Homenaxe O Escritor na súa Terra 2020: Resposta á laudatio, por Vítor Vaqueiro

A resposta á laudatio pode ser descargada aquí, ou ben ser lida a continuación:

“Depois das generosas (e exageradas) palavras de Xabier Paz fica-me, penso eu, pouco por dizer. Portanto, dedicarei este breve tempo à lembrança de algumas circunstâncias que deitarom como resultado final nos acharmos hoje neste lugar à beira do Sarela, onde há cinquenta anos eu passeava pola Corredoura do Espinho, chamada daquela, se a memória não me atraiçoa, Corredera del Espino, ao pé do meu exagerado louvador, que ao longo de mais de meio século me acompanhou na política, na literatura, no cristão paganismo —por dizê-lo com palavras de Bouza Brey—, no amor polo cinema ou na confidência pessoal e a quem tenho a obriga de agradecer publicamente ter-me resgatado para a poesia, que eu começara a exercitar aos quinze anos, com um soneto amoroso, tão afervoado como abominável, e que abandonara por circunstâncias familiares que não é preciso espalhar.

Afirma Xabier que eu tenho pendor a aquilatar, contar, medir. Se calhar esta tendência quantitativa, real, foi uma das causas, entre outras, da nossa amizade. Um dia do século passado, Xabier, que caminhava ao pé de mim numa de tantas marchas reivindicativas, ao passarmos diante da galeria de Sargadelos desta mesma cidade, laiava-se de não termos levado conta de todas e cada uma das manifestações às que assistíramos mediante a redação duma breve ficha, na que concretizarmos data, motivo da convocatória, condições climáticas, número aproximado de assistentes, intervenção policial, se for o caso, incidências variadas e outras circunstâncias que converteriam esse bloco documental num magnífico registro duma parte das nossas existências. Quero dizer com isso que à hora de quantificar há para todo o mundo.

Alguém poderá perguntar-me —e, com efeito, alguma já o tem feito—porque foi este lugar o escolhido por mim para esteato e não os que apareceriam mais previsíveis na minha conjuntura vital, Salceda de Caselas —a minha pátria da infância, também linguística, convertida em Ferreira do Condado— ou Vigo —onde nasci e vivo—. Para além de circunstâncias que não conviriam aos meus interesses serem conhecidas, direi que na velha Compostela de Gelmírez, Miguel Solís e o mitim das arengas, produziu-se, como já tenho dito, a minha grande inflexão vital. Efetivamente, foi nesta cidade onde olhei de perto aspetos que haveriam mudar aminha vida: a admiração pola pedra sem limites do convento de São Paio de Antealtares, a descoberta das grandes figuras literárias ou políticas, a amizade desinteressada e solidária, o amor, e também o abandono, a presença da morte no antigo cemitério de Bonaval, o terror em noites intermináveis do franquismo, a desmesura etílica, a detenção pola B.P.S., vulgarmente “a social”, a brutalidade dos métodos da ditadura, cujos executores, infelizmente, seguem a passear, desavergonhados, polas nossas cidades, insultando-nos a diário com a sua presença. E, por riba de tudo, os feitos de 1968, um Acontecimento ao que um dia prometi fidelidade e cujos princípios, penso, segui a respeitar até o dia de hoje, porque os acho de justiça e porque não me perdoariam o seu esquecimento Henrique Caruncho Bergantinhos, o meu tio avó brutalmente assassinado polo Horror franquista, e Vítor Foxo, o meu avó, cuja vida, desde que um dia de julho de 1936 na sala de oficiais da Base Naval de Ríos pronunciou a frase “o general Franco é um rebelde” até a sua morte em 1969, a sua vida, dizia, ficou marcada pola angústia e por uma dignidade que o converteu num referente ético para mim. Alguns dos princípios que acabo de sinalar estão analisados literariamente no livro 1968, publicado quando se cumpriam cinquenta anos desta data e do que se recolhem umas breves frases no monólito que há à nossa beira.

Esta cidade ensinou-me igualmente a existência dum país infinito cujo conhecimento principiou aqui, na rua de Pitelos, em Rapa da Folha, na Carreira do Conde, com pequenas excursões iniciais ao Pico Sacro, às torres de Altamira, a Íria Flávia, para se ir alastrando ao barroco de Oseira ou às augas infindas de Fisterra. Aqui nasceu em mim a consciência de que só se ama aquilo que se conhece e, com isso, o desejo de percorrer as terras que vão da Devesa de Rogueira e os tesos cumes do Courel que louvou Novoneyra à marinha sutil de Caldebarcos, onde, assegura-se, moravam homes com luzes no seu peito; da raia seca, na que sobranceia a anta das Maus de Salas, até o estarrecente pre-románico de São Martinho de Mondonhedo. Com o percurso dos anos só precisei aprofundar nesse costume até percorrer e fotografar os (agora) 313 concelhos do país, sem esquecer jamais que foi em Compostela onde iniciei essa imensa viagem à minha terra, que hoje continua porque como dissera Risco, a Galiza é um mundo. Esse mundo, impossível de abranger, doou-se-me com generosidade e às suas paisagens, às suas criações, às suas gentes devo-lhe tudo o que hoje sou. No entanto, eu só lhe di ao país alguns versos, uns poucos relatos, umas fotografias, se quadra certas reflexões sobre a história da sua fotografia. Por isso penso, desde a mais profunda sinceridade, que é o país quem deveria receber esta homenagem, não eu.

Finalizo. Ao longo de décadas, são incontáveis as pessoas que me tenhem emprestado o seu apoio, doado a sua amizade, agasalhado com a sua solidariedade isenta de egoísmo. Algumas delas estão aqui presentes; a outras foi-lhes impossível assistir; outras, desgraçadamente, já não se acham entre nós. Não vou dizer os seus nomes, porque cada uma elas sabe o lugar que ocupa nos meus sentimentos e porque o equívoco e o mal-entendido ficam à espreita sempre, como uma alimária peçonhenta. Mas há um nome que devo sinalar, Merce Caeiro, que, nos últimos trinta e seis anos, precedidos doutros oito de escrupulosa amizade, converteu-se na principal razão da minha vida. Ela, junto com a nação que ambos partilhamos, que constitui um esteio central nas nossas vidas.

Vítor Vaqueiro
Parque de Galeras
Santiago de Compostela, 19 de Setembro de 2020

Homenaxe O Escritor na súa Terra a Vítor Vaqueiro: Laudatio, por Xabier Paz

A laudatio pode ser descargada aquí, ou ben ser lida a continuación:

LAUDATIO DE VÍTOR VAQUEIRO, ESCRITOR.

As palabras sólidas. O creador da identidade mítica.

