Artigo de
Susana Sánchez Arins para A Sega:
“O livro da diagnose. As mestras que não acabais de saber que é a poesia ou como trabalhá-la, ou se tem utilidade na escola ou cumpre os estándares de avaliação e os níveis competenciais, encontrareis na Poesía Hexágono uma doutora dessas que cantam as verdades do barqueiro, e que vos dirá aquilo que não fazeis bem: que poesia vai aprender outrem quem nunca lê poesia… E como boa doutora prescreverá como tratamento umas pílulas de pensamento poético maravilhosas: se não queres ser como elas, lê.
O livro das cartografias. Não sabes onde é que está a poesia. Ignoras os seus hábitos alimentícios ou os covis em que hiberna. Este é o teu livro: contém um cento de taxonômicas descrições e concretas categorizações, todas elas contraditórias, daquilo que é o feito poético. Para que escolhas a que prefiras (ou todas) e podas descobrir a poesia que habita na tua volta, no teu corpo, na tua janela. Em todos os mapas.
O livro das receitas. Para as mestras que sempre acabais com um sim sim, tudo mui bom, mas diz-me algo exato e particular que eu poda aplicar na sala de aulas. Sim, se és dessas mestras fartas de discursos riquinhos sem propostas concretas, desses brindes ao sol que não valem para dias anuviados, neste livrinho encontrarás receitas singelas, das que precisam de poucos ingredientes e nada exóticos, para fazer chegar a poesia e a reflexão poética ao alunado (e às mestras também). Como essa de Carlos Negro com um paráguas preto e um outro de cores. Passeia os corredores do centro com eles e pensa a diferença. Queres receitas? Tem receitas! (…)
O livro que não é para mestras. Porque nos serve a todas. Às que imos pola vida de peotas, as que não ledes poesia mas quereis, às que fazeis cinema e música e grafittis, às que quereis escrever mas onde, como, às que tendes que estudar poetas e para que, as que não conseguis curar-vos a curiosidade, as que acreditais sentir-vos no mundo errado. E às mestras. Copulativamente.”
Andrea Maceiras: “A literatura xuvenil está en auxe hoxe máis que nunca”
Ourense: presentación de O ouro de Ourense, de Bieito Iglesias
Alberto Fortes: “A miña tradición literaria comeza co mar”
O Carballiño: conferencia “De Xendive a China pasando por Palestina”, por Moncho Iglesias
Bases do Concurso de Poesia da A. C. O Facho 2016
A
Agrupaçom Cultural O FACHO convoca o Concurso de Poesia 2016, que se regerá polas seguintes bases:
1º) Ao prémio de poesia d’O Facho poderám concorrer qualquer pessoa até os 35 anos de idade e sempre que nom tenha publicado nengum livro individual de poesia e a obra seja inédita e nom ter sido premiada com anterioridade em qualquer outro concurso ou certame.
A obra presentada deve estar escrita em língua galega em qualquer das três normas ortográficas (AGAL, PADROM, RAG) e com um máximo de umha obra por autor. É responsabilidade do júri do prémio determinar se algum dos trabalhos apresentados possui ou nom as características para ser considerado “livro”. Porém, recomenda-se que tenham umha extensom mínima de 300 versos.
2º) Os originais para o Concurso enviaram-se por triplicado devidamente encadernados, em formato DIN A4, a dobre espaço e mecanografados por umha soa cara ao Apartado de correos, 1320; ou também à Caixa de Correios n.º 46, Oficina Principal d’A Crunha. Apresentaram-se sob um lema, que figurará na portada dos textos enviados, e viram acompanhados de um envelope fechado que contenha no exterior o lema da obra e, no interior, o nome, apelidos e telefone do autor ou autora.
3º) Estabelece-se como prémio único a ediçom da obra premiada. O Facho fará a entrega ao/à autor/a de 100 exemplares.
4º) O prazo de admissom de originais finda o dia 15 de Abril do 2016 às doce da noite. O falho do prémio fará-se público no mês de Maio.
5º) Os ganhadores serám elegidos por um júri nomeado pola Agrupaçom Cultural O FACHO. O mesmo estará composto por pessoas de reconhecido prestigio no âmbito da escrita literária, da ediçom ou da crítica.
6º) O júri poderá declarar deserto o prémio do concurso e resolvera aquelas situaçons que se pressentem e que nom esteiam contempladas nestas bases, assim como as duvidas que podam existir na sua interpretaçom. Assim mesmo, o júri escolherá de entre os trabalhos apresentados um único libro. Ademais, poderá deixar constáncia na acta outros títulos considere merecedores de ser publicados, nom significando isto nengum compromisso por parte d’O Facho. Nom se fará referencia na acta ao nome dos autores ou autoras dos livros mencionados.
7º) O Facho disporia do prazo de um ano para editar o livro. Transcorrido esse tempo, o autor ou autora poderá dispor da obra com a única condiçom de que deverá deixar constáncia do galardom em sucessivas ediçons do livro.
8º) A participaçom neste Certame implica assumir as bases do mesmo.
9º) Os originais nom premiados poderám ser retirados, no prazo de 30 dias, no local de O Facho, prévio correio dirigido ao endereço postal da Agrupaçom. No caso de que o autor o autora nom resida na Corunha poderá solicitar que lhe sejam enviados por correio postal.
10º) Esta convocatória entrará em vigor ao dia seguinte da sua publicaçom nos médios.
Agrupaçom Cultural O Facho”
Vigo: charla China. Unha visión persoal, por Moncho Iglesias
O
sábado 30 de xaneiro, ás 19:00 horas, no Patio De Guixar (Rúa Xulián Estévez, 56), en Vigo, Moncho Iglesias dará unha charla sobre China. Unha visión persoal, onde, aproveitando o novo ano chinés, falará sobre Chongqing, cidade de pementas e lendas.
A Coruña: presentación de Elas, de Aurora Marco
Antonio Tizón: “Escribir sérveme como terapia”
Marcos Calveiro: “A novela reivindica a figura de Fontán e o papel da ciencia”
Entrevista
a Marcos Calveiro en La Voz de Galicia:
“(…) – La Voz de Galicia (LVG): O traballo de documentación [Fontán] foi esencial…
– Marcos Calveiro (MC): Hai unha gran parte de documentación histórica, sobre o tempo que viviu el, porque percorre un século extraordinario en Galicia, como é o XIX, a loita contra os franceses, a represión liberal, a loita do absolutismo contra a modernización do país… Pero tamén hai moito de ficción na novela, porque toda a parte da súa infancia e da súa adolescencia saíu da miña cabeza… (…)
– LVG: ¿É un xeito de reivindicar a figura de Domingo Fontán?
– MC: Si, porque está esquecido. Todo o mundo se lembra que no Panteón de Galegos Ilustres están Rosalía e Castelao, pero alí tamén está Fontán. É o único científico que está o lado de literatos. Si que moita parte da cultura galega, durante moito tempo, tivo o mapa de Fontán como un elemento totémico, pero hoxe é un personaxe esquecido. A novela é para reivindicar a súa figura histórica e o papel da ciencia non só del, senón outros compañeiros científicos del e mestres del no século XIX.
– LVG: Escribe tamén novela infantil e xuvenil, ¿cambia moito?
– MC: O rexistro infantil si que é diferente, pero o xuvenil, non fago ningunha distinción. A primeira idea da novela era un retrato da infancia de Fontán e da súa adolescencia. O que me chamaba a atención era onde nace a vocación científica dun rapaz dunha pequena parroquia de Portas. Logo tanto me marabillou a personaxe e a súa idade adulta que tiven que meter todo. Cando me poño a escribir unha novela tampouco teño moita idea se vai ser para o público infantil, xuvenil ou adolescente. Decídoo o remate da mesma dependendo da extensión e a complexidade. Esta novela pódea ler un adolescente sen problema. É unha pequena aventura científica e un anaco da historia do noso país. (…)”






