Teresa Moure: “Non hai nin un só nome de muller nos manuais de lingüística”

Entrevista a Teresa Moure no Diario Cultural da Radio Galega:
“Con esa premisa escribiu Teresa Moure Linguística escreve-se com A (Através editora). E non só por recuperar nomes de mulleres, senón por demostrar que as súas achegas a este campo son igual de importantes que as dos homes. Neste ensaio repasa as contribucións das mulleres en campos lingüísticos como a tradución ou a antropoloxía, e noutros máis singulares como a criptoloxía ou a primatoloxía.
En todos eles, as mulleres fixeron contribucións pioneiras, pola súa maneira particular de enfocar e de mirar os ámbitos de estudo. María Moliner na lexicografía, Jane Goodall na primatoloxía ou Margaret Mead na antropoloxía, son algunhas das figuras máis relevantes que Moure estuda neste ensaio.
A entrevista pode escoitarse aquí.”

Carlos Taibo: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”

Entrevista de Diego Bernal a Carlos Taibo no Portal Galego da Língua:
“(…) – Portal Galego da Língua (PGL): Há algumha novidade nesta 3ª ediçom a respeito das anteriores?
– Carlos Taibo (CT): As novidades são três. Uma delas é que o livro foi objeto duma profunda revisão linguística que fez que os meus problemas com a versão portuguesa da língua comum, que não são menores, recuassem um bocadinho. Mudou, por outra parte, a capa e acho que o resultado foi bom, por não dizer que foi muito bom. Escrevi, enfim, um novo prólogo que em essência deseja atualizar a bibliografia que, sobre a vida do poeta, foi publicada nos últimos doze anos. Sigo a ler tudo, ou quase tudo, o que se publica a respeito.
– PGL: Umha das faces menos conhecidas de Pessoa é a dos seus vínculos com a Galiza, quer no plano familiar –tem antepassados no concelho de Serra de Outes— quer no plano intelectual. Achas que devia haver um maior reconhecimento público destes vencilhos?
– CT: Esses vencilhos não são –há que reconhecê-lo- muito fortes e conduzem a etapas afastadas no tempo. Talvez teria mais interesse mergulhar nos escritos políticos em que Pessoa reflexiona sobre a condição e o futuro da Galiza. Não deixam de incluir sugestões merecedoras de atenção, em espera, por demais, da publicação de possíveis materiais inéditos.
– PGL: Esta obra nasceu graças ao abrigo de umhas palestras que nunca chegárom a acontecer. Mas quando é que nasceu o interesse do Carlos Taibo por Pessoa?
– CT: Nem eu mesmo sei. Em finais da década de 1970 já lera Fernando Pessoa mas não lembro que deixasse em mim uma pegada notável. Talvez foi a leitura das cartas enviadas pelo poeta à sua efémera namorada, Ofélia Queirós, a que provocou um interesse repentino. Acontece amiúde no meu caso que as aproximações às matérias importantes chegam ao abrigo do que num primeiro olhar é aparentemente anedótico. (…)”

Braga: “Através da Língua à conversa com: Carlos Taibo e Paula Carballeira”