I Lembranza biográfica.
Autoridades, xente das artes e das letras, amigos todos, vimos celebrar a Vítor Vaqueiro como escritor. Por tanto, imos abeirar outras facetas súas como fotógrafo, ensaísta, divulgador ou profesor universitario. Vítor cursou Ciencias Químicas e logo dun período de práctica docente, encarreirouse na fotografía e na escrita quer creativa quer divulgativa, logo combinada coa docencia até a súa xubilación. É conferencista, crítico e historiador de fotografía, con artigos en publicacións galegas e de fóra do país, publicou máis de vinte libros de etnografía, fotografía, narrativa, poesía e divulgación. Un percurso multíplice. Porén, aquí honramos o seu traballo de creación literaria. Hoxe non se trata de expoñer o seu percorrido vital nin de inventariar o seu catálogo bibliográfico. Abonda con lembrar o recoñecemento recibido coma poeta e coma divulgador: 2º Premio do Concurso Nacional de Poesía O Facho no 1978; Premio Esquío de poesía no 1981, por Camiño de Antioquía; Premio da Crítica Española de poesía no 1984, por A fraga prateada. Premio da Irmandade do Libro no 2012, por Mitoloxía de Galiza.
Falar de Vítor Vaqueiro, considerar a súa obra e facelo en público ante tan escollida concorrencia, ten para min, antes de todo, unha forte palpitación fraterna. Celebrar a Vítor creador é traer á luz a xenealoxía dunha relación, acaso infrecuente. E facelo no berce e escenario dese arraigar afectivo, alarga esta emoción xa ben adulta, poñamos unha amizade de cincuenta anos cumpridos. Vodas de ouro meus! O tempo inicial da nosa amizade, tempo compostelán, talvez fose o período crucial da nosa formación cívica, estética e literaria, do madurecer da nosa sensibilidade. Foi neses anos nos que a nosa condición moza, ceiba das rutinas familiares, viuse confrontada co vivir xa autónomo, ben que subvencionado. Neses anos o franquismo, co seu esmagamento nacional-católico de prohibicións dogmáticas, xunto co ambiente universitario, sexa isto o que for, moldearon a arxila aínda fresca da nosa sensibilidade xuvenil. As conversas inacabábeis, as heteróclitas e incesábeis lecturas, as máis delas apenas asimiladas, as músicas rebeldes, algunhas perdurábeis, e as actividades prohibidas dentro e fóra das aulas, enfornaron e coceron esa conciencia, elemento constituínte de por vida do noso ser social e estético, logo matizado pola idade.
Daquela, nin nos momentos máis tensos e perigosos, abandonamos a lectura, a música e, sobre todo, a compaña, ese noso conversar arreo verbo de calquera tema imaxinábel. Aforrarei a nómina de autores quer antropólogos, quer científicos ou artistas visitados por nós con fruición moza. Claro que a actividade, de nome común política, e para nós militancia, consumía boa parte das nosas enerxías mozas. Iamos, cativos protagonistas, no ronsel do 68. Un 68 que xa ten o seu fito poético na obra lírica de Vítor.
Foi nesta cidade, epítome da historia e da cultura de noso, verdadeiro estado de ánimo complexo, entre remansado e insurxente, onde forxamos o noso sermos. Aquí recibimos os sacramentos laicos e, acaso, as meirandes revelacións das nosas vidas. Misterios e achados, as máis das veces enchoupados, non os misterios senón nós mesmos, na purrela ruín, tan dourada e avolta coma insincera, sempre amparada baixo o nobre topónimo de Ribeiro. Disipados os vapores, ficaban algunhas certezas: non había un alma inmortal, o ser formaba a conciencia, emanación matérica; a Humanidade era unha e a dignidade de cada persoa idéntica; as desigualdades non eran eternas, podían ser encaradas e mesmo abolidas; existía un país de noso sostido pola lingua propia, obra e alicerce comunal. Con estes axiomas medrounos a compaixón polos desposuídos e o apego patriótico pola lingua. Con esta bagaxe Vítor comezou a súa andaina escritural xunguida a unha conciencia social, doída pola ocupación lingüística e a esmagadura cultural colectiva. Así vai, arrufado resistente, logo de cincuenta anos, movido pola vontade que enxergo mestura de lucidez e compaixón.
Quixo Vítor xuntarnos en Compostela, lugar de revelación, inda que, na súa formación coma persoa e coma artista, haxa outros lugares ben importantes, quer Salceda de Caselas quer Vigo. El mesmo di: Esse pendor de infância foi-se misturando, segundo passavam os anos, com a mitologia tradicional galega que aprendi em Salceda de Caselas, a minha particular Ferreira do Condado… O narrativo permitiu-me aprofundar com uma maior extensão nos aspetos autobiográficos da infância e adolescência, e na definição literária quer de Vigo, quer de Ferreira do Condado.
Aquí declaramos Compostela como lugar senlleiro, templo órfico no que practicamos as nosas actividades iniciáticas e conspiradoras durante cinco anos consecutivos con tanto fervor como, talvez, ineficacia. Secasí, rematado o periplo compostelán renacemos outros, galegos de nación e rebeldes de por vida. Certas palabras tornaran actitudes, encarnáranse para sempre.

II O escritor de carácter.
Hai quen, dado a taxonomía, define a xeración do 68 a composta por: Manuel Vilanova, Fermín Bouza, Xosé María Álvarez Cáccamo, Vicente Araguas e o propio Vítor. Quen sabe! Eu nunca o vin membro de nada, tan diferente me parece a súa obra da de calquera outro contemporáneo. Da súa filoxenia e xenealoxía literarias, aquí non falaremos. Escuso fatigarme e fatigarvos coa nómina profusa de escritoras, de científicos, ensaístas, fotógrafos, cineastas, de músicas e doutras artistas autóctonas e foráneas, contemporáneas e clásicas que Vítor visitou e visita. Permitídeme trasladarvos, a xeito de resumo orientador, algunhas querenzas confesadas polo noso compatriota. Na prosa e por orde alfabética -citando só os mortos, para non ofender os vivos-: Bernhard, Borges, Cunqueiro, Faulkner, Sebald, Valle-Inclán. Na poesía co mesmo criterio: Hölderlin, Pessoa, Rosalía, Valente, Vallejo. E como libros sinalados: A morte de Virgílio, de Hermann Broch; Tirano Banderas, de Valle-Inclán. De momento abondan estas escollidas referencias. Queda para as xentes pescudadoras, de mentalidade inquisitiva, a realización dos necesarios e agardados traballos académicos, o rastrexo das pegadas, conspicuas e agachadas, da morea de artistas, non exclusivamente da tribo literaria, inspiradores da obra de Vítor. Nada extraordinario. Omnis cellula e cellula e, igualmente, toda obra de arte provén de outras obras de arte.
Nin sempre é doado revelar o temperamento dun artista, porén é unha das chaves para analizar e interpretar a obra creativa. Con Vítor non hai caso, Vítor é un meticuloso acérrimo, un perfeccionista implacábel. Na seguinte encarnación véxoo coma pulidor de lentes, perseguidor durativo da perfección imposíbel. El dirá, cando menos asintótica coa perfección ideal. A el cómprelle pensar e aquilatar canto acontece antes de obrar. No seu quefacer diario non deixa de contar, medir e logo ordenar. A súa ollada ideolóxica e estética sostida por poucos e rigorosos principios sólidos, constitúe o metro de platino iridiado, o seu padrón. Nada queda sen medir e pesar para poder ser comparado e, logo de analizado, ser ordenado, quer dicir fabricado primeiro na súa mente e logo na súa obra. Pouco importa que sexan os quilómetros andados cada día, o tempo de cocción dun legume, o lugar dos libros nos andeis, as imaxes tomadas ou as sílabas escritas. Vítor sabe cantos quilómetros anda cada día, pon alarma para comprobar o tempo exacto de cocción de cada ingrediente cociñado, é consciente de cantas liñas escribe -sempre poucas- de media cada día…

