Compostela: Romaría dos Libros de Verán 2016

O Romaría dos Libros de Verán 2016domingo 24 e luns 25, na Praza de Mazarelos de Santiago de Compostela, terá lugar a Romaría dos Libros de Verán 2016, con horarios para o domingo 24 (de 13:00 a 21:00 h.) e o luns 25 (de 11:00 a 21:00 horas), cos seguintes actos destacados:

Domingo 24
18:00 h. Café/caña con autoras: Séchu Sende. Máximo 5 persoas, previa inscrición no mail romariadoslibros@gmail.com.
19:00 h. Trivial Literario dinamizado por Andrea Barreira. Premio dun lote de libros.
20:00 h. Café/caña con autoras: Carlos Quiroga. Máximo 5 persoas, previa inscrición no mail romariadoslibros@gmail.com.

Luns 25
– Todo o día: A Sega. Plataforma de Crítica literaria feminista: Preparando o III Día das Galegas nas Letras, dedicado a María Xosé Queizán.
16:00 h. Café/caña con autoras: María Lado. Máximo 5 persoas, previa inscrición no mail romariadoslibros@gmail.com.
17:00 h. Conto por Conto. Intercambio de contos infantís. Coordina: Compostela Miúda.
18:00 h. Café/caña con autoras: María Reimóndez. Máximo 5 persoas, previa inscrición no mail romariadoslibros@gmail.com.
20:20 h. Presentación do libro Literatura galega e pornografía, de Xulio Pardo de Neyra, editado por Edicións Positivas.

Ferrol: lanzamento de A imagem de Portugal na Galiza, de Carlos Quiroga

ACarlos Quiroga sexta feira 10 de xuño, ás 19:30 horas, na Fundaçom Artábria (Travessa de Batalhons, 7), en Esteiro, Ferrol, terá lugar o lanzamento de A imagem de Portugal na Galiza, de Carlos Quiroga, publicado por Através.

Ponteareas: I Encontro Cultores e Cantares da Língua Galega e Portuguesa

DesdeInstituto Galego de Estudos Internacionais e de Paz o Portal Galego da Língua:
O Encontro Cultores e Cantares da Língua Galega e Portuguesa está organizado polo Instituto Galego de Estudos Internacionais e da Paz, cos seguintes actos destacados:

Sexta-feira, 3 Local Salón Nobre do Concello.
19:30 h. IGESIP – “Uma visão Lusófona e Internacional dentro da Paz”. Orador: Artur Alonso (Presidente IGESIP – Instituto Galego de Estudos Internacionais e da Paz).  Leitura do Texto: “ Da alethopoiésis de Rosalía de Castro”, da Dra. Lúcia Helena Alves de Sá – Presidenta da Casa Agostinho da Silva (Brasilia – Brasil).
20:00 h. Concerto musical de Isabel Rei.
20:30 h. Presentación de A imagem de Portugal na Galiza, de Carlos Quiroga, publicado por Através.
21:15 h. Recitado Poético – Círculo aberto. Local Café Onde Sempre. Participan, entre outras e outros, as poetas: Isabel Blanco, Rosanegra, Cruz Martinez, Manuel Blanco Rivas, Alexandre Insua, Artur Alonso. Guitarra: Andrés Fernández Rodríguez.

Sábado 4 Junho. Salón Nobre do Concello.
18:30 h. Guerra da Cal – Primeira Ponte Literária. Palestra de Joel R. Gômez: “Ernesto Guerra Da Cal, de refugiado político em Nova Iorque a internacionalizador das culturas galega e portuguesa”.
19:00 h. Rosalia de Castro – mulher universal dentro da literatura galego-portuguesa. Palestra da poeta Iolanda Aldrei: “O bem comum em Rosalia de Castro.”
19:30 h. Conversa Literaria, coas escritoras Concha Rousia e Iolanda Aldrei.
21:30 h. Concerto. Local Auditorio Reveriano Soutullo. Grupo de Fados Os Teimosos.

Carlos Quiroga: “Portugal foi um signo potente no imaginário galeguista, talvez fundamento até da própria natureza dele. Mas temo que hoje, se ocupa algum lugar –no que seja possível chamar de galeguismo atual– é apenas retórico ou residual, zero”

Entrevista Carlos Quirogaa Carlos Quiroga no Portal Galego da Língua, sobre A imagem de Portugal na Galiza:
“(…) – Portal Galego da Língua (PGL): Contudo, é inegável que, polo menos para certa parte da população, Portugal tem significado um fetiche de cultura e custódio da língua. Poderíamos falar de termos pecado de certo sebastianismo?
– Carlos Quiroga (CQ): Certo. Os ‘Iagos’ da peça, a outra ponta da polaridade, é a minoria que gosta de «portuguesadas» e para quem Portugal tem sido uma espécie de Paraíso perdido. Parte da consciência da Galiza, pequena, teima em reverter as consequências de circunstâncias históricas concretas que a separaram de Portugal. Uma minoria que tem achado nessa ligação um ponto de apoio fundamental para construirmos a nossa identidade. E aí ativa-se realmente e de novo, mas à inversa, a mesma chave: Portugal recorda para essa minoria a ancestralidade das marcas em que está interessada, e talvez tenha esperado de Portugal cumplicidade, entendimento, olhar redentor. Mas obviamente o estado lusitano está noutra, esquecediço de um passado histórico e ciente dos seus problemas atuais –que qualquer iniciativa de proximidade da sua parte à Galiza, fora do quadro euro-regional, só poderia incrementar! (…)
– PGL: Dadas estas relações, que lugar ocupa hoje Portugal no imaginário galeguista?
– CQ: Portugal foi um signo potente no imaginário galeguista, talvez fundamento até da própria natureza dele. Mas temo que hoje, se ocupa algum lugar –no que seja possível chamar de galeguismo atual– é apenas retórico ou residual, zero.
– PGL: Neste sentido, o galeguismo histórico, antes do regime franquista, tinha com Portugal as mesmas relações que apresenta agora?
– CQ: Um século atrás, como já apontaram bastantes trabalhos sobre o assunto e se resume na epígrafe “Portugal redentor na lusofilia de princípios de século”, o galeguismo incipiente entusiasmou-se com Portugal. É o tempo das «Irmandades da fala» (1916), de Nós (1920), do «Seminário de Estudos Galegos» (1923), é a altura de Risco, Viqueira, Vilar Ponte, Pedrayo. O movimento procede de finais do século XIX e podem-se discutir intensidades, mas todos os estudos coincidem em que nunca como neste momento se tinha feito um esforço deste tamanho. As duas primeiras gerações de intelectuais galegos do século XX voltam os olhos para Portugal encarado em prolongamento fraterno. Nesta altura histórica existe ademais reciprocidade, por coincidir e sintonizar com a geração portuguesa organizada à volta da A Águia, que acaba por gerar o movimento Renascença Portuguesa de grande amplitude. A correspondência intensa entre Teixeira de Pascoaes e Risco, as visitas, o saudosismo, representam não só afinidades individuais, pois a proliferação de declarações públicas a favor da aproximação e conhecimento das duas culturas, a organização de eventos conjuntos, as homenagens cruzadas a personalidades galegas e portuguesas, os atos de confraternização, o estabelecimento de intercâmbios e acolhimento de intelectuais como membros de número em instituições de um e outro lado, ilustram o início de uma aventura de entendimento coletivo inédito entre os dois povos. Jornais e revistas portuguesas recebem colaboração galega e o mesmo acontece nas publicações deste lado. Enfim, uma época seguramente irrepetível. (…)”