Charo Lopes: “A representaçom ajuda ao autoconhecimento e ao empoderamento”

Entrevista de Montse Dopico a Charo Lopes en Nós Diario:
“Os limites do enquadramento. O que nom é representado. O que nom sae na foto. É o eixo em torno do qual gira o álbum, o novo livro de Charo Lopes, com o qual ganhou o Prêmio de Poesia Cidade de Ourense. A autora revelou-se como umha das vozes essenciais da recente poesia galega com De como acontece o fin do mundo. Este é um projeto diferente. Feito a partir do íntimo, o micro, o retrato de pessoas e afetos. Mas não menos político, menos de intervençom no coletivo. Fronte à saturaçom da imagem que esconde o que fica nas margens.
-Nós Diario (ND): Por quê o livro é como um álbum de fotos?
-Charo Lopes (CL): Trabalho como fotógrafa e esta condiçom fai-me refletir sobre o sentido da criaçom fotográfica, em que convivem hoje os novos usos -no sentido que define Joan Fontcuberta a posfotografia- com os velhos usos, da fotografia como memória e documento. Num contexto de imensa saturaçom de imagens, cumpre pensar quais representaçons abundam e quais faltam. Interessa-me também a relaçom da imagem com o texto, como se complementam e se pode jogar com a ambiguidade da imagem ancorando com as palavras.
– ND: De que jeito se relaciona album com a memória pessoal e coletiva?
– CL: É um logro do capitalismo que pensemos que o nosso potencial está no que nos diferença das outras, favorecendo o individualismo e a competitividade. As pessoas somos parecidas, partilhamos condiçons sociais, físicas, emocionais… e o potencial emancipatório fica em reconhecer-nos a nós próprias e identificar o que, e com quem, temos em comum. Aí surge a solidariedade e a cooperaçom. Ademais, a memória pessoal sempre tem um contexto, portanto sempre é coletiva. (…)”

“Propostas conjuntas da AGAL e a Xunta para o ano Carvalho Calero 2020”