III O artista construtor.
Como illar o asunto escrito e descrito do xeito de facelo? Cabe distinguir o tema da forma? Sabemos que non e, no entanto, debemos procuralo. Falemos pois algo da estrutura, tan fundamental no seu quefacer.
Partamos dunha constatación ideolóxica: Para as grandes escritoras a linguaxe non é algo dado, nin máxico, nin moito menos neutro. A linguaxe é un escenario de conflito, o campo de xogo dos significados, o campo de batalla das ideoloxías. E no noso país, coa lingua ameazada, é dobremente certo. Por iso Vítor centra os esforzos na construción dunha nova linguaxe literaria. Por iso semella arduo o seu estilo a quen non se persiste ante os seus textos. Dito xa de vez: A escrita de Vítor non é caseña e consoladora, corroborante das rutinas dominadoras, é un desafío, unha posta en cuestión dos nosos valores tradicionais, incluídos os estéticos. Afrontar calquera desafío non trivial esixe certo esforzo.
Polo xa dito, podemos cavilar na imaxe dun Vítor pitagórico, persuadido de que o ser humano pode ter acceso ao coñecemento e á orde polos números, pola cuantificación das cousas e das súas relacións, vale dicir pola experimentación; un autor defensor dun Cosmos matemático, en tanto que se pode ter acceso racional ao seu funcionamento pola Ciencia. Grande contador, primeiro enumera para si e logo conta -narra- para os demais. O contador que conta ou o enumerador que narra.
Para Vítor toda creación artística, e desde logo a literaria, resulta construción consciente e, xa que logo, elaborada. O noso escritor, coma todos os creadores, parte dun impulso, dunha idea, de querer tratar e dicir algo non redutíbel ao siloxismo. Algo que escapa ao razoamento formal e que deberá aparecer, ser creado coas súas propias leis, coma cousa única resistente ao tempo. A partir de aí a peculiaridade de Vítor é que traballa sobre a estrutura que deberá amosar esa idea e xa sabemos que é minucioso no seu quefacer. Deste xeito, até que non teña o proxecto rematado, e saiba como debe ser a estrutura do resultado, non comezará a obra propiamente dita.
No proceso de creación de Vítor, na demorada construción dos seus textos, a palabra e os seus compoñentes (letras, sílabas, fonemas) convértense en algo material, pezas sólidas coas que traballar artisticamente, e constrúe esas obras que comparecen coma algo denso e resistente. Para el, o proceso creador é tal o dun músico compositor, dun escultor ou o dun arquitecto. Primeiro traballar a partitura ou o proxecto do vulto, cavilar nas dimensións aproximadas, estimar as proporcións relativas, o perfil da obra e das súas partes e, logo, elixir os materiais e as pezas, o tipo de verso mormente e, finalmente, cada palabra. Falamos dun quefacer híbrido entre a música, a escultura e a arquitectura, pois o resultado sempre é algo sonoro, denso e habitábel.
O noso autor acomete cada proxecto coma se fose iniciar unha obra, non xa que conteña o mellor del mesmo, senón coa intención de facer algo que o ultrapase tanto a el mesmo coma a todos os seus contemporáneos, algo tan extraordinario que non teña termo de comparanza. E para atinxir tal despropósito pon en xogo toda a súa meticulosidade, é dicir todas a súa capacidade e paciencia para aquilatar, sen importar o tempo nin o esforzo. Naturalmente algo dese esforzo minucioso transluce a súa escrita.
A obra como resistencia ao fluír do ser. Insistindo, a obra fabricada, artefacto contra a entropía; a arte, a literatura como baluarte conscientemente erguido contra a desorde, contra o caos. A obra como acto de coñecemento ante o esquezo e a morte.
Conforme a propia confesión escrita (Do endecasílabo ao autorretrato), o noso autor perpetrou -di el- sendo adolescente o seu primeiro poema baixo a forma de soneto. Marcante estrea coa forma arquetípica da lírica occidental. Nos manuais concédeselle a Petrarca a honra de xeneralizar este ríxido e perdurábel deseño de canon formal privilexiado. Porén, o soneto é ben máis antigo que o amante de Laura; xa fora coñecido por trobadores e trobeiros, e non falta quen remonta a orixe desta combinación apolínea até as filigranas da poesía árabe.
Ese soneto primordial do Vítor resulta sintomático dabondo como indicador dun dos trazos estruturais da súa escrita lírica: a estrita definición métrica e rítmica da todas as súas composicións.
A sonoridade e o ritmo seráns trazos distinguíbeis da súa escrita quer en verso quer en prosa. Na súa escrita, cada palabra (illada ou colocada na arquitectura mesma dun paragrafo), ten un valor de seu, non só semántico. Sempre hai unha procurada eufonía na minuciosa construción rítmica e sonora da frase.
Na súa obra lírica a utilización dos versos heptasílabo, hendecasílabo e alexandrino; a alternancia de estruturas de verso e “prosa”; o gusto pola cita e o encabalgamento de versos, o paralelismo e a enumeración, son trazos formais ben significativos. Unha obra poética de índole narrativa e, a miúdo, épica.
Para Vítor non hai un abismo estilístico entre poesía e prosa. Atrévome e dicir que considera certa continuidade entre elas. De feito, abundan os exemplos de mestura na súa obra.
Nabokov diría que toda novela de calado debe incluír unha combinación entre a precisión poética e a instrución científica, e ben antes, por volta de 1850, Flaubert escribira: “Unha frase en verdadeira prosa debe ser como un verso logrado en poesía, algo que non se pode cambiar, e igual de rítmico e sonoro.” Creo que o noso autor subscribiría ambos pensamentos e traballa, afiuzado e ferreño, por alcanzar ese desiderátum.

