Arquivo da categoría: Contacontos
Sada: actos polo Día de Rosalía 2022
Fisterra: presentación de A pita xefa, de Marta Lado
Porto do Son: contacontos sobre Don Carlos e o misterio dos lucecús, de Patricia Torrado Queiruga
Pontevedra: Culturgal 2021, do 26 ao 28 de novembro
Faladoiros Que se pode facer co Patrimonio Inmaterial?, na Gala dos Premios Mestras e Mestres da Memoria
Os Faladoiros Que se pode facer co Patrimonio Inmaterial? celébranse no marco da VI Gala dos Premios Mestras e Mestres da Memoria a celebrar en Lugo, co apoio do Concello de Lugo e a colaboración da Deputación de Lugo, o xoves 28 de outubro ás 19:00 horas, no Salón de actos da Deputación de Lugo.
Para asistir a este acto é necesaria a inscrición previa no teléfono 981133233 ou a través do mail: oficina@aelg.org
REGUEIFA con Alba María e Sara Marchena
FALADOIRO: Que facemos nós co Patrimonio Inmaterial?
Interveñen:
– Mónica Fernández (Tradescola-As. Gaiteiros Galegos)
– Antonio Reigosa (Sección de Literatura Oral da AELG)
Modera: Lois Pérez
HISTORIAS DE FONTARÓN
Pepe Osorio e Suso Telo
ANÉCDOTAS E SUCEDIDOS DE DONCOS
Xosé Espín Mejía
Outeiro de Rei: Entresoños chairegos, cabana e trasmundo, con Lois Pérez
Caldaloba: I Magosto Cal da Loba, o 23 de outubro
Feira do Libro da Coruña 2021: actividades destacadas do 2 de agosto
O 2 de agosto continúa a Feira do Libro da Coruña (nos Xardíns de Méndez Núñez, s/n.), organizada pola Federación de Librarías de Galicia, con horarios de 11:00 a 14:00 h. e de 18:00 a 22:00 h., cos seguintes actos literarios destacados dentro do seu programa para este día:
– 18:00 h. Contacontos con Pedro Brandariz.
– 18:30 h. Presentación cruzada de Cobiza, de María Reimóndez, e A lavandeira de San Simón, de Eva Mejuto, publicados por Xerais.
– 18:30 h. Miriam Couceiro Castro asina A Galiza feminista, publicado por Galaxia.
– 18:30 h. Lorena Conde asina exemplares de Velloucas e Minchas e As mil vidas de Dorotea, publicados por Cuarto de Inverno.
– 18:30 h. Ramona Giráldez Domínguez asina exemplares de As fotos da retina, publicado por Medulia.
– 19:30 h. Presentación e recital poético-musical de Carlos Negro e Benxamín Otero arredor de Estrita necesidade, publicado por Alvarellos.
– 19:30 h. Sinatura de obras de María Reimóndez e Eva Mejuto.
– 19:30 h. Marilar Aleixandre asina As malas mulleres, publicado por Galaxia.
– 19:30 h. Clara Vidal asina exemplares da súa obra.
– 20:30 h. Carlos Negro e Benxamín Otero asinan exemplares das súas obras.
Paula Carballeira: “Somos umha sociedade que fala muito, narra pouco e escuta menos”
Entrevista de Lara Rozados a Paula Carballeira no Portal Galego da Língua:
“Paula Carballeira é umha das mais ativas narradoras orais da Galiza na atualidade. Além disso, é poeta, romancista, dramaturga, atriz e membro desde a sua formaçom da companhia Berrobambán. Recentemente publicou na Através Editora o seu ensaio, tam certeiro para os tempos em que vivemos, E continuaremos a contar. A narrativa oral como ato de visibilidade e sobrevivência. Sobre ele falamos nesta conversa.
– Portal Galego da Língua (PGL): De que doenças pode curar-nos continuarmos a contar? Da falta de escuta, por exemplo?
