivo de espanholização.
— ND: Em Da identidade à norma já definia o fundamentalmente político e não filológico dessa opção.
– VV: Claro. Um linguista muito reconhecido, Miquel Siguán, admite que uma norma se decide por motivos extralinguísticos. É algo convencional. Não sei por que se escolhe uma fórmula como “man” fronte a “mão” quando a segunda é absolutamente maioritária.
Há uma tendência a pôr barreiras artificiais ao achegamento ao português. Eu non falo como uma pessoa de Valença do Minho ou de Coimbra. Há que reivindicar o léxico galego, e depois todo aquilo que exista já em português não temos por que o inventar. Sei que isto traz umas consequências tremendas, porque a editorial na que esteve durante 45 anos nega-me que possa publicar.
Até há uma sentença do Tribunal Superior de Justiça da Galiza dos anos 90 que diz que ninguém pode ser descriminado pela sua forma de escrever, um pleito da universidade de Vigo coa Xunta, que impugna os estatutos desta nos que se admite qualquer grafia. Editoras, prémios, concursos… seguem a ignorar isso.
– ND: Acha que o movimento reintegracionista está a experimentar um pulo nos últimos anos?
– VV: Sim, mas quero matizar que o amor pelo teu país é independente do número de pessoas. Se não defendermos isto, que porvir lhe aguarda, por exemplo, ao euskera? Mas a quantidade no prestígio influi muito. A outra variedade do galego que se fala no Brasil, Angola ou Moçambique chega a 50 milhões de pessoas, para alguns é a quinta língua do mundo.
Ainda que não gostemos do argumento, o número conta decisivamente. Dito isto, se fossemos poucos habitantes, devíamos defende-lo igual, mais tendo esta oportunidade, desperdiçá-la… Durante 200 ou 300 anos galego e português foram o mesmo idioma, e dalguma maneira o galego é pai do português.
Há tempo, dizia-me um catalão: “Estão totalmente tolos”. Já vês o pragmatismo, se el tivesse uma língua que cumas poucas mudanças se convertesse na quinta ou sexta mais falada, o acordo faz-se em quatro horas. Há que lançar-se! Tudo isto num contexto no que um editor de primeira magnitude me disse: “estamos num lio do que há que sair”. E mesmo uma pessoa da Académia [não diz quem] admite: “Eu penso que o reintegracionismo tem razão”. Vê-o tudo o mundo, mas parece que resulta difícil ceder.”

Begoña Paz: “A cuestión é que queda despois da ferida. Bostela, cicatriz? Vida, de calquera xeito”

Entrevista de Montse Dopico a Begoña Paz en Praza:
“A paixón. A febre. A intuición do monstro, da besta. O sometemento, o abuso. As entregas aprendidas,. A negación do eu. Do nós. A admisión da ferida. A bostela. A pel renovada, endurecida. A liberación. Soas, enteiras e máis sabias. É o proceso que Begoña Paz describe en em>Caixa das bestas (Baile del Sol), o seu segundo poemario, publicado en edición bilingüe. Falamos con ela.
– Praza (P): Caixa das bestas foi publicado nunha edición bilingüe en galego e español pola editora Baile del Sol. Antes publicaras os teus libros en galego en editoras galegas. Pasou algo para que non saíse aquí antes?
– Begoña Paz (BP): Pasou que o enviei a unha ducia de premios de poesía -o xeito máis doado de publicar poesía en Galicia- e a varias editoras galegas. Que a obra non gañou premio ningún e que as editoras ou non contestaron ou fixérono dicindo que non encaixaba nas súas coleccións, que tiñan comprometida a edición de poesía para varios anos ou que era un libro caro de editar. O libro -que xa ten uns anos- traducino moito despois para que o puidese ler BK, a miña irmá malagueña. O seu primeiro comentario sobre o libro foi unha maldición marabillosa que me devolveu a fe.
Foi ela a que me animou a enviarllo a Baile del Sol, unha editora canaria que xa publicara poemas meus -tamén en bilingüe- nunha antoloxía de poesía, 23 Pandoras. Envieille o pdf ao editor un venres e o luns tiña o contrato na miña caixa de correo. “´-Orixinal e tradución?” “-Claro”. “-Cos collages en cor?” “-Claro”. Velaquí a diferenza entre o frío e a calor. Mais esa calor xa a sentira. O meu primeiro poemario, A mala vida, foi publicado por unha editora mallorquina, La Baragaña. O editor lera poemas meus en antoloxías publicadas fóra da Galiza e propúxome publicalo. Tan sinxelo, ás veces, todo.
– P: O texto vai acompañado de colaxes e, polo que pon o propio libro, ambos son da túa autoría. Que función querías que cumprisen as colaxes?
– BP: A primeira idea de Caixa das Bestas foi visual. Levaba un tempo matinando en recuperar a miña afección ás colaxes, unha amiga pediume que lle dedicase un dos meus libros e, como odio dedicar, colei unha colaxe na contracapa do libro. Esa colaxe é a primeira que aparece no libro. Dela naceu o primeiro poema. Doutras colaxes, máis poemas; doutros poemas, máis colaxes, nos que se entrecruzaban a reflexión e a ferida, o desconcerto, a paixón e a ferocidade. Cos títulos engadíndolle ironía ao conxunto. Para min son un todo indivisible. (…)”