IV. Escritura “ideogramática”.
Imos tratar, sen citas nin referencias, da escritura ideogramática como mostra aclaratoria do traballo versificador de Vítor. Podería dicir da súa relación e diferenzas con Ezra Pound. Refírome, ao cabo, á construción de conceptos complexos que podemos denominar “non visibles”, a partir da relación entre dous ou máis conceptos concretos, o que suxire outra relación máis profunda e fundamental entre eles. Conforme esta idea, o ideograma chinés que representa “brillar”, mei ou ming, é un sol e unha lúa xuntos, e pola súa xustaposición, tamén é a acción que eles dous executan (brillar), do mesmo xeito que o adxectivo “brillante” ou o substantivo “brillo”.
O ideograma elimina as cortinas de fume do siloxismo: permite o acceso directo ao obxecto non presente. Dúas ou máis palabras, dous o máis bloques de ideas postos en presenza simultánea, sondándose reciprocamente, precipitan un xogo de relacións cunha intensidade e inminencia que o discurso lóxico no sería quen sequera de evocar.
Polo tanto, un só signo, de dúas ou máis compoñentes, tórnase verbo, substantivo e adxectivo á vez. O uso de imaxes materiais -ou non- para suxerir relacións inmateriais é o principio metafórico que permite a construción de conceptos máis frondosos, se queremos, máis abstractos.
O “método ideogramático”, neste sentido, sería un modo de pensamento baseado na xustaposición de “detalles luminosos” particularmente significativos cuxa montaxe permite producir intuicións máis certeiras que as derivadas dun desenvolvemento argumental lóxico e sistemático. Este “método ideogramático” combina feitos, imaxes, frases, relatos e observacións da realidade social ou cultural, para producir un sentido de conxunto máis complexo do que cada unha ou a suma delas. Un procedemento que podería asimilarse ao da montaxe cinematográfica. Eisenstein cavilaba na montaxe cinematográfica en diálogo cos ideogramas a partir do seu estudo do chinés nos anos vinte. No caso de Pound a montaxe de unidades discretas non directamente relacionadas, remiten a una constelación histórica e cultural sen límites precisos.
Na escrita de Vítor, a procura da dimensión mítica é atinxido polo manexo de conceptos, toponimias, feitos, personaxes,… que, xustapostos, resultan desprazados e xuntos producen unha relación, un novo artefacto de efecto trans-histórico e atemporal, quer dicir mítico. A acumulación de referencias persegue deslocar cada unha delas, facelas anacrónicas e atópicas. A súa xustaposición ou enumeración e as relacións faltas de lóxica formal fai que ningunha peza (personaxe, topónimo, feito,…) pertenza dentro do poema a unhas coordenadas espazo-temporais concretas. As pezas reunidas xeran a emoción intuitiva dun artefacto invariante, de cousa estrutural e permanente. Insistindo: mítica. A opresión ou a resistencia dos oprimidos, por exemplo, son evocados polas sucesivas encarnacións quer sincrónicas quer diacrónicas, e na lectura cada unha perde a súa identidade para participar na construción do mito, poñamos por caso de Espartaco.

V. Temas recorrentes na prosa e no verso de Vítor Vaqueiro son a Morte e o Tempo, a Xustiza, a Liberdade. Como ten escrito el mesmo: “…podería sinalar que son a lembranza e o exercicio vagaroso da memoria, a maxia e os territorios lendarios, a xeometría -e unha das súas operacións básicas, a simetría-, o desprezo e a xenreira cara ao franquismo e calquera outra forma de réxime autoritario os eixos esenciais da miña escrita e, tamén, das miñas fotografías.
E engade:.. “a palabra “morte” aparece n’O soño dirixido 53 veces e n’Os nomes da morte -que outro porvir podemos esperar dun título como este?- 179.
Se tivese que dicilo de maneira xeométrica, unha forma axeitada sería postular que os meus primeiros anos se situaron no ortocentro dun triángulo no que os vértices ficaban ocupados pola relixión, a mitoloxía (Eliade ou Malinowski axudáronme máis tarde a identificar ambas as dúas nocións) e o ateísmo. A primeira procedía da contorna escolar, entre rezos e cánticos piedosos -perdoa o teu pobo, Señor-; a segunda, de narracións fermosas dos pobos indostánicos e árabes, aztecas e algonquinos; finalmente, a terceira fincaba as súas raíces (o leitor sorrateiro albisca a procedencia) en Vítor Foxo. Acredito na superioridade dos modelos científicos sobre outros na explicación dos fenómenos que se oferecen ás vistas dos humanos.
A creación, escribe tamén Vítor, estas actividades son máis ben procesos de ordenación e estruturación da materia, encamiñados á comprensión da nosa contorna, xa que os dados veñen fornecidos directamente pola realidade material, categoría na que inclúo a outra realidade, a imaxinada. Neste sentido, como en tantas outras cousas, non estou lonxe do Valente que defendía que a poesía (eu ampliaría á literatura e, en xeral, a calquera actividade intelectual) constitúe un medio de coñecemento da realidade, dotado, de certo, dun amplo marco de ambigüidade e un estatuto de seu. Alain Badiou dío con outras palabras: produción de verdades.
E prosegue: os marcos que constitúen os pontos fulcrados da miña actividade que, como unha corrente submariña, atravesan os últimos trinta anos de traballo, xurdindo ás veces e esvaíndose outras. Son eles, en resumo, a práctica da autobiografía-autorretrato, a pescuda do coñecemento, a devoción pola simetría, a loita contra a idea das dúas culturas, a presenza da morte -inducida polo pavor que en min xera a desaparición definitiva-, o intento de recuperación -incansábel e deficiente- da memoria, a análise do mito non como superstición, mais como maneira precientífica de comprensión da contorna, o compromiso ético co país, a escrita e os desfavorecidos, a Historia e os seus aspectos paradoxais, o combate na procura da xustiza e a defensa da verdade.
A min resúltame revelador que defina o proceso creador como actividades que son máis ben procesos de ordenación e estruturación da materia. Non di da palabra nin da imaxe, senón da materia, pois, xa quedou dito, materia son para el as palabras.
Quero resaltar o distinguíbel e próximo vínculo entre filosofía e literatura na obra de Vítor. A inquietude polo ser, a temporalidade, a morte, a existencia, o posíbel, a realidade, o azar e a condición do universo entre outros, son temas permanentes ao longo da súa obra. Ao tratar interrogantes de carácter filosófico que interesaron ao ser humano desde tempos remotos, constrúe o perfil universal da súa literatura, e faino revelándonos literariamente os mitos que os aluden.
O resultado sempre é, dá igual que sexa prosa ou verso, unha escrita identificábel e sempre fiel a si mesma, cun estilo que se ergue notábel sobre o concerto contemporáneo de voces. Nada hai improvisado ou ocorrente; nada de torrencial nin irregular. Acaso un anaco máis impetuoso, unha enumeración, tamén medida, ao servizo do propósito xeral. Cada palabra ten sido medida e pesada para encaixar no plan xa definido, todo serve ao proxecto global que se vai erguendo harmonioso até a súa culminación. Tal algúns escritores sempre identificábeis polo seu estilo inimitábel, pensemos no español de Valle-Inclán, por exemplo, a escrita de Vítor aparece refulxente, amosando un galego que semella nado recentemente. Unha lingua literaria fermosa e nova, sen idade nin desgaste: un idioma dentro doutro idioma. A súa novidade produce un aquel de estrañeza, que algúns chaman dificultade para aforrar o esforzo do achegamento, e para os teimosos resulta un raro pracer literario, estético e un alustro moral. Insisto non é unha mera escolla léxica o que define a súa escrita. É a idea, un deseño quen manda e cada escolla é subordinada ao trazado conxunto deseñado polo azo artístico, é dicir, ético.
Ao cabo, ler calquera texto de Vítor Vaqueiro obríganos a abalar entre a intuición reflexiva e a reflexión intuitiva. Ler, cavilar, enxergar; reler, ventar, repensar. E sempre percibir un desfechar de horizontes onde a vivencia, a emoción e a cultura son mestura balsámica dos proídos da vida.
Vítor está convencido de que pode haber outras vías para crear, resistir e contraatacar no noso anaco de mundo, para desenvolver a loita ideolóxica, pois diso se trata, pero tamén está convencido de el non ten outra que esta que eu intentei demarcar. E desa convición nace a perseveranza no seu estilo sempre identificábel na súa escrita. Un estilo, está dito, matérico, onde as sílabas e as palabras son tratadas coma cousa sólida, pezas para construír, e acadan no texto consistencia case física, cun significado engadido pola función ocupada nas súas fermosas e sólidas construcións.
Sospeito que Vítor co seu traballo non procura organizar e compartir realidades e experiencias concernentes aos seus coetáneos, e comprensíbeis para eles senón que tenta alcanzar un novo horizonte de sensibilidade atinxíbel a calquera ser humano non insolidario nin embrutecido. Chantado no presente, fala para alén do noso marco estético e temporal. Creo que tenta explorar os carreiros da escrita para crear mundos novos, míticos. Iso sinto cando leo os seus textos: un poderoso e espléndido alento humano e fraternal.
Moitas grazas.

