O Escritor na súa Terra: Vítor Vaqueiro. Santiago de Compostela, 2020

O Escritor na súa Terra: Vítor Vaqueiro. Santiago de Compostela, 2020

Esta actividade conta co apoio do Concello de Santiago de Compostela, CEDRO, Xunta de Galicia e Deputación da Coruña.

A Homenaxe O/A Escritor/a na súa Terra, impulsada pola Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG), chega este ano á súa XXVI edición recaendo, por decisión unánime da súa Asemblea de Socios e Socias, na figura de Vítor Vaqueiro, que será homenaxeado en Santiago de Compostela.
Esta iniciativa anual conforma xa unha tradición na traxectoria da Asociación, e tense constituído ao longo de máis de dúas décadas como unha celebración na que a terra de acollida do/a homenaxeado/a ten unha presenza fundamental. É vontade da AELG honrar escritores/as procurando o contacto directo co autor/a e a súa implicación persoal na xornada de homenaxe.
Unha celebración múltiple e popular en que se vén recoñecendo a entidade literaria de insignes figuras das nosas letras, a través dunha serie de eventos como a entrega do galardón Letra E de escritor (unha peza escultórica de Soledad Penalta), a plantación dunha árbore simbólica (un carballo elixido polo propio autor) e a colocación dun monólito conmemorativo.

PROGRAMA DE ACTOS

SÁBADO 19 DE SETEMBRO

11:30 Parque de Galeras (Santiago)
Descubrimento do Monólito conmemorativo e plantación do carballo (árbore simbólico do escritor).

Acto de entrega da “Letra E”
– Lectura da acta de concesión, Anna R. Figueiredo, vicepresidenta da AELG en funcións.
– Intervención do presidente da AELG, Cesáreo Sánchez Iglesias.
Xabier Paz: Laudatio.
– Entrega da peza escultórica da artista Soledad Penalta.
– Intervención do homenaxeado: Resposta á laudatio por parte de Vítor Vaqueiro.
– Intervención do Alcalde de Santiago de Compostela, ou persoa en quen delegue.

Pode descargarse o programa completo aquí.

Para adaptarse da mellor maneira posíbel á excepcional situación sanitaria que estamos vivindo, os dous actos terán lugar finalmente no mesmo espazo, o Parque de Galeras, correctamente acondicionado para este evento.

Pregamos a aquelas persoas que vaian asistir que nolo comuniquen no correo oficina@aelg.org antes do 18 de setembro, indicando o seu nome, apelidos e teléfono, de acordo coa normativa sanitaria vixente para este tipo de eventos.

Neste 2020, o xantar de confraternidade suspéndese pola situación sanitaria xerada pola Covid-19.

No desenvolvemento desta actividade aplicaranse os protocolos sanitarios vixentes en cada momento.

Vítor Vaqueiro: “A normativa oficial do galego é um dispositivo de espanholização”

