Entrevista
a Vítor Vaqueiro en Ideas.gal:
“(…) – Ideas.gal (I): Qual é o papel que deveriam ter na sociedade a cultura, nomeadamente a literatura e a fotografia?
– Vítor Vaqueiro (VV): Pois deveriam jogar os roles que lhe são próprios: serem meios de expressão cultural como quaisquer outros, formularem perguntas e interpelarem a sociedade, quer no plano individual, quer no coletivo; procurarem a interação, como dizia dantes, entre a nossa Singularidade e a Universalidade que supõe ou supus o conjunto de culturas existentes no planeta, algumas já desaparecidas; darem conta, do ponto de vista cultural, do estado da questão —que, quase sempre, é a questão do Estado—; esforçarem-se por criar novas Linguagens, novas Poéticas que explicassem o tempo presente, para o qual cumpriria arriscar, romper, formal e conceitualmente, com os velhos paradigmas e formular o Novo, porque se a sociedade vive na mudança, a cultura também deve viver nela, atitude que exigiria fugir da repetição e de fórmulas já falecidas, construir novos trilhos e compreender que a verdadeira informação e o verdadeiro avanço se achou historicamente e segue a se achar na ruptura, na fenda, na interrupção, na descontinuidade; fazerem leituras não óbvias, tentando expressarem a realidade de maneira oblíqua, procurando e contribuindo à aparição dum público exigente, rebelde e combativo. Todas estas cousas, ao meu ver, estão a se fazer em grau mui restrito, oferecendo-se uma cultura pouco cobiçosa, como ocorre, aliás, nas culturas da nossa contorna nas que a repetição e a falta de idéias é notável e onde os agentes culturais se deixam levar por um caminho perigoso, norteado basilarmente polo vetor econômico, polas obras de fácil digestão, pola incompreensível, do ponto de vista democrático, censura ortográfica, aspetos todos eles com certeza esperáveis numa época de crise que não é só econômica, mas política (corrupção), democrática (direitos e liberdades em devalo, xenofobia), cultural (esterilidade criativa) ou ética (o dinheiro como única magnitude).
– I: Que modelo cultural em sentido amplo estimas interessante para o presente e futuro?
– VV: Quase se deduz da resposta anterior o modelo cultural no que acredito: um modelo cultural democrático, em que todos os comportamentos e decisões tivessem em conta o interesse geral, da maioria, mas —e isto é muito importante— que considerasse a existência de minorias e que não se guiasse só polos aspetos quantitativos, porque nesse caso estaríamos perante isso que conhecemos como a ditadura da maioria que, como a história e o presente nos indicam, não sempre tem razão. Um modelo cultural que desejasse, de maneira sincera e não só de “peteiro”, erguer o nível cultural do conjunto da população e não procurar, como ocorre agora, inibir a capacidade crítica da gente para, desta maneira, atingir a perpetuação no poder. Um modelo cultural, em resumo, que considere a cultura como uma ferramenta de conhecimento, de interpretação e análise da realidade, de enriquecimento pessoal e coletivo, de dispositivo para caminhar no sentido duma sociedade mais justa, mais livre e mais igualitária.”
Lugo: presentación de Elefante, de Manuel Darriba
Vigo: crónica fotográfica do acto do Día de Rosalía de Castro 2018
Estas son algunhas das fotografías do acto do Día de Rosalía de Castro 2018 en Vigo, que tivo lugar o sábado 24 de febreiro pola tarde, en colaboración coa A. C. O Castro. A crónica fotográfica completa pode verse aquí.
Tui: presentación de Na casa da avoa, de Marta Dacosta
Xurxo Alonso gaña o Premio Díaz Castro de poesía con Oracións profanas
Bases do I Premio Fina Casalderrey de literatura infantil pola igualdade
A Coruña: presentación de Rebeldía galega contra a inxustiza
Gañadoras do VI Premio de Microrrelatos Mulleres Progresistas
“O
xurado do VI Premio de Microrrelatos Mulleres Progresistas decidiu outorgar os seguintes premios:
– 1º Premio, ao microrrelato Metamorfose, de Emma Pedreira Lombardía.
– 2º Premio, ao microrrelato A fiestra con memoria, de Pilar Vilaboy Freire.
– 3º Premio, ao microrrelato Seo materno, de Ana Padín Calviño.
Igualmente, designou como finalista o microrrelato A leoa, de Patricia Eugenia Gallego Pérez.
O VI Premio de Microrrelatos Mulleres Progresistas realízase coa colaboración da Concellería de Igualdade do Concello de Vigo.
En breves datas realizarase a entrega de galardóns nun acto público conmemorando o Día Internacional da Muller, coa presenza da Concelleira de Igualdade, dona Uxía Blanco Iglesias.”