Xabier Paz
Vigo, febreiro-setembro 2020
Texto lido no Parque de Galeras
Santiago de Compostela, 19 de setembro de 2020

O Escritor na súa Terra: Vítor Vaqueiro. Santiago de Compostela, 2020

O Escritor na súa Terra: Vítor Vaqueiro. Santiago de Compostela, 2020

Esta actividade conta co apoio do Concello de Santiago de Compostela, CEDRO, Xunta de Galicia e Deputación da Coruña.

A Homenaxe O/A Escritor/a na súa Terra, impulsada pola Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG), chega este ano á súa XXVI edición recaendo, por decisión unánime da súa Asemblea de Socios e Socias, na figura de Vítor Vaqueiro, que será homenaxeado en Santiago de Compostela.
Esta iniciativa anual conforma xa unha tradición na traxectoria da Asociación, e tense constituído ao longo de máis de dúas décadas como unha celebración na que a terra de acollida do/a homenaxeado/a ten unha presenza fundamental. É vontade da AELG honrar escritores/as procurando o contacto directo co autor/a e a súa implicación persoal na xornada de homenaxe.
Unha celebración múltiple e popular en que se vén recoñecendo a entidade literaria de insignes figuras das nosas letras, a través dunha serie de eventos como a entrega do galardón Letra E de escritor (unha peza escultórica de Soledad Penalta), a plantación dunha árbore simbólica (un carballo elixido polo propio autor) e a colocación dun monólito conmemorativo.

PROGRAMA DE ACTOS

SÁBADO 19 DE SETEMBRO

11:30 Parque de Galeras (Santiago)
Descubrimento do Monólito conmemorativo e plantación do carballo (árbore simbólico do escritor).

Acto de entrega da “Letra E”
– Lectura da acta de concesión, Anna R. Figueiredo, vicepresidenta da AELG en funcións.
– Intervención do presidente da AELG, Cesáreo Sánchez Iglesias.
Xabier Paz: Laudatio.
– Entrega da peza escultórica da artista Soledad Penalta.
– Intervención do homenaxeado: Resposta á laudatio por parte de Vítor Vaqueiro.
– Intervención do Alcalde de Santiago de Compostela, ou persoa en quen delegue.

Pode descargarse o programa completo aquí.

Para adaptarse da mellor maneira posíbel á excepcional situación sanitaria que estamos vivindo, os dous actos terán lugar finalmente no mesmo espazo, o Parque de Galeras, correctamente acondicionado para este evento.

Pregamos a aquelas persoas que vaian asistir que nolo comuniquen no correo oficina@aelg.org antes do 18 de setembro, indicando o seu nome, apelidos e teléfono, de acordo coa normativa sanitaria vixente para este tipo de eventos.

Neste 2020, o xantar de confraternidade suspéndese pola situación sanitaria xerada pola Covid-19.

No desenvolvemento desta actividade aplicaranse os protocolos sanitarios vixentes en cada momento.

Compostela: III Festival de Poesía Alguén que respira!

Máis información aquí.

Escola de Escritoras-es. Obradoiro Literatura, un modo de estar na vida, impartido por Suso de Toro

O Obradoiro Literatura, un modo de estar na vida, impartido por Suso de Toro, contando nunha das sesións como autora convidada con Susana Sánchez Arins, é unha iniciativa da Escola de Escritores da AELG, co patrocinio e colaboración do Concello de Santiago.

– Como nos construímos como escritor@s.
– Como encontramos @ escritor/a que somos.
– Ética e estética de ser escritor/a, unha forma de estar, unha forma de ser.
– A palabra “literaturizada”.
– Os camiños para literaturizar.

CALENDARIO E INSCRICIÓN
– Días e horarios: sábados 5, 12, 19 e 26 de setembro; 3, 10, 17, 24 e 31 de outubro; 7, 14 e 21 de novembro, de 11:30 a 13:30 h.
– Máximo de 12 prazas para persoas maiores de 18 anos.
Inscrición, necesaria e gratuíta, no correo electrónico oficina@aelg.org
– As prazas asignaranse por orde de inscrición.
– O obradoiro desenvolverase na Casa Jimena e Elisa Fernández de la Vega (Rúa das Casas Reais, 8), de Santiago de Compostela.
No desenvolvemento desta actividade aplicaranse os protocolos sanitarios vixentes en cada momento.