– Paula Carballeira (PC): A doença fundamental que cura continuar contando é o esquecimento. Para mim, umha das doenças mais perigosas. O esquecimento apaga a identidade, as lembranças, o aprendido, as alegrias e as tristezas. Contar oferece-nos um espaço de liberdade para que se ouça o que temos a dizer, as ficçons que criamos sobre a realidade que nos rodeia, o nosso ponto de vista, único e individual, umha ponte com a comunidade, com o imaginário coletivo. Contar afasta a soidade.
A escuta é um ato de rebeldia contra um ritmo marcado, o ritmo do consumo rápido do tempo, com a produtividade mal compreendida. Quando alguém ouve umha história, pára o relógio, rompe os limites, tam delimitados, das possibilidades que som factíveis apenas por imaginá-las. A escuta dá valor a quem fala, a quem cria, a quem brinca com as palavras, faz-nos sentir responsáveis polo que dizemos e para quem o dizemos. Ouvir demonstra respeito.
– PGL: Como é contar em tempos de pandemia? Quais som os grandes reptos?
– PC: Contar em tempos de pandemia é recuperar um espaço intangível, seguro e confortável onde esconjurar os medos. A comunicaçom direta, a presença da narradora ou narrador que cria umha história olhando nos olhos do público, fai-nos recuperar a capacidade de evocar, a ilusom. Cada vez que fago umha sessom de contos, recebo um enorme agradecimento, em voz alta ou no sentir.
As máscaras cobrem o rosto, escondem esses matizes gestuais que ajudam a conformar a informaçom de se a história é bem recebida, se há algumha interferência. Da perspetiva da narradora ou narrador, o “feedback”, a resposta, fica um pouco mais escura. A distância pode-se salvar amplificando a voz, favorecendo umha boa visibilidade. O poder sugestivo dos contos vence sem problemas os dois metros ou três da distância de segurança e as palavras tocam igual, com a sutileza de um sopro de ar. Porém, quando se conta com máscara, empobrece-se a transmissom oral. O facto de nom ver os lábios dificulta a compreensom e duplica o esforço de quem narra. É fundamental poder jogar com as pausas, os silêncios, os volumes, os gestos.
– PGL: Há algum conto / história / personagem que seja para ti como um talismam, que sintas que traz sorte? Ou “palavras mágicas”?
– PC: Os contos tradicionais tenhem para mim um forte componente simbólico. Uso-os para poder recriá-los segundo os meus interesses. Por diversos motivos, o conto do Capuchinho Vermelho acompanhou toda a minha vida e a história de Barbazul, nas suas diferentes versons, representa para mim o triunfo da inteligência sobre a brutalidade. As palavras mágicas só as uso em sessons com público infantil ou familiar, para expressar a importância dessa entrada no mundo das possibilidades infinitas.
– PGL: “É importante poder transmitir ficçons que nos resgatem da nossa luta contra os medos”, dis. Necessitamos contar para fazermos frente a todos estes discursos de medo em que vivemos na atualidade? E o discurso do esquecimento, também…
– PC: Acho que nesta sociedade em que vivemos o medo está a ganhar força, precisamente porque nom nos atrevemos a falar, a contar, a dar-lhe forma.
A partir do momento em que assumimos discursos alheios, nos quais nom nos fazemos perguntas, nos que simplesmente assentimos com a cabeça e procuramos proteger-nos sem saber de quê, adotamos umha postura defensiva. Do meu ponto de vista, a narraçom oral oferece umha postura construtiva. Distanciamo-nos dos medos, pomos-lhe nome e assim volvem-se abarcáveis.
Procurar as nossas palavras para os medos resgata-nos do anonimato e, ao mesmo tempo, oferece-nos respostas para as grandes perguntas, prováveis e improváveis.
Contando recriamos. Contando fazemos-nos ouvir, damos valor à nossa voz, nom deixamos que ninguém nos silencie. Contando procuramos um caminho alternativo.
– PGL: Somos umha sociedade que escuta?
– PC: Somos umha sociedade que fala muito, narra pouco e escuta menos.”