Desde o Portal Galego da Língua:
“Na manhá do dia 14 de maio, derom-se a conhecer em conferência de imprensa as propostas do convénio entra a AGAL e o governo galego, nomeadamente através da Dirección Xeral de Políticas Culturais e pola Secretaría Xeral de Política Lingüística para a celebraçom do ano Carvalho Calero. Na linha de funcionamento habitual, o trabalho institucional para a homenagem do Dia das Letras Galegas fai-se em coordenaçom com umha instituçom ou familiar representante da pessoa homenageada, que para o caso de Ricardo Carvalho Calero, foi a AGAL.
No ato, guiado pola diretora deste meio, Charo Lopes, participarom Eduardo Maragoto, presidente da AGAL; Anxo Lorenzo, Director Xeral de Políticas Culturais da Xunta da Galiza; José Manuel Aldea, director de Ouvirmos, -empresa encarregada da exposiçom monográfica sobre Carvalho- e Valentín García, Secretario Xeral de Política Lingüística.  Desculpou a sua ausencia por problemas técnicos Víctor Freixanes, presidente da Real Academia Galega.
Eduardo Maragoto começou agradecendo a disponibilidade para o trabalho comum: “Este convénio é um marco no relacionamento entre as pessoas que desejamos o melhor para a nossa língua, e nom há mada melhor para celebrar neste ano Carvalho Calero. E nesta fisolofia é que estám pensadas as atividades.” Para conseguir esta confluência Maragoto salientou o esforçom ativo em “abster-se de reinterpretar Carvalho desde posiçons de parte atuais: o que ides encontrar é um Carvalho que se explica a si mesmo desde os seus próprios textos”. Para o presidente da AGAL, as atividades estám pensadas para unir à cidadania en torno da figura de Carvalho, tanto na exposiçom, A Voz Presente, no documentário De Carballo a Carvalho, como nas seis unidades didáticas lançadas para o ensino. Por outra parte, fixo fincapé nos três eventos que ficarom adiados por causa da crise sanitária, o concurso literário Scórpio, o concurso musical “musicando a Carvalho Calero” e a leitura continuada de Scórpio. Fechou a sua intervençom fazendo um repasso virtual polos recursos da web carvalho2020.org que definiu como umha das melhores webs das pessoas homenageadas na história do dia das Letras.
Anxo Lorenzo, Director Xeral de Políticas Culturais da Xunta da Galiza, celebrou “poder apresentar com a AGAL a exposiçom itinerante, que de momento, se adianta em formato digital”. E ainda lamentando as dificulades do momento devido à crise do coronavirus, sinalou que: “A insuficiência deste momento, tem a fortaleza de fazer de Carvalho Calero 2020 o ano das letras galegas mais digital até hoje na história das letras galegas”. Esta condiçom, é para o Director Xeral de Políticas Culturais: “fazer da necessidade virtude, mais vai converter a Carvalho em pioneiro da necessária transformaçom digital”. Por outra parte, afirmou que “todas as atividades físicas serám reprogramadas a medida que as condiçons sanitárias e as restriçons públicas vaiam relaxando-se.”  Também parabenizou os comisários da exposiçom: “pola condensaçom de conteúdos e por dar essa reflexom sobre a vida, obra e os aspectos fundamentais que Carvalho Calero aportou ao ámbito académico, de divulgaçom, linguístico, literário e também no debate sobre a normativa e qual deve ser a forma culta do galego”.
José Manuel Aldea, responsável de Ouvirmos, a empresa encarregada da produçom da exposiçom interviu para falar mais polo miúdo os detalhes de A voz presente que descreveu como “transparente”, por ter como ponto de partida a intençom de “dar-lhe voz ao próprio Carvalho, nom apenas através dos seus textos, mas também acompanhado com vídeos e audios”, destacando que “é a primeira vez que temos imagem e audio de calidade do homenageado”. E deu protagonismo neste logro ao labor dos comisários, “José Luís Rodríguez e Carlos Quiroga, professores da Universidade de Santiago de Compostela, quem figerom a seleçom dos materiais revisando toda a obra criativa e filológica de Carvalho”. Também comentou a estrutura do conteúdo: “há um bloco com a sua linha de vida, conformato por 6 paineis cronológicos com a sua linha de vida, que fai um paralelismo da sua vida física, intelectual e com a interaçom política e social do seu tempo, outro painel está focado no Carvalho filólogo e divulgador, outro dedicado à sua obra, mais um dedicado aos seus espaços vitais -com citas alusivas a Ferrol, Lugo e Compostela principalmente-, um outro painel exclusivo sobre o Carvalho reintegracionista, e finalmente um painel final intitulado “Carvalho, o intelectual honesto”, onde se descreve a sua participaçom na vida cultural, social e política do seu tempo.
Valentín García, Secretario Xeral de Política Lingüística, fechou as intervençons agradecendo a atitude da AGAL “por chegar a pontos de encontro e de entendemento para poder levar a cabo umha mui rica programaçom no ámbito deste convénio”. E acrescentou que “Por primeira vez na história a exposiçom de Carvalho vai estar presente fora da Galiza, em concreto em Portugal, dentro do ámbito da lusofonia”. E ainda, quixo reiterar a qualidade e interesse do material didático: “É um esforço tremendo, as unidades didáticas desenhadas pola AGAL, e a sua disponibilidade em formato digital, que se quadra neste momento som mais necessários que nunca para o professorado.” Ademais, rematou sinalando a importancia de Carvalho “nom só como autor das nossas letras, mas também estruturando-as, estabelecendo o cánone da nossa literatura.” Ainda, Valentín García considera que esta homenagem serve para achegar a figura de Carvalho a “ao público geral e também nos Centros de Estudos Galegos em mais de trinta cinco universidades de todo o mundo, aos centros galegos de todo o mundo, etc. que a partir de agora terám mais perto a Carvalho, às Letras Galegas e à língua galega”.
A conferência finalizou com umha única pergunta, formulada por um jornalista de El Correo Gallego, que consultou se “compartem a demanda de que a homenagem a Carvalho Calero tenha continuidade no 2021?”
Sobre esta questom Eduardo Maragoto comentou que os argumentos que que já manifestou publicamente pondo sobre a mesa as dificuldades do ensino para difundir e popularizar o homenageado, e acrescenta que a “extensom da homenagem a 2021 seria um gesto de apoio ao mundo cultural”. E até remarcou que “Carvalho Calero nom é um autor qualquer, os debates e os efeitos das suas propostas ainda se prolongam na atualidade, por isso ainda precisa mais calma e mais sossego para ser debatido.”
Finalmente, Anxo Lorenzo, Director Xeral de Políticas Culturais da Xunta da Galiza respondendo à pergunta comentou que: “os argumentos do presidente da AGAL som bastante claros e nesse sentido estamos vendo muitíssimos projetos culturais que se estám prolongando para o 2021”. E rematou declarando que “na minha opiniom, nom se estranharia nada que a RAG decidisse prolongar o ano Carvalho”.”