O obradoiro enmárcase na Escola de Escritoras e Escritores da AELG, iniciativa que centra os seus esforzos en impartir, por concellos de todo o país, obradoiros con formatos e destinatarios diversos, nos que se abordan diferentes xéneros literarios e contidos. Trátase dunha iniciativa que, cos autores/as como guías, ten o obxectivo de transmitir a experiencia apaixonante do acto creador, tentando concienciar á sociedade do imprescindíbel que é a estimulación creativa na escrita e o seu papel complementario na formación do individuo. O proxecto aposta por ofrecer á mocidade un sistema lingüístico, literario e cultural propio no que asentar as súas raíces.

Información sobre protección de datos
A/O responsábel do tratamento é a Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega. A finalidade do tratamento é a prestación do servizo que se detalla na solicitude ou actividade organizada. A base legal do tratamento é o cumprimento dunha obriga contractual na prestación dun servizo. Os seus datos conservaranse unicamente durante os prazos de prescrición legalmente aplicábeis. Pódense comunicar os seus datos a terceiras/os organizadoras/es ou colaboradoras/es da actividade. No caso de solicitar certificado de asistencia, os seus datos comunicaranse ao/á impartidor/a da actividade. Pode acceder, rectificar, suprimir os seus datos e nos casos determinados opoñerse ao tratamento, limitar o seu uso ou portar a outra/o responsábel. Tamén pode solicitar a tutela da Axencia Española de Protección de Datos ou presentar unha reclamación ante a mesma.

Ampliado o prazo para presentar orixinais ao XIII Premio Internacional Compostela para Álbums Ilustrados

“O Departamento de Educación do Concello de Santiago de Compostela, en colaboración con Kalandraka Editora, e no marco da súa XX Campaña de Animación á Lectura, convoca o XIII Premio Internacional Compostela para Álbums Ilustrados, coas seguintes bases:

1. Poderán optar ao XIII Premio Internacional COMPOSTELA para Álbums Ilustrados todas as obras que se poidan incluír na categoría de álbum ilustrado: un libro no que o relato se conta a través de imaxes, ou de imaxes e textos, de tal maneira que ambos os dous se complementen.
2. As bases da presente convocatoria teñen como finalidade fomentar a produción artística e literaria destinada ao público infantil e xuvenil.
3. As obras poderán ser presentadas en calquera das linguas oficiais da Península Ibérica e deberán ser orixinais e inéditas. Non se admitirán aquelas que sexan adaptación doutros orixinais ou as obras que fosen premiadas ou mencionadas noutros concursos. Tampouco se admitirán as obras que teñan máis de tres ilustracións publicadas en internet.
4. Poderán participar unha ou varias persoas, autores/as de texto e ilustración de calquera nacionalidade. Quedan excluídos os/as gañadores/as das anteriores edicións e o persoal da editorial Kalandraka.
5. Os proxectos poderán presentarse en calquera tamaño, técnica e formato, pero a extensión non deberá superar as 40 páxinas interiores (sen contar gardas nin cubertas).
6. Os/As autores/as que opten ao premio deberán presentar:
· Cinco copias do texto.
· Tres ilustracións orixinais e cinco fotocopias en cor de cada unha delas. No caso de utilizarse técnica dixital, admitiranse impresións da obra en alta resolución.
· Unha maqueta acabada do proxecto que se presenta: unha versión impresa con deseño, texto e ilustración, o máis semellante posible ao que será o libro acabado.
7. Nas obras non deberá figurar o nome dos/as autores/as, senón un lema ou pseudónimo. Os datos persoais dos/das participantes achegaranse nun sobre pechado: no seu exterior indicarase o título da obra e o lema ou pseudónimo, e no seu interior o nome ou nomes completos, enderezo postal, teléfono de contacto e enderezo electrónico. Dentro do sobre tamén se incluirán unha fotocopia completa do DNI ou pasaporte, así como unha breve recensión biográfica.
8. Os traballos serán remitidos ou entregados no Rexistro Xeral do Concello de Santiago de Compostela (Rúa do Presidente Salvador Allende núm. 4, 15705 Santiago de Compostela. A Coruña. España). No sobre especificarase obrigatoriamente XIII Premio Internacional Compostela para Álbums Ilustrados. Nos sobres que se entreguen a través de axencias de transporte non deben aparecer os nomes dos/das autores/as.
9. O prazo de presentación de orixinais ábrese coa publicación destas bases no boletín oficial da provincia de A Coruña e remata o 15 de xuño de 2020. O selo postal non debe ser posterior á data do último día de entrega. A decisión do xurado farase pública na segunda quincena de xullo de 2020, no marco da XX Campaña de Animación á Lectura que organiza o Departamento de Educación do Concello de Santiago de Compostela.
10. O xurado estará composto por persoas de recoñecido prestixio na área da literatura e da ilustración que segundo o seu criterio técnico seleccionará a obra premiada. Actuará de secretario/a unha persoa que designen as entidades organizadoras. O premio poderá declararse deserto e a decisión do xurado será inapelable.
11. Establécese un único premio, dotado de 9000 €. O premio está suxeito ás retencións que, se é o caso, procedan. O importe do premio non se fará efectivo ata que o/a autor/a ou os/as autores/as entreguen a obra rematada para a súa publicación. A obra premiada será publicada en todas as linguas oficiais peninsulares (galego, catalán, éuscaro, castelán e portugués) pola editorial Kalandraka no mes de novembro do ano 2020 e, para tal efecto, asinaranse os respectivos contratos de edición. Así mesmo, a editorial terá prioridade de publicación daqueles traballos que teñan recibido mención especial do xurado. Este dereito terá vixencia durante un ano, despois do cal o/s autor/es poderán dispoñer libremente das súas obras.
12. O/A autor/a (ou autores/as) cederá os dereitos da primeira edición, segundo debe constar no contrato que asinará coa editorial Kalandraka.
13. O/A autor/ra (ou autores/as) comprométese a entregar a obra rematada antes do 30 de setembro do 2020.
14. O/s autor/es correrá/n con todos os gastos de envío das obras a destino. Os organizadores non se fan responsables das posibles perdas ou deterioracións dos orixinais, nin dos atrasos ou calquera outra circunstancia imputable a terceiros que poida afectar á chegada das obras ao concurso.
15. Os/as autores/as poderán solicitar a devolución dos orixinais non seleccionados. Terán que comunicalo por escrito no seguinte enderezo de correo electrónico premiocompostela@kalandraka.com durante o prazo dun mes dende a decisión do xurado, e asumirán os custes de envío. Para este efecto, facilitaráselles ás persoas interesadas un número de conta onde facer os ingresos correspondentes para o pagamento dos portes. Transcorrido ese tempo, as obras non reclamadas serán destruídas.
16. Os organizadores non se comprometen a manter correspondencia postal nin telefónica sobre os orixinais non premiados, nin sobre a interpretación e aplicación deste regulamento.
17. Se nestas bases quedase algunha cuestión sen precisar será establecida polo xurado ou, se é o caso, pola organización do certame. A participación neste certame implica o coñecemento e a aceptación íntegra destas bases.”

