A Coruña: presentación de O portugués esquecido. O galego e os dialectos portugueses setentrionais, de Xosé Manuel Sánchez Rei

O 14 de outubro, ás 19:30 horas, na A. C. Alexandre Bóveda (Rúa Olmos, 16-18, 1º), na Coruña, preséntase O portugués esquecido. O galego e os dialectos portugueses setentrionais, de Xosé Manuel Sánchez Rei, publicado por Laiovento. O autor estará acompañado por Xosé Ramón Freixeiro Mato e Xurxo Souto. Para asistir cómpre inscribirse mediante o seguinte formulario.

Feira do Libro da Coruña 2021: actividades destacadas do 4 de agosto

O 4 de agosto continúa a Feira do Libro da Coruña (nos Xardíns de Méndez Núñez, s/n.), organizada pola Federación de Librarías de Galicia, con horarios de 11:00 a 14:00 h. e de 18:00 a 22:00 h., cos seguintes actos literarios destacados dentro do seu programa para este día:

18:30 h. Paco Rivas asina Rosas envaiñadas, publicado por Medulia, e o resto da súa obra.
18:30 h. Estefanía Padullés asina exemplares de Leopoldo, o pequeno monstro, publicado por Hércules, e Un mundo para Maruxa, publicado por Belagua.
18:30 h. Concerto e sinatura de Extra!, de Paco Nogueiras, publicado por Kalandraka.
19:30 h. Presentación de Nación Mar, de Xosé Iglesias, publicado por Bululú. Acompañan ao autor Xosé Duncan e Pablo Zaera.
19:30 h. Xabier Paz asina A Barcelonesa, publicado por Xerais, e o resto da súa obra.
19:30 h. Xulio Pardo de Neyra asina O abecedario no país das alvarizas, publicado por Medulia, e A cor áspera do veludo, publicado por Toxosoutos.
19:30 h. Víctor Rivas asina Anacos da vida, publicado por Galaxia.
20:30 h. Xurxo Souto asina Pangalaica. Recortes poderosos, publicado por Galaxia, e O retorno dos homes mariños, publicado por Xerais.
20:30 h. Antonio Tizón asina Os incurábeis, publicado por Xerais, e o resto da súa obra.
20:30 h. Xosé Iglesias asina exemplares de Nación Mar.

Xurxo Souto: “Considero o binormativismo umha proposta luminosa e inteligente”

Entrevista a Xurxo Souto no Portal Galego da Língua:
“(…) – Portal Galego da Língua (PGL): Qual foi a melhor iniciativa nestes quarenta anos para melhorar o status do galego?
– Xurxo Souto (XS): A incorporaçom do galego ao ensino, e a criaçom de meios de comunicaçom públicos -rádio e televisom- que tenhem o galego como língua veicular.
– PGL: Se pudesses recuar no tempo, que mudarias para que a situação na atualidade fosse melhor?
– XS: Em primeiro lugar, recuperar todo o trabalho que se tinha desenvido a prol da língua antes da Guerra Civil, e que se ignorou dum jeito absolutamente interessado. Falamos dum grande esforço intelectual –com epicentro, por dizê-lo rápido, na Geraçom Nós- que procurou a criaçom dum registo culto para a língua, e que tinha como referente necessário outro registo culto do nosso idioma, ou seja o português.
Em lugar disso (isto é, a tradiçom e o trabalho que representava, como figura central, Ricardo Carvalho Calero) optou-se por recorrer diretamente à fala. Oficializou-se a norma do castelhano como norma do galego, ignorando, insisto, toda a história da língua.
Este foi o grande erro: a supeditaçom do galego ao castelhano. A partir de aqui mudaria as sucessivas políticas linguísticas que foi desenvolvendo o Partido Popular. Esta formaçom nunha acreditou, ou nom lhe interessou, que o galego chegasse a se consolidar como umha língua culta. Sempre defendeu (refiro-me aos factos, nom ao discurso) umha posiçom de dependência a respeito do castelhano. E também derrubárom muitas conquistas alcançadas anteriormente, e atrevêrom-se a situar o galego no ensino –via mandato legal – diretamente como umha língua de segunda. Falo da proibiçom expressa de utilizar o galego em determinadas matérias, como as matemáticas. Tal política nefasta para a língua continua.
Os meios públicos, a Rádio e a Televisom que deveriam ser o referente dum registo culto do galego oral, renunciam definitivamente a esse mandato. Cada vez em mais programas da sua grelha escutamos um galego popular inçado de castelhanismos. Esse é o seu modelo de língua. A leitura profunda é evidente: Nom precisamos dum galego culto, para esse tipo de contextos já temos o referente dumha língua culta: o castelhano.
– PGL: Que haveria que mudar a partir de agora para tentar minimizar e reverter a perda de falantes?
– XS: Acho que já respondim na pergunta anterior. Políticas linguísticas decididas que ponham em valor a língua, e que esta abranja todo o tipo de registos. Cada vez a gente nova fala menos galego, sabemo-lo. Mas ao mesmo tempo é o segmento da populaçom que mais valoriza a língua. O problema nom está pois na mocidade, está na preguiça das pessoas adultas que aceitam com indolência estas políticas galeguicidas.
– PGL: Achas que seria possível que a nossa língua tivesse duas normas oficiais, uma similar à atual e outra ligada com as suas variedades internacionais?
– XS: Considero-a umha proposta especialmente luminosa e inteligente. Por desgraça a possibilidade dum achegamento entre a posiçom isolacionista e a reintegracionista é mui pequena. Sobretudo porque o debate intelectual está mediatizado polo poder político que atualmente nos governa, e que apoia dum jeito decidido a primeira das posiçons. Portanto o que procede, já que devemos conhecer essa norma por “imperativo legal”, é que podamos chegar a dominar também a norma do galego internacional, isto é, a norma portuguesa.”

Actos expansivos 25 anos con Lois Pereiro