Entrevista a Vítor Vaqueiro en Nós Diario:
“Vítor Vaqueiro recebe amanhã a Letra E, de escritor, que outorga a AELG (Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega). É esta uma homenagem na sua terra, Santiago de Compostela, na vigésima sexta edição dum ato que converte o autor em membro de honra da entidade.
Vítor Vaqueiro recebe com “alegria e agradecimento” a Letra E da AELG (Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega). Também o assalta uma certa sensação de volta ao passado. “Eu devo ser agora dos primeiros números, porque quando se fundou eu tinha o 25 e muitas das pessoas que me precederam já não estão”, diz.
– Nós Diario (ND): Embora estudar química e exercer como professor de matemáticas, decidiu dedicar-se à fotografia. Que o atraiu da imagem?
– Vítor Vaqueiro (VV): Foi uma série de fatores, alguns casuais. Caiu nas minhas mãos um livro de Susan Sontag sobre o tema e logo outro de Barthes, A câmara clara. Dalguma maneira, abriu-me um horizonte diferente. Recebi um encargo fotográfico duma modista, Maria Moreira, e comecei a trabalhar em moda.
Não me interessava esse mundo, mas si o feito fotográfico. Tirava imagens e, sobre tudo, lia. Fez uma exposição em 1983 e, anos depois, vim para a facultade de Santiago a fazer a tesse.
– ND: Também foi professor de matérias associadas à fotografia em Ciências da Comunicação. Acha que numa sociedade como a atual, com um peso tão grande da imagem, se lhe outorga o suficiente espaço no estudo?
– VV: Eu acho que há algo de verdade incompreensível, quer no nosso país quer no Estado espanhol, numa sociedade, como ti acabas de apontar, absolutamente atravessada pela imagem. Hoje todo o mundo já e fotógrafo, porque todos temos um telemóvel. Neste contexto, parece-me extraordinário que não exista a possibilidade de estudar fotografia, já não digo em lugares como Alemanha ou Reino Unido, onde existe a própria carreira. Estou a falar desse centro no que, se não me falhar a memória, eu fui o último professor da matéria que houve no departamento de Comunicação.
Uma pessoa pode rematar os estudos sem saber quem é Cindy Sherman ou Andreas Gursky. E alunado que rematou o grau não tinha possibilidade de continuar a formar-se no país, tinha que ir embora, a Catalunya, por exemplo. É incrível, passa o tempo e não avança. Um projeto como o Centro Galego de Fotografia, de Vigo, foi totalmente desprezado e hoje está ocupado por dependências administrativas.
– ND: Do confinamento saiu o livro Tres poetas en estado de alarma, junto a Carlos Negro e Xosé María Álvarez Cáccamo, no que você escreve “Quarentena”, uma lúcida reflexão que parte do concreto para analisar aspectos muito mais profundos da sociedade. Como nascem os poemas desta série?
– VV: Como dizia Beckett, “escrevo porque provavelmente não sirvo para outra coisa”, ainda que no meu caso diria também para cozinhar, que com humildade após 50 anos acho que o faço bem. Se uma pessoa com essas características não puder sair da casa, é lógico que escreva.
E vês diariamente uma série de questões que levam a pensar, como por uma parte se aplaude pontualmente ao pessoal sanitário enquanto há um enorme ataque ao sector. Aliás, todo isto era previsível no senso de que há uma constante agressão à natureza, vimos como doenças passam aos animais, já de velho, como a Sida.
– ND: Nesses momentos limite aparece a necessidade de deitar fora certos pensamentos, imagino.
– VV: Claro, por exemplo, quando vim essas conferências diárias de sanidade, nas que as responsáveis compareciam com três militares detrás. Lembrou-me a esse 11 de setembro de 1973, ao golpe de Estado de Chile. Perguntaste onde estás a viver, por que precisamos a presença das forças armadas. A quarentena serviu-nos, ou devia servir, para conectar a situação presente com outras do passado.
– ND: Outro dos seus interesses é a mitologia galega. Por que acha importante a reivindicação ou dignificação destes temas, que em último termo outorgam um valor negado à cultura popular?
– VV: Acostumo dizer que lhe devo tudo ao país. Acho que há duas ou três coisas de natureza universal que me movem, como a justiça, a igualdade ou a dignidade. E depois está o meu país, a sua língua ameaçada, a cultura e o território, as suas gentes. Nesse senso, a mitologia significa reivindicar o nosso.
Há coisas incríveis, como uma mulher que tem um filho sem relação sexual previa, que nos parecem o mais normal do mundo. Mas quando nos falam da Santa Companha, dizemos que é uma parvada. Essa cultura não é uma tontaria, as lendas explicam o mundo. E a diferença entre uma religião e uma mitologia é a mesma que existe entre um idioma e um dialeto, normalmente um idioma que não tem poder social.
– ND: Falando dessa situação linguística, em 2013, num artigo publicado em Sermos Galiza, manifesta a sua decisão de adotar o padrão reintegracionista. Pode lembrar-nos quais são as causas?
– VV: Eu verdadeiramente sempre fui reintegracionista. Publiquei nos anos 80 no acordo de mínimos, que era a normativa que pode ser hoje da Academia, com mais léxico e a acentuação e o traço português. Depois abandono isso como moita gente e escrevo dentro dos máximos que permitia a norma oficial, coa introdução de muito léxico que não considero português. Houve um momento em que me resulta muito difícil seguir enganando-me a mim próprio.
Um dia presento um texto e desde a editora faz-me por volta de 300 correções. Como sou de ciências e gosto de botar contas, vejo que em 86% mudam a palavra galega por outra espanhola. Isto é um dispositivo de espanholização.
— ND: Em Da identidade à norma já definia o fundamentalmente político e não filológico dessa opção.
– VV: Claro. Um linguista muito reconhecido, Miquel Siguán, admite que uma norma se decide por motivos extralinguísticos. É algo convencional. Não sei por que se escolhe uma fórmula como “man” fronte a “mão” quando a segunda é absolutamente maioritária.
Há uma tendência a pôr barreiras artificiais ao achegamento ao português. Eu non falo como uma pessoa de Valença do Minho ou de Coimbra. Há que reivindicar o léxico galego, e depois todo aquilo que exista já em português não temos por que o inventar. Sei que isto traz umas consequências tremendas, porque a editorial na que esteve durante 45 anos nega-me que possa publicar.
Até há uma sentença do Tribunal Superior de Justiça da Galiza dos anos 90 que diz que ninguém pode ser descriminado pela sua forma de escrever, um pleito da universidade de Vigo coa Xunta, que impugna os estatutos desta nos que se admite qualquer grafia. Editoras, prémios, concursos… seguem a ignorar isso.
– ND: Acha que o movimento reintegracionista está a experimentar um pulo nos últimos anos?
– VV: Sim, mas quero matizar que o amor pelo teu país é independente do número de pessoas. Se não defendermos isto, que porvir lhe aguarda, por exemplo, ao euskera? Mas a quantidade no prestígio influi muito. A outra variedade do galego que se fala no Brasil, Angola ou Moçambique chega a 50 milhões de pessoas, para alguns é a quinta língua do mundo.
Ainda que não gostemos do argumento, o número conta decisivamente. Dito isto, se fossemos poucos habitantes, devíamos defende-lo igual, mais tendo esta oportunidade, desperdiçá-la… Durante 200 ou 300 anos galego e português foram o mesmo idioma, e dalguma maneira o galego é pai do português.
Há tempo, dizia-me um catalão: “Estão totalmente tolos”. Já vês o pragmatismo, se el tivesse uma língua que cumas poucas mudanças se convertesse na quinta ou sexta mais falada, o acordo faz-se em quatro horas. Há que lançar-se! Tudo isto num contexto no que um editor de primeira magnitude me disse: “estamos num lio do que há que sair”. E mesmo uma pessoa da Académia [não diz quem] admite: “Eu penso que o reintegracionismo tem razão”. Vê-o tudo o mundo, mas parece que resulta difícil ceder.”