Obras gañadoras dos Premios da V Gala do Libro Galego

O xurado da quinta edición dos premios da Gala do Libro Galego deu a coñecer as obras e autoras gañadoras nesta convocatoria que, pola situación causada pola pandemia do COVID19, viuse na obriga de ser adiada ao outono. A Gala do Libro Galego tiña prevista a súa celebración tal día coma hoxe, 9 de maio de 2020, e a organización do evento, decidiu manter as deliberacións do xurado e dar a coñecer os libros gañadores na mesma data e adiar a gala para o outono vindeiro en canto as condicións o permitan. Os premios de honra que anualmente se conceden tamén na Gala do Libro Galego adiáronse ata a celebración deste acto.
A Gala está organizada pola Asociación Galega de Editoras (AGE), Asociación de Escritores e Escritoras en Lingua Galega (AELG), e a Federación de Librarías de Galicia (FLG) e conta coa axuda de CEDRO (Centro Español de Derechos Reprográficos), Xunta de Galicia, Deputación da Coruña e o Concello de Santiago.
O xurado desta quinta edición estivo formado pola xornalista e poeta Ana Romaní, a profesora Anxos Rial, o escritor Antón Riveiro Coello, a poeta Estíbaliz Espinosa, o editor e profesor Manuel Bragado, a tradutora María Alonso Seisdedos e o crítico literario e escritor Ramón Nicolás. O xurado celebrou unha reunión telemática para debater sobre as propostas finalistas nas quince categorías (que podedes consultar aquí) e que corresponden con obra publicada durante o ano 2019.
Os membros do xurado sinalaron as dificultades de elección entre un conxunto de obras de altísima calidade o que, segundo explicaron, quere dicir que estamos nun bo momento da creación literaria e do mundo do libro galego neste momento particularmente difícil que atravesa a sociedade.

Aquí tendes o listado completo das gañadoras e gañadores:

PREMIOS A OBRAS EDITADAS EN 2019

Ensaio e investigación
Dentro da literatura, de Suso de Toro (Edicións Xerais de Galicia)

Un ensaio literario coa vocación de dar a coñecer os procesos da literatura, escrito desde a lectura e sen renunciar ao exercicio da divulgación do oficio da literatura e das maneiras de ler.

Divulgación
A que cheiran as cores? A esperada guía para coñecer o cerebro, de Juan Casto Rivadulla Fernández (Editorial Galaxia)

O xurado destacou desta obra que explica dun xeito sinxelo e ameno todas as singularidades do cerebro. É un libro que responde á demanda de contar con máis libros de divulgación científica ben editados, ilustrados e en galego, que estean, como este, dirixido a un público moi amplo en idade e intereses.

Narrativa

Seique (2ª ed. ampliada), de Susana Sanches Arins (Através Editora)

O xurado valorou o exercicio da memoria persoal e familiar e a proxección universal da mesma para compoñer un mosaico que se volve innovación estrutural e que o/a lector/a ten que recompor, así como o uso da oralidade na escrita.

Infantil
A tartaruga Amodovou, de Paula Carballeira (Oqueleo)

O xurado salientou a recuperación dun estilo clásico para un xeito innovador na literatura infantil, no que salienta unha riqueza léxica e un xeito de narrar sen convencións que resulta atraínte e singular.

Xuvenil
Os corpos invisibles, de Emma Pedreira (Edicións Xerais de Galicia)

O xurado considerou que era unha narración poderosa, que sobarda o xénero xuvenil. Incorpora moitos referentes femininos para formar con eles un corpo literario que fai rede con escritoras universais. A perspectiva da muller combina na obra cun manexo da forma narrativa.

Libro ilustrado
Irmá paxaro, de Tamara Andrés, ilustracións de María Montes (Cuarto de Inverno)

O xurado destacou a conxunción e harmonía neste libro entre ilustración e texto, unha combinación na que tanto o texto como a imaxe van máis alá de ser complementarios, o que o converte nun libro cunha formulación novidosa.

Libro de banda deseñada

A chaira, de Antonio Seijas (Alita Cómics Editorial)

Escollida por ser unha obra de autor que conta unha historia desacougante, dramática e desconcertante, con paisaxes que semellan pinturas e narración visual potente que combina a imaxe e a mensaxe.

Iniciativa bibliográfica
Castelao. Construtor da nación. Tomo I. 1886-1930, de Miguel Anxo Seixas Seoane (Editorial Galaxia/Consorcio de Santiago)

Para o xurado é unha obra monumental, amplisimamente documentada e que responde ao traballo dunha vida de investigación, ademais de ser o inicio dun conxunto de tomos imprescindible para a historia de Galicia.

Tradución
Frankenstein ou o Prometeo moderno, de Mary Shelley/Tradución de Samuel Solleiro (Aira Editora)

O xurado destacou o valor de ser unha tradución que traslada á perfección a lingua do clásico orixinal e que conserva a forza da historia e o ritmo narrativa da novela, recuperando para o galego a forza dos clásicos universais.

Poesía
Feliz Idade, de Olga Novo (Kalandraka Editora)

Destacouse a combinación de situacións vitais da autora, a súa circunstancia e o seu territorio xera neste libro unha serie de imaxe poéticas con moita tenrura e forza, ligadas a unha traxectoria coherente que volve sobre o telúrico, que mantén o pouso literario e incorpora elementos novidosos como a música sen apartarse do seu mundo habitual.

Teatro
Citizen, do Grupo Chévere (Kalandraka Editora)

O xurado valorou que unha obra que marcou un antes e un despois nos escenarios galegos teña continuidade nun libro que, como obra escénica, conta unha historia contemporánea sobre a Galicia actual.

Libro mellor editado
Fosforescencias, de Lupe Gómez/Ilustracións de Anxo Pastor (Alvarellos Editora)

Salienta a edición delicada, o emprego e combinación dos materiais e as ilustracións de Anxo Pastor.

PREMIOS A TRAXECTORIAS

Iniciativa cultural ou fomento da lectura
Libraría Chan da Pólvora

Polo ímprobo labor que realizou a favor da poesía e da lectura, convértendose nunha libraría referente en Galicia e nun foco de dinamización arredor da poesía.

Proxecto literario na rede
Kalandraka TV

O xurado valorou a promoción da lectura que realiza esta canle, especialmente nos ámbitos da lectura infantil e xuvenil, con contidos audiovisuais adaptados aos gustos das/os lectores/as máis novos/as.

Xornalismo cultural
María Yáñez

O xurado recoñeceu a traxectoria de compromiso coas novas formas de contar e co uso das ferramentas de comunicación, sumando a tradición xornalística cos medios e plataformas para contalas, e sen deixar de lado os formatos da cultura popular.