María del Rosario López Sánchez gañou o Premio de Poesía Cidade de Ourense

Desde Sermos Galiza:
“A autora María del Rosario López Sánchez gañou o Premio de Poesía Cidade de Ourense. O xurado, que se reuniu na sexta feira 5 de xullo, elixiu o seu poemario como gañador de entre os 49 apresentador por participantes de toda a Galiza e Portugal.
O poemario de López Sánchez titúlase Álbum e foi enxalzado polas valoracións do xurado pola súa claridade nítida. A obra, engadiu, ofrece unha estética clara e coherente onde na súa lectura, a lectora ou lector vaise imaxinando as imaxes que recrea.
Sobre os temas tratados na obra, o xurado salientou o autocuestionamento moi sincero da propia vida e da ética.
A decisión foi unánime e ademais, as e os membros do xurado valoraron moi positivamente a calidade de todas as persoas participantes. Precisamente, o xurado estivo composto polo alaricán Carlos da Aira, gañador da pasada edición; Celia Pereira, activista cultural; Rochi Nóvoa, poeta ourensá, e Mónica F. Valencia, Técnica de Normalización Lingüística do concello de Ourense.
O premio ten unha dotación económica de 6.000 euros e a publicación do libro. (…)”

Salvaterra: XXXI Festival de Poesia no Condado

A Sociedade Cultural e Desportiva (SCD) do Condado organiza o XXXI Festival da Poesia, que este ano está dedicado ao río Miño. Dentro do seu programa destacamos os seguintes actos literarios:

Venres 1
21:00 h. Noite nas Minas. Fran Alonso. Recital poético previo ao concerto de Branta. Esta é a única actividade de pagamento do festival; as entradas custan 10 euros (8 para pessoas desempregadas) e poden reservarse chamando ao 605676572 ou no correo info@scdcondado.org.

Sábado 2
13:30 h. Sessom Vermute, con Leo i Arremecághona, Marga Tojo e Vítor Vaqueiro.
19:00 h. Poesia. Abordagem poética: Comando Esbardalle e Catarina Fernandes.
20:30 h. Poesia & Música. Presenta Isabel Risco.
Recitan: Charo Lopes, Francisco Xosé Fernández Naval, Miriam Ferradáns, Rebeca Baceiredo, Lorena Conde e Marilar Aleixandre.
Música: De Outra Margem, Esposa, Os Diplomáticos de Monte Alto e Sacha Na Horta.

Semana do Libro de Compostela (Selic), actos destacados do venres 9

O venres 9 de xuño continúa a Semana do Libro de Compostela (na Praza da Quintana, con horario de 11:00 a 23:00 horas), organizado polo Concello de Santiago, cos seguintes actos literarios destacados para este día dentro do seu programa:

18:00 h. Tradución das clásicas ao galego, de Mary Wollstonecraft a Virginia Woolf. Celia Recarey Rendo e Antía Veres.
18:30 h. Recital de poesía: Charo Lopes, Lupe Gómez, Rosalía Fernández, Marga Tojo e Antía Otero.
19:00 h. Marilar Aleixandre presenta Alí Babá, Morxiana e os corenta usureiros, publicado en Galaxia. Intervirán, xunto á autora, Ismael Ramos e Malores Villanueva.
19:00 h. Presentación cruzada das novas publicacións de Isidro Novo: David Cortizo, editor de Urco, quen presentará CO2, poemario publicado por Edicións Positivas, e Francisco Macías, editor de Positivas, presentará O tabú na traslenda, publicado no selo Alcaián de Urco.
20:00 h. Ariel Ninas e a sanfona: recital Entre baleas, poemas de Estevo Creus: Balea2, e Eduardo Estévez: Baleas.
20:00 h. Inma López Silva firmará exemplares de Aqueles días en que fomos malas, publicado por Galaxia.