Carballo: actividades destacadas do 11 de xullo na Praza dos Libros 2019

Chega unha nova edición da Praza dos Libros, organizada polo Concello de Carballo, que terá lugar no Xardín Municipal do 11 ao 14 de xullo, con horarios de 11:00 a 14:00 h. e de 18:00 a 22:00 h. Dentro dos actos previstos para o 11 de xullo, destacamos os seguintes:

Toda a mañá. Pasarrúas infantil arredor do libro A música da auga, de Anxo Moure, con Servando Barreiro.
12:30 h. Pregón a cargo de María Reimóndez. Coa actuación da Banda de Gaitas de Carballo.
18:30 h. Concerto-presentación do libro-disco A nena e o grilo máis aló, de Magín Blanco, publicado por Galaxia.
20:00 h. Conversa de autoras. María Canosa e Concha Blanco falarán sobre as súas obras Caderno de lúas (Bululú) e Macedonia de versos (Aira). Modera Santiago Garrido.
21:00 h. Presentación de As mulleres da fin do mundo, de Daniel Asorey, publicado por Xerais. Presenta Manuel Rey Pan.

Rosalía en camiño, diálogos literarios multilingües 2019

Por convite da Fundación Rosalía de Castro, varias persoas do Colectivo de Poetas de Bruxelas: Taha Adnan, Frank de Crits, Geert van Istendael, Ramón Neto, Xavier Queipo, Silvia Vainberg e Bart Vonck, farán lecturas poéticas con motivo da presentación do libro multilingüe Rosalía en camiño. O programa é o seguinte:
– 11 de xullo, ás 18:00 horas, no Panteón de Galegos Ilustres (San Domingos de Bonaval) – Santiago de Compostela.
– 12 de xullo, ás 18:00 horas, na Fundación Eduardo Pondal – Ponteceso.
– Sábado 13 de xullo, ás 20:00 horas, na Casa-Museo Rosalía de Castro – Padrón.

María del Rosario López Sánchez gañou o Premio de Poesía Cidade de Ourense

Desde Sermos Galiza:
“A autora María del Rosario López Sánchez gañou o Premio de Poesía Cidade de Ourense. O xurado, que se reuniu na sexta feira 5 de xullo, elixiu o seu poemario como gañador de entre os 49 apresentador por participantes de toda a Galiza e Portugal.
O poemario de López Sánchez titúlase Álbum e foi enxalzado polas valoracións do xurado pola súa claridade nítida. A obra, engadiu, ofrece unha estética clara e coherente onde na súa lectura, a lectora ou lector vaise imaxinando as imaxes que recrea.
Sobre os temas tratados na obra, o xurado salientou o autocuestionamento moi sincero da propia vida e da ética.
A decisión foi unánime e ademais, as e os membros do xurado valoraron moi positivamente a calidade de todas as persoas participantes. Precisamente, o xurado estivo composto polo alaricán Carlos da Aira, gañador da pasada edición; Celia Pereira, activista cultural; Rochi Nóvoa, poeta ourensá, e Mónica F. Valencia, Técnica de Normalización Lingüística do concello de Ourense.
O premio ten unha dotación económica de 6.000 euros e a publicación do libro. (…)”

Adela Figueroa Panisse: “Aprendendo contos em galego cria-se a ligação afetiva com a nossa cultura e a nossa língua”