Bases do XIII Premio Internacional Compostela para Álbums Ilustrados

“O Departamento de Educación do Concello de Santiago de Compostela, en colaboración con Kalandraka Editora, e no marco da súa XX Campaña de Animación á Lectura, convoca o XIII Premio Internacional Compostela para Álbums Ilustrados, coas seguintes bases:

1. Poderán optar ao XIII Premio Internacional COMPOSTELA para Álbums Ilustrados todas as obras que se poidan incluír na categoría de álbum ilustrado: un libro no que o relato se conta a través de imaxes, ou de imaxes e textos, de tal maneira que ambos os dous se complementen.
2. As bases da presente convocatoria teñen como finalidade fomentar a produción artística e literaria destinada ao público infantil e xuvenil.
3. As obras poderán ser presentadas en calquera das linguas oficiais da Península Ibérica e deberán ser orixinais e inéditas. Non se admitirán aquelas que sexan adaptación doutros orixinais ou as obras que fosen premiadas ou mencionadas noutros concursos. Tampouco se admitirán as obras que teñan máis de tres ilustracións publicadas en internet.
4. Poderán participar unha ou varias persoas, autores/as de texto e ilustración de calquera nacionalidade. Quedan excluídos os/as gañadores/as das anteriores edicións e o persoal da editorial Kalandraka.
5. Os proxectos poderán presentarse en calquera tamaño, técnica e formato, pero a extensión non deberá superar as 40 páxinas interiores (sen contar gardas nin cubertas).
6. Os/As autores/as que opten ao premio deberán presentar:
· Cinco copias do texto.
· Tres ilustracións orixinais e cinco fotocopias en cor de cada unha delas. No caso de utilizarse técnica dixital, admitiranse impresións da obra en alta resolución.
· Unha maqueta acabada do proxecto que se presenta: unha versión impresa con deseño, texto e ilustración, o máis semellante posible ao que será o libro acabado.
7. Nas obras non deberá figurar o nome dos/as autores/as, senón un lema ou pseudónimo. Os datos persoais dos/das participantes achegaranse nun sobre pechado: no seu exterior indicarase o título da obra e o lema ou pseudónimo, e no seu interior o nome ou nomes completos, enderezo postal, teléfono de contacto e enderezo electrónico. Dentro do sobre tamén se incluirán unha fotocopia completa do DNI ou pasaporte, así como unha breve recensión biográfica.
8. Os traballos serán remitidos ou entregados no Rexistro Xeral do Concello de Santiago de Compostela (Rúa do Presidente Salvador Allende núm. 4, 15705 Santiago de Compostela. A Coruña. España). No sobre especificarase obrigatoriamente XIII Premio Internacional Compostela para Álbums Ilustrados. Nos sobres que se entreguen a través de axencias de transporte non deben aparecer os nomes dos/das autores/as.
9. O prazo de presentación de orixinais ábrese coa publicación destas bases no boletín oficial da provincia de A Coruña e remata o 30 de abril de 2020. O selo postal non debe ser posterior á data do último día de entrega. A decisión do xurado farase pública na primeira quincena de xuño de 2020, no marco da XX Campaña de Animación á Lectura que organiza o Departamento de Educación do Concello de Santiago de Compostela.
10. O xurado estará composto por persoas de recoñecido prestixio na área da literatura e da ilustración que segundo o seu criterio técnico seleccionará a obra premiada. Actuará de secretario/a unha persoa que designen as entidades organizadoras. O premio poderá declararse deserto e a decisión do xurado será inapelable.
11. Establécese un único premio, dotado de 9000 €. O premio está suxeito ás retencións que, se é o caso, procedan. O importe do premio non se fará efectivo ata que o/a autor/a ou os/as autores/as entreguen a obra rematada para a súa publicación. A obra premiada será publicada en todas as linguas oficiais peninsulares (galego, catalán, éuscaro, castelán e portugués) pola editorial Kalandraka no mes de novembro do ano 2020 e, para tal efecto, asinaranse os respectivos contratos de edición. Así mesmo, a editorial terá prioridade de publicación daqueles traballos que teñan recibido mención especial do xurado. Este dereito terá vixencia durante un ano, despois do cal o/s autor/es poderán dispoñer libremente das súas obras.
12. O/A autor/a (ou autores/as) cederá os dereitos da primeira edición, segundo debe constar no contrato que asinará coa editorial Kalandraka.
13. O/A autor/ra (ou autores/as) comprométese a entregar a obra rematada antes do 3 de setembro do 2020.
14. O/s autor/es correrá/n con todos os gastos de envío das obras a destino. Os organizadores non se fan responsables das posibles perdas ou deterioracións dos orixinais, nin dos atrasos ou calquera outra circunstancia imputable a terceiros que poida afectar á chegada das obras ao concurso.
15. Os/as autores/as poderán solicitar a devolución dos orixinais non seleccionados. Terán que comunicalo por escrito no seguinte enderezo de correo electrónico premiocompostela@kalandraka.com durante o prazo dun mes dende a decisión do xurado, e asumirán os custes de envío. Para este efecto, facilitaráselles ás persoas interesadas un número de conta onde facer os ingresos correspondentes para o pagamento dos portes. Transcorrido ese tempo, as obras non reclamadas serán destruídas.
16. Os organizadores non se comprometen a manter correspondencia postal nin telefónica sobre os orixinais non premiados, nin sobre a interpretación e aplicación deste regulamento.
17. Se nestas bases quedase algunha cuestión sen precisar será establecida polo xurado ou, se é o caso, pola organización do certame. A participación neste certame implica o coñecemento e a aceptación íntegra destas bases.”

O festival “Alguén que respira!” transfórmase en “Poesía contra coronavirus”

Desde Nós Diario:
“O festival “Alguén que respira!”, unha referencia na axenda dos encontros poéticos peninsulares, ía ter lugar do 18 ao 21 de marzo, que é cando se celebra o Día Mundial da Poesía. Agora, nesas mesmas datas, a web manterá unha programación permanente baixo o lema “Poesía contra coronavirus”.
O festival, desta maneira, trasládase do Teatro Principal de Compostela a internet e en aberto para que toda a poboación poida acceder a el. Consistirá na publicación dunha serie de audios coa lectura de poemas por parte das persoas presentes no programa.
Nel figuran, entre outras, Mercedes Peón, Manolo Rivas, Antonio Barahona, Pablo Fidalgo, Chus Pato, Celso Fernández Sanmartín, Lupita Hard, Lara López, Pau Vadell, Beatriz Chivite ou Miguel Azguime. O equipo artístico e técnico do Respira!, así como os seus organizadores, explican nun comunicado que agardan que esta crise sanitaria “sexa atallada da maneira rápida” e lamentan “a dramática situación de angustia que viven os miles de afectados e a sociedade en xeral”.”