Vigo: actos destacados na Feira do Libro 2019 para o 29 e 30 de xuño

O 30 de xuño continúa a Feira do Libro de Vigo (na Rúa do Príncipe, con horario de 11:00 a 14:00 horas e de 17:00 a 21:00 h.), organizada pola Federación de Librarías de Galicia, cos seguintes actos literarios destacados para estes días:

Sábado 29
12:00 h. Isabel Villanueva asina O galego mola, na caseta da Libraría Don Papel.
13:00 h. Cantos de traballo das mulleres do mar, banda sonora da novela A gran travesía de Chiruca Macallás, espectáculo musical de Xurxo Souto.
13:00 h. Raquel Castro estará asinando exemplares de A formiga fóra do carreiro, publicado por Galaxia, na caseta da Libraría Pedreira.
17:30 h. Presentación de Sementes viaxeiras, de Yolanda Castaño e Xosé Tomás, publicado por Embora.
18:00 h. Marcos Viturro Gómez asina Patadas na boca, na caseta da Libraría Nobel Gran Vía.
18:15 h. Presentación de Pelo de nube, de Dani Viéitez e Iria Iglesias, publicado por Embora.

Domingo 30
18:00 h. Gabriel G. Esteves asina Matrioskas na caseta da Libraría Nobel Gran Vía.
18:00 h. Concerto de presentación de Canta, miña pedra, canta, de Xoán Curiel, publicado por Galaxia.
19:00 h. Héctor Cajaraville asina na caseta da Libraría Pedreira.

Rianxo: Curso de verán da USC. Galego, porta aberta para o mundo 2

Teresa Moure: “Sempre digo que não tenho vocação de linguista”