Entrevista a Adela Figueroa Panisse en Sermos Galiza:
“A escritora e ativista ecologista Adela Figueroa participou em Cabo Verde no IX Encontro de Escritores de Língua Portuguesa representando a Galiza e deu a palestra ‘A literatura infanto Juvenil na Galiza. Uma necessidade Cultural’ na que advogou pelo conto galego como ferramenta para a criação duma ligação com a cultura e língua nas crianças.
A edição do IX Encontro de Escritores de Língua Portuguesa decorreu do 20 ao 22 de junho na Cidade da Praia, Cabo Verde, sob o título ‘A literatura infantojuvenil’. Nele participou a escritora e ativista ecologista Adela Figueroa Panisse representando a Galiza ao ser Santiago membro da União de Cidades Capitais de Língua Portuguesa.
Adela Figueroa (…) advogou pelo conto galego como ferramenta para a criação duma ligação com a cultura e a língua nas crianças. Sermos Galiza conversa com a autora arredor da importância do conto no nosso país e o que significa a participação de escritoras galegas neste encontro internacional ao lado de autores e autoras da própria Galiza, de Cabo Verde, Angola, Guiné, São Tomé, Brasil e Portugal. Tanto Figueroa como a ilustradora galega Celsa Sánchez foram recebidas pelo presidente da República a quem obsequiaram o libro Galiza Cabo Verde, Abraço Poético, no que escrevem pessoas de ambos os dois países.
– Sermos Galiza (SG): Começou o seu relatório em Cabo Verde afirmando que somos “seres conta contos”. A que se refere?
– Adela Figueroa Panisse (AFP): Na cova de Eirós (Triacastela) encontrou-se os restos de uma fogueira de mais de 180.000 anos. Imagino as estóriase lendas que lá seriam contadas ao calor do lume por homens do Neanderthal e muitos milheiros de anos depois pelos chamados de Homo Sapiens sapiens (Cromagnon).
Os seres humanos necessitamos viver em sociedade e para manter esta é necessário normas de comportamento em comum. Também somos seres com sentido de transcendência que supera o que chamamos tempo presente. Por isso precisamos sabermos a história da tribo, e imaginarmos o futuro. A previdência é a faculdade de elaborar estratégias sobre situações possíveis, imaginadas. Os contos ajudam nessa função. Ainda, há muitos perigos lá fora. As crianças têm de apreenderem a superarem essas ameaças, e necessitam saber tudo acerca da natureza que nos fornece de alimento, perigos e segurança. Os contos tratam disso. Aprendemos brincando e escutando.
– SG: Na sua palestra fez referência à falta, há anos, de difusão de contos tradicionais galegos, o que obrigava a recorrer daquela a contos originários doutras culturas e noutros idiomas. Considera que hoje o conto tradicional galego está recuperado e goza de difusão?
– AFP: A transmissão cultural mudou. De ser feita ao pé da lareira para as escolas e através de outros meios como TV, radio, etc. Mas, na Galiza, existem muitas ações que favorecem a cultura oral. Temos em Lugo, por exemplo, a Galicia Encantada que coordena António Reigosa e que organiza um congresso todos os anos de cultura oral. Na Eira da Xoana (Fundación Eira, Ramil, Agolada) realizam-se atividades de conta contos tradicionais relativas às diferentes etapas do ano, por citar apenas um par de exemplos, mas há muitos mais casos.
Literatura escrita agora há muita, mas do ponto de vista histórico este fenómeno é recente. Por isso eu referia que os contos que me liam de criança não eram contos galegos. Mas eu sim que escutei contos tradicionais galegos. Hoje a literatura infanto juvenil em galego tem importância. Há muito publicado. Não tanto difundido. Eu nisto coloco muita responsabilidade nas escolas para alem das famílias. Falei com muitas pessoas (mestras e livreiras) para fazer a minha palestra e, em geral, podemos concluir que o papel das mestras é muito importante puxando pelos livros escritos em galego. Na falta duma verdadeira política de promoção do galego estas têm a responsabilidade de fomentar o idioma e favorecer a leitura em galego. Pelo que diz a respeito da vitalidade da nossa língua esta está em declive. Mas temos que falarmos de direitos linguísticos, direitos do povo e não somente de direitos particulares.
É a nossa comunidade galega quem tem a responsabilidade de conservar, praticar, defender e não perder o património comum que representa a língua. A primeira a ser escrita na península ibérica independente do latim, e que viajou polo mundo da mão de Portugal para ser hoje falada por mais de 200.000.000 de pessoas no mundo. Mas, ainda que só falássemos nós, temos a obriga de defende-la, porque é a nossa. Foi-nos entregue por milheiros de pessoas que a guardaram para nós, cultivando-a e crescendo-a. Seria traição deixá-la ir. Cito, na minha palestra as Escolas Semente que tanto fazem pela normalização da nossa língua: o galego. (…)”