Antonio Reigosa: “Na sección [Micromitos] tratarei de que haxa un panorama amplo no que estean os seres míticos principais”

Entrevista a Antonio Reigosa en Nós Diario:
“- Nós Diario (ND): En que vai consistir Micromitos?
– Antonio Reigosa (AR): Chámolle micro porque se trata dun espazo breve, non pola importancia do mito, claro. No tempo que dure falarei un pouquiño de todo: mitos, chamémoslle cultos, mitos relixiosos, lendario asociado ás fontes, ás covas… Hai un amplísimo catálogo. Tratarei que sexa ameno e tamén divulgativo, que se entenda que simboloxía hai detrás e se ten algunha conexión con algunha literatura culta.
– ND: Como imos ver na sección que é a mitoloxía popular?
– AR: Enténdoa como algo que é fundamental na cultura, básico, simbolicamente é a súa expresión máxima posíbel e sobre todo se nos referimos a ela desde o popular. É como o oxíxeno, que nos é común a todas as galegas e os galegos. Na sección tratarei de que haxa un panorama amplo no que estean os seres míticos principais pero cunha casuística, por exemplo, que se saiba quen son as mouras pero ao tempo, dentro do mundo moura hai unha variedade enorme de arquetipos: a moura nova, a moura caníbal… O propósito é poñer a lectora e o lector nun panorama que á volta dun tempo lle permita percibir unha mitoloxía popular como é, coherente, simbolicamente moi potente e que ademais é unha axuda para coñecer a contorna.
– ND: Onde radica para vostede a importancia do mito ou da lenda, por exemplo?
– AR: Estamos a falar de imaxinario, non é un ben material patrimonial, aquí decatarse da singularidade é moito máis complicado e a xente tamén percibe que houbo e aínda hai certo prexuízo fronte á mitoloxía popular en boa parte debido á doutrina da igrexa. Pero aínda así, e aí radica a súa importancia, a inmensa maioría da xente ten algunha referencia ou algunha curiosidade sobre a mitoloxía popular. Toda vida humana ten tres cuestións chave: quere saber de onde vén, quen había antes e que pasará despois, e de aí a mitoloxía da morte tan importante na Galiza. Trátase de algo exclusivamente imaxinario pero é posíbel porque colectivamente creamos unha serie de figuras, de seres, de medos… que lle dan unidade á cultura popular. Hai unha coincidencia que determina os imaxinarios.
– ND: Cal é a situación da nosa mitoloxía? É propia ou universal?
– AR: O substracto sobre o que se constrúen as mitoloxías é universal porque responde a esas preocupacións básicas de todos ser humano, en todo tempo e en todo lugar. Logo veñen as peculiaridades culturais, por exemplo, non ten a mesma forza a mitoloxía da morte no que foi secularmente un cabo do mundo, unha Fisterra, que noutros territorios nos que non hai esa proximidade física a un finisterre. A mitoloxía da morte na Galiza ten unha forza que non ten noutras partes e que a iguala a toda a beira atlántica, máis alá doutras cuestións históricas as culturas celtoatlánticas teñen esa conexión unhas coas outras que non teñen igual, por exemplo, con África aínda que nos preocupe o mesmo.
– ND: Como conservamos ese patrimonio?
– AR: Sempre, o que forma parte da cultura popular, mantense mentres ten función, sentido para a xente. Evidentemente hai un conflito entre o mundo académico ou presuntamente culto e o popular, no primeiro a mitoloxía é menos importante ou non é transcendente pero, sen dúbida, dino sen darse conta de que precisamos espazos imaxinarios para vivir, sexan de tipo relixioso, ou mitolóxicos, ou froito dunha longa tradición, ou creados polo cine ou a televisión. Os intereses cambian en función das circunstancias persoais ou do grupo social pero a mitoloxía popular existiu e segue a existir. Se deixa de existir un castro esquecerase todo o que se sabía na contorna sobre as mouras, os tesouros… pero noutros lugares haberá unha mitoloxía popular asociada a esa contorna.”

A AELG prepara un Libro Branco do Escritor e da Escritora

Reportaxe de Montse Dopico en Nós Diario:
““Canto tempo adoita dedicar habitualmente á escrita? Actualmente compaxina o seu traballo como escritor/a con algún outro traballo ou actividade profesional? Ten ou tivo nalgún momento un/unha axente literario/a? Algunha vez tivo que reclamar a sinatura dun contrato á súa editorial? Dos seus ingresos totais no último ano, que porcentaxe procedeu da autoría das súas obras?”. Son algunhas das preguntas que a Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG) propón aos seus 470 socios e socias na enquisa que lles fixo chegar como parte do traballo de campo a partir do que elaborará o primeiro Libro Branco do sector literario galego.
Este estudo, aínda en fase inicial, servirá para que os autores e autoras do país, o “elo máis fráxil” da cadea produtiva e distributiva do libro, teñan unha “voz colectiva” coa que facer valer os seus dereitos, segundo explica o presidente da AELG, Cesáreo Sánchez. “Precisamos saber cal é a situación real na que se atopan os escritores e escritoras para coñecer as carencias e fortalezas do sector”, indica Sánchez, que cita como exemplo o Libro Blanco del Escritor da Asociación Colexial de Escritores de España. Este documento contou co testemuño dalgúns autores e autoras galegos mais, tal como lembra o presidente da AELG, “nós temos un sistema literario autónomo, coas súas propias dinámicas”, cunha lingua non normalizada, polo que dificilmente o retrato que tira vai ser representativo da realidade galega.
Se a ocasión para afrontar este proxecto do Libro Branco parecía propicia ao cumprirse os 40 anos de andaina da AELG, a crise xerada pola pandemia do coronavirus evidenciou máis a situación de precariedade na que se atopan moitos autores e autoras do país, sobre todo os máis novos. “Na miña xeración ser profesor de galego e escritor era algo moi habitual. Agora non o é tanto”, indica Sánchez en declaracións a Nós Diario. Parte dos escritores e escritoras teñen, así, subliña, na escrita e nas actividades que esta xera -como visitas a centros escolares- unha das súas principais fontes de ingresos. E o problema que subxace, precisamente, é a falta de profesionalización.

Reivindicar a profesionalización
O estudo realizado pola Asociación Colexial de Escritores de España, que recolle datos de 2018, revelou que só 16% dos asociados vivía da escrita, mentres que 77% ingresaba menos de 1.000 euros ao ano en concepto de dereitos de autoría. “Somos profesionais, aínda que non vivamos da escrita”, salienta Cesáreo Sánchez. Cómpre, ao respecto -sinala- unha mudanza de mentalidade que supoña un recoñecemento da “dignidade e respecto” para o traballo do escritor e da escritora, pois non parece xusto que sexa “o único profesional que non cobra” nun evento cultural, por exemplo.
Segundo o Consello da Cultura Galega, o confinamento derivado da actual pandemia afectou moito ao emprego cultural, que descendeu nun 5,5%, é dicir, 2,3 puntos porcentuais máis que o conxunto do mercado laboral no mes de marzo. Aínda que a do libro non parece en termos relativos ser unha das ramas de actividade máis afectadas, tampouco se reflectiría seguramente nos datos, no caso dos autores e autoras. “Os datos terémolos cando os nosos socios e socias respondan a enquisa”, indica Sánchez. O cal podería servir, tamén, para desterrar tópicos sobre o perfil das persoas dedicadas á escrita na Galiza. A AELG agarda publicar os resultados para antes da fin deste ano. O cuestionario que os autores e autoras están a responder neste momento será complementado, ademais, con entrevistas máis personalizadas para afinar a diagnose da situación.