Iniciados os traballos do monólito da Homenaxe O Escritor na súa Terra – Letra E 2020

No obradoiro de Cantería Torres, con Gumersindo Porca Deive, proseguen os traballos de elaboración do monólito da Homenaxe O Escritor na súa Terra-Letra E, dedicada neste 2020 a Vítor Vaqueiro, nun acto que terá lugar o 19 de setembro en Santiago de Compostela.

Vítor Vaqueiro recibirá a Homenaxe O Escritor na súa Terra – Letra E 2020

Neste 2020 Vítor Vaqueiro recibirá a Homenaxe O Escritor na súa Terra-Letra E, que chega, así, á súa XXVI edición. O acto terá lugar o 19 de setembro en Santiago de Compostela.

Este é o galardón Letra E de escritor/a, peza escultórica obra de Soledad Penalta.

Crónica fotográfica do Día de Rosalía de Castro en Vigo 2020

Este é o resumo fotográfico do acto do Día de Rosalía de Castro 2020 en Vigo, que tivo lugar o 24 de febreiro, organizada xunto á Asociación Cultural O Castro. A crónica fotográfica completa pode verse aquí.

A AELG celebrou este sábado a súa asemblea xeral

A Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG) celebrou na mañá de hoxe sábado a súa Asemblea Xeral de socios/as.

Acordouse que Vítor Vaqueiro sexa o próximo “Escritor na súa Terra – Letra E” e, por tanto, quen reciba unha homenaxe que este ano chega á súa vixésimo sexta edición; será no mes de xuño no Concello de Santiago de Compostela.

A Asemblea xeral da  Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega ratificou Mariasun Landa como Escritora Galega Universal 2020, desde o profundo respecto e afecto á súa persoa e a valoración da altísima calidade literaria da súa obra, así como por ter defendido e defender a lingua, a cultura e a dignidade nacional de Euskadi.

O Premio será entregado o día 9 de maio de 2020, no marco da V Gala do Libro Galego, que terá lugar no Teatro Principal de Santiago de Compostela.
Nas anteriores edicións, recibiron este nomeamento as escritoras e escritores Mahmud Darwix, Pepetela, Nancy Morejón, Elena Poniatowska, Juan Gelman, Antonio Gamoneda, José Luis Sampedro, Lídia Jorge, Bernardo Atxaga, Luiz Ruffato, Pere Gimferrer, Hélia Correia, Isabel-Clara Simó e María Teresa Horta.

Aprobouse o programa de actividades para o ano, que inclúe como a celebración do vindeiro Día de Rosalía de Castro, así como as previstas para a conmemoración do 40 aniversario da AELG.

A Sección de Literatura de Tradición Oral da AELG, previa deliberación do Grupo de Traballo composto por Ana Acuña, Félix Castro Vicente, Carme Pernas Bermúdez, Calros Solla, Xurxo Souto, X. Manuel Varela, Lois Pérez e Antonio Reigosa, propuxo ao Consello Directivo da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega) para someter á consideración da Asemblea Xeral recoñecer como Mestras e Mestre da Memoria 2020 respectivamente a  Batuko Tabanka e a Emilio Españadero. A Asemblea aprobou as propostas, e a entrega destas distincións terá lugar na V Gala dos Premios Mestras e Mestres da Memoria a celebrar en Lugo co apoio do Concello de Lugo no mes de maio.