Entrevista de Valentim Fagim a Teresa Moure no Portal Galego da Língua:
“(…) – Portal Galego da Língua (PGL): No prólogo do livro [Linguística eco-], da autoria de Moreno Cabrera, ele começa a indicar que a autora está comprometida com a defesa da diversidade linguística sem esta inclinação afetar a fotografia da realidade que mostra. Foi uma dificuldade transitar por essa aparente corda frouxa?
– Teresa Moure (TM): Sempre digo que não tenho vocação de linguista. Em absoluto. Foram uma série de circunstâncias curiosas e o acaso que puxaram de mim para estudar filologia. Depois, já cometido o pecado, só ficava a hipótese de me afastar da literatura: estava convicta de que queria escrever e, portanto, convinha extremar a cautela com a dissecção literária e dirigi os meus passos para a linguística geral. Nesse contexto, um bocadinho de rebeldia como ingrediente psicológico, um contexto nacional construído sobre a ferida e sobre a negação de nós e o clima na faculdade nos ’90, mais abertamente político do que o atual, tornaram-me em ativista. Não tenho que balançar-me na corda bamba; as tensões fazem parte de nós, mas sou mais ativista do que fotógrafa da realidade, seguindo a imagem de Juan Carlos Moreno Cabrera.
Tenho a fortuna, porém, de que no momento atual só seja possível fazer uma fotografia digna de ser considerada realista mostrando a crua realidade que o ativismo denuncia: padecemos uma devastadora perda da diversidade linguística e cultural. Hoje é aceite o cálculo que prognosticava Michael Krauss em 1992: para o fim do século XXI, 90% das línguas da humanidade terão desaparecido. Às vezes, no âmbito dos estudos de género, indico que não sou feminista como consequência de ter nascido mulher; quero acreditar que seria igualmente feminista encapsulada em qualquer outro tipo de corpo porque para mim se trata dum assunto ético. Da mesma maneira, não sou ativista ecológica e ecolinguística movida pelo único interesse de defender a minha língua (o qual, aliás, seria perfeitamente legítimo). Acho que todas as línguas são património cultural da humanidade e a sua perda faz com que o mundo seja um lugar menos criativo e interessante; um lugar que corre o risco de ser morada do pensamento único. As pessoas que são falantes de línguas não ameaçadas também devem comprometer-se com a defesa da diversidade; é urgente que o façam.
– PGL: No livro desafias a pessoa leitora para tomar consciência da seu desempenho em geografia linguística. Somos assim tão eurocêntricas?
– TM: Acho que somos absolutamente eurocêntricas. Decidimos, por exemplo, estudar as línguas fortes dos estados próximos (inglês, francês, alemão ou italiano). Embora haja ascensões e descidas como resultado de modas, poucas vezes escolhemos línguas doutras áreas geográficas. Nas aulas peço ao estudantado para documentar as unidades ou fenómenos linguísticos que estuda em línguas não europeias porque, ao estudarmos línguas, tendemos a dar por universais os fonemas oclusivos, o género feminino ou os adjetivos qualificativos porque existem, precisamente, nas línguas europeias. Nisso não nos comportamos de maneira diferente do colonizador castelhano ou português do século XVI que, na versão erudita dos missionários, procurava as categorias do latim nas línguas aborígenes que aprendia com aquele esquisito objetivo de traduzir a Bíblia e fazer realidade o verdadeiro objetivo do imperialismo: colonizar mentalmente os povos ocupados. O corpus de dados da linguística geral ainda hoje não é ótimo. E se os fenómenos que consideramos universais só existissem nas línguas da Europa? A ideia de que o tempo é tripartito, por exemplo, materializado em passado, presente e futuro, à vista dos dados reais é bastante eurocêntrica, visto que nas famílias linguísticas não indo-europeias o tempo tem diferentes eixos ou mesmo é circular. Porém, esse suposto expande-se por via linguística e acaba assomando na filosofia ou na construção de hipóteses científicas; em lugares onde não era esperável.
Em geral, somos absolutamente eurocêntricas: temos referências claras para cidades, comidas ou símbolos culturais europeus e só numa ínfima medida para os doutras latitudes. Aliás, à medida que a globalização avança, incorporamos o outro sob a envoltura do “exótico”: viagens de turismo ao Japão, fajitas mexicanas ou pirâmides do Egito. Mas o exótico tem um ar burguês de distopia e discronia; não implica uma condição de igualdade entre os diversos espaços. Acho que continuamos temendo o outro. Doutra maneira não se explicaria que nos programas de história da arte ou de filosofia não apareçam as formas artísticas do Magrebe ou do Vietname, nem se formulem as grandes perguntas doutras civilizações, nem sejam citados pensador@s pret@s ou que escrevam em suaíli. Por acaso só interessam as catedrais ou as pinacotecas da Europa? Por acaso só o povo alemão e a Grécia clássica pensaram? Porque até poderia ser que também, como insinua com ironia Hamid Dabashi, os não europeus pensem. (…)”

“O presidente da RAG salienta que o galego non é unha lingua local e defende a irmandade co portugués para gañar proxección exterior”

Desde a Real Academia Galega (foto da entidade):
“O galego é “unha marca de modernidade que nos sitúa no mundo e nos dá algo fundamental: identidade de noso”. Pero a esta utilidade interior súmaselle en plena globalización a “utilidade na dimensión exterior, na capacidade de relacionarse con outros espazos e culturas”, salientou o presidente da Real Academia Galega desde o Brasil, no relatorio que pronunciou na Universidade Federal Fluminense (Niterói). Víctor F. Freixanes defendeu así que o galego “non é un idioma local” e reivindicou, sen renunciar á lingua propia, a irmandade co portugués para potenciar a proxección exterior de Galicia e da súa cultura. O presidente participou con esta mensaxe na xornada inaugural do “I Seminário Internacional para Estudos Lingüísticos. Galego e Português: o passado presente”, dentro da axenda da viaxe institucional a Brasil que continuou cun encontro cos membros da Academia Brasileira de Letras.
O seminario, organizado polo Núcleo de Estudos Galegos da Universidade Federal Fluminense, xuntou expertos en lingua galega e portuguesa de institucións ás dúas beiras do Atlántico. Víctor F. Freixanes interveu no acto inaugural -ao que lle puxeron música Uxía e Sérgio Tannus- e pronunciou unha conferencia na que, tras unha breve presentación da RAG e a súas funcións, analizou a situación do galego ante o espazo da comunicación en lingua portuguesa, nun contexto marcado polos desafíos da globalización.
A cultura galega, cun mercado interior pequeno, non debe apoiar a súa estratexia no cuantitativo, senón na excelencia e na “creatividade e a capacidade de comunicación” para incrementar a súa proxección exterior. Neste reto conta co apoio da proximidade do galego ao portugués, que debe ser aproveitada, defendeu o presidente da Academia. “A lingua dános un sitio no mundo. Dende a lingua galega, con ben pouco esforzo, eses rapaces e rapazas do novo século, os novos creadores, póñense en comunicación con centos de millóns de persoas en diversos continentes da man da gran familia galego-portuguesa. Neste punto é onde temos a obriga de profundar para non perder as oportunidades, mesmo facendo pedagoxía social entre nós, porque non todos os galegos e galegas son conscientes desta riqueza”, valorou.
Cómpre tamén unha maior colaboración desde o ámbito educativo e unha “estratexia ambiciosa” por parte dos responsables da realidade política, cultural e institucional, engadiu Víctor F. Freixanes. “Temos que reivindicar o portugués nas escolas como lingua irmá. Non para substituír o galego, senón para apoiarnos nel cara á proxección exterior á que fago referencia”, detallou o responsable da RAG, que lamentou a escasa implantación do portugués nas escolas e institutos, malia a aprobación por unanimidade no Parlamento de Galicia, en 2014, da denominada Lei Paz Andrade.
Víctor F. Freixanes defendeu igualmente a necesidade de desenvolver “maiores e mellores comunicacións de todo tipo” cos territorios de fala portuguesa, desde Portugal ou Angola ata o Brasil. Este último foi o país que acolleu a finais do século XIX e comezos do XX a tantos galegos que construíron as súas vidas á outra beira do Atlántico “sen deixar de falar nunca galego”. Foi o caso, lembrou, dos pais da escritora galego-portuguesa Nélida Piñon ou do proxenitor do protagonista do Día das Letras Galegas 2019, todos eles naturais de Cotobade.
O pai de Antonio Fraguas traballou como canteiro precisamente en Niterói, sede do foro sobre o pasado, o presente e o futuro da relación entre o galego e o portugués no que tamén participaron os académicos e catedráticos da Universidade de Santiago de Compostela Henrique Monteagudo e Rosario Álvarez. O coordinador do Seminario de Sociolingüística da RAG impartiu onte unha conferencia sobre o proceso de individuación do galego e compartiu coa coordinadora da Sección de Lingua un seminario sobe dialectoloxía histórica do galego.
A axenda de actos dos membros da Academia arrincou cun coloquio sobre a lingua e a cultura galegas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Víctor F. Freixanes, Rosario Álvarez e Henrique Monteagudo foron presentados polo presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marco Lucchesi, quen os recibirá no tradicional “chá dos académicos” que esta institución celebra todos os xoves. A xuntanza tivo lugar cinco meses despois de que a RAG e a ABL asinasen na Coruña un acordo de amizade e colaboración para estreitaren a relación entre a área cultural e lingüística galega e a brasileira.”

Pisa: Encontro sobre a literatura galega onte e hoxe

O martes 7 de maio terá lugar un encontro na Universidade de Pisa onde se presentarán as tres obras que desde os Centros de Estudos Galegos de Italia se publicaron no ano 2018. A esta cita acudirán os directores dos tres centros que existen neste momento en Italia: Giovanni Borriero da Universidade de Padova, Attilio Castellucci da Universidade La Sapienza de Roma e Carlo Pulsoni e Marco Paone da Universidade de Perugia. Con eles conversarán Fabrizio Cigni e Valeria Tocco en representación da Universidade de Pisa.
Organiza o encontro a cátedra Antero de Quental–Camões integrada no Departamento de Filoloxía, Literatura e Lingüística da Universidade de Pisa. Cómpre destacar a vitalidade dos Centros de Estudos Galegos de Italia xa que no ano pasado deron ao prelo os volumes Lois Pereiro. Poesia ultima di amore e malattia a cargo de Marco Paone e publicada pola editorial Aguaplano, unha tradución do célebre libro do autor monfortino; La letteratura galega. Autori e testi, a cargo de Giovanni Borriero e Gemma Álvarez Maneiro publicada pola editorial Carocci, e La lingua delle cantigas. Grammatica del galego-portoghese, a cargo de Pär Larson e publicada tamén por Carocci.
De feito, esta última editorial, de grande prestixio no ámbito universitario italiano, habilitou a colección Finisterrae coa finalidade de dar a coñecer textos relacionados co ámbito cultural galego. A selección e edición dos volumes da serie Finisterrae corre a cargo dos tres directores dos centros de Estudos Galegos en Italia.

Compostela: actividades destacadas do 4 e 5 de maio na Feira do Libro 2019

O 5 de maio finaliza a Feira do Libro de Santiago de Compostela (no Paseo Central da Alameda), organizada pola Federación de Librarías de Galicia, con horarios de 11:30 a 14:30 h. e de 17:30 a 21:00 h., cos seguintes actos literarios destacados dentro do seu programa:

Sábado 4
13:00 h. Presentación de O galego mola. Palabras da miña vida, de Isabel Villanueva (Isashopaholic), de Hércules de Edicións. Posterior sinatura na caseta de Secretaría.
18:00 h. Ledicia Costas asina na caseta da Libraría Numax.
18:00 h. Presentación-concerto de A nena e o grilo máis aló, de Magín Blanco, publicado por Galaxia.
19:45 h. Presentación de Mitos e lendas na Galicia máxica, de José Luis Casteleiro (escritor) e Carlos Sardiña (ilustrador), publicado por Hércules de Edicións. Posterior sinatura na caseta da Secretaría.
20:00 h. Manuel Portas estará asinando exemplares de Por puntos (Premio Blanco Amor 2018) na caseta da Libraría Cartabón.
20:00 h. Raquel Senra asina Conto da Travesía das Musas, na caseta da Libraría Pedreira.
20:00 h. Presentación da colección Vitamina N (Kalandraka) co seu coordinador, Antonio Sandoval, que guiará unha ruta de natureza pola Alameda de Santiago.

Domingo 5
13:00 h. Anxo Tarrío asina O mundo en que vivín, de Ilse Losa, na caseta da Libraría Pedreira.
19:00 h. Concerto-presentación de Cantamos, de Luís Vallecillo, por Guindastre Edicións. Posterior sinatura na caseta de Secretaría.

A Coruña: palestra de Xesús Torres Regueiro sobre J. Vicente Viqueira

O 12 de marzo, ás 20:00 horas, en Portas Ártabras (Rúa Sinagoga, 22, baixo), na Coruña, Xesús Torres Regueiro falará dentro do ciclo Língua, Literatura e Naçom da A. C. O Facho sobre Vida, obra, e pensamento de Joám V. Viqueira.

A Coruña: Vicente Feijóo Ares falará sobre Os nomes dos penedos na Galiza

O 12 de febreiro, ás 20:00 horas, en Portas Ártabras (Rúa Sinagoga, 22, baixo), na Coruña, o responsábel de Toponimia da Real Academia Galega, Vicente Feijóo Ares, falará dentro do ciclo Língua, Literatura e Naçom da A. C. O Facho sobre Os nomes dos penedos na Galiza.