“Voz colectiva”
Contar cunha “voz colectiva” e unha proposta de actuación fundamentada en datos é especialmente relevante ademais, segundo Sánchez, nun contexto coma o galego, pois “temos as institucións que temos”. Non é, por exemplo, o caso catalán, remarca, no que as asociacións do sector contan con servizos xurídicos para apoiar os seus asociados e ademais existe a Institució de les Lletres Catalanes, entidade autónoma do Departamento de Cultura da Generalitat dedicada a velar pola literatura e o fomento da lectura, con funcións non só consultivas.
Ao respecto, Sánchez amosa a preocupación da AELG pola orientación tomada polo Plan de reactivación do sector cultural fronte aos efectos da Covid-19 presentado pola Xunta, xa que, ademais de non contemplar axudas específicas para os autores a autoras, “expropia as creadoras e creadores dos seus dereitos persoais e patrimoniais sobre a súa obra” ao propoñer axudas a proxectos “cunha cesión de dereitos sen límite de tempo, espazo xeográfico, medio de explotación ou lingua”, desprotexendo na práctica a creación en galego. “Non podemos caer” -afirma Sánchez- “nun empobrecemento da cultura galega”, de maneira que o Xacobeo -pois o Plan de reactivación ten un enfoque máis turístico que cultural- acabe sendo “como o decreto de plurilingüismo no ensino”.”

Xan Fernández: “O Anllóns foi fonte de enerxía, pero tamén de alimentación”

Entrevista a Xan Fernández en La Voz de Galicia:
“O Instituto de Estudos Bergantiñáns vén de publicar o volume O río Anllóns, arteria principal de Bergantiños, un texto obra de Fernando Cabeza Quiles, Evaristo Domínguez Rial, Xan Fernández Carrera, Antón García Losada e Luis Giadás Álvarez e no que colaboraron ducias de persoas aportando datos e informacións que foron minuciosamente recollidas nesta monografía. Nela recóllense datos como a descrición do propio río, mapas do seu curso e das parroquias polas que pasa, un estudo da flora e da fauna, outro de aves escrito por José Luis Rabuñal, o aproveitamento que se fixo, sobre todo, da súa desembocadura… «Non había un estudo tan amplo sobre o río e cremos que era necesario para coñecelo, protexelo e quizais poñelo en valor a nivel turístico», dixo o presidente, Xan Fernández en RadioVoz Bergantiños.
– La Voz de Galicia (LVG): Foi escrito a cinco mans.
– Xan Fernández Carrera (XFC): Exactamente, a cinco mans aínda que coa axuda de moita máis xente. Queriamos que fose un libro colectivo cun estudo integral do río, e para iso precísase de moita información e moi diversa. Este grupo de persoas fomos os autores do texto e tamén recollemos toda o material dos informantes. Ao mesmo tempo, queriamos festexar o vixésimo aniversario da entidade -que foi en 2019- sacando este novo libro, que nun inicio estaba previsto para inicios deste ano.
– LVG: O propio formato é bastante diferente a outros proxectos publicados anteriormente.
– XFC: A nosa intención xa era sacar un traballo moi diferente aos cadernos que viñamos facendo, que eran propostas máis sinxelas e concretas para, por exemplo, facer rutas. Este queriamos que fose un traballo extraordinario, como pensamos que así acabou sendo, que nos levou case dous anos de traballo percorrendo partes do río e entrevistándonos con moita xente. Con todo iso saíu este libro, destinado sobre todo aos bergantiñáns que teñan interese por saber máis do río, pero que tamén sexa útil. O Anllóns é o elemento natural máis importante que ten a comarca e, ademais, defínea totalmente, pois nace e desemboca nela: atravesa de leste a oeste todo Bergantiños e dálle moita personalidade.
– LVG: Dá vida á comarca.
– XFC: Exactamente. Este río foi fonte de enerxía para mover muíños, centrais eléctricas e mesmo outro tipo de industrias; pero tamén foi fonte de alimentación, xa que había salmóns en abundancia, reos, anguías, lampreas, troitas… Hai unha anécdota que di que os xornaleiros que traballaban no Anllóns protestaban porque lles daban salmón moitos días á semana. (…)”