Mestras da Memoria 2020: Batuko Tabanka
Grupo formado por 12 mulleres nacidas en Cabo Verde, residentes en Galicia, a maioría en Burela (Lugo).
O nome, Batuko Tabanka,  que se pode traducir como “Entroido de tambores”, tómano dun antigo ritmo tradicional de Cabo Verde. A batuka, en orixe, foi música de xente escrava, nacida canda a colonización portuguesa das illas de Cabo Verde no s. XVI. A música e o baile batuka son unha forma de comunicación dos que non podían facelo doutra maneira: batendo o peito, usando trapos mollados ou unha saca de coiro que colocan entre as pernas, como fan agora.
O grupo formouse a finais do s. XX en burela. En 2009 gravaron o seu primeiro disco “Djunta mô”(Xuntamos as mans) editado pola produtora PAI Música, para o que contaron coa colaboración de Uxía, Mercedes Peón, Xosé Manuel Budiño, Rodrigo Romaní e Fernando Abreu.
Na súa música revive a memoria das súas orixes que recuperaron entre nós, na teera á que se viron forzadas a migrar por necesidades económicas.
O seu proxecto, con máis de vinte anos de vida, serviulles para percorrer Galicia e outras partes da península e incluso varios países de Europa. Protagonizan documentais, participaron en numerosos festivais e programas de televisión. Incluso ofreceron concertos no seu propio país. A súa decisión provocou, ademais de conservar o seu rico folclore, difundilo polo mundo.

Mestre da Memoria 2020: Emilio Españadero Paz
Ex-compoñente do colectivo de música tradicional “O Son Da Terra” e da banda de gaitas “Os Rexumeiros”. Encargado entre os anos 1992 e 2001 do pub “A Cova Folk”. Membro da organización das “Noites Celtas” na Coruña. Membro do xurado en distintas edicións do Certame Runas do Festival Internacional do Mundo Celta de Ortigueira e do Concurso Internacional de Folk “Cuarto Los Valles” en Navelgas (Asturias). Autor durante varios anos da páxina “Feitizo De Sons” no suplemento dominical do xornal Galicia Hoxe. Director e presentador do programa radiofónico Lume Na Palleira desde 1992 ata a actualidade.
“Lume Na Palleira” nasceu no mes de setembro do ano 1992, da man de Emilio Españadero Paz, como unha proposta musical alternativa para as ondas radiofónicas, tratando de que a música folk e tradicional, tanto do noso país como de outros (principalmente os de influencia céltica), tivera presencia a traveso de ditas ondas. No ano 1996 “Lume Na Palleira” incorporouse a programación da Radio Galega.

O programa aposta por continuar con actividades de traxectoria xa asentada e de alcance social como son os paseos literarios ou os obradoiros da Escola de Escritoras e Escritores da AELG; tamén a organización ou coorganización de xornadas de formación dirixidas ao estudo das diferentes formas de crear literatura contemporánea desde os espazos de formación de novos formadores-as/educadores-as/mediadores-as da lectura. Tamén se reforza o proxecto coordinado pola Sección de Literatura Oral coa celebración dunha nova Gala dos Premios Mestres e Mestras da Memoria e a través da celebración de máis polafías e, no outono, dunha nova edición, a décimo terceira, da Xornada de Literatura de Tradición Oral, co lema “O humor na Literatura de Tradición Oral”.

Asemade, a visibilidade da escritora e do escritor a través da web continuará a ser un eixo central da actuación da entidade co enriquecemento do espazo común e mais de cada páxina individual con que cada Socia/o conta no Centro de Documentación da web da AELG.

Finalmente, a presidencia da AELG incidiu en que se tomarán as iniciativas que se consideren necesarias que emanan das conclusións do Parlamento de Escritoras-es que, co lema Identidade e dereitos civís desde a escrita, se celebrou en 2019.

Dado que neste 2020 a AELG fai 40 anos desde a súa fundación, a presidencia informou dos actos de conmemoración, que terán lugar no outono: celebrarase un acto aberto ao público no Teatro Principal da cidade de Pontevedra, durante o cal se proxectará un documental, que xa está en proceso de elaboración, no que se repasará a historia da entidade durante todos estes anos de traballo.

A presidencia expuxo á Asemblea as liñas de traballo que se están desenvolvendo nas cuestións de interese e importancia para as persoas asociadas que dependen de decisións a tomar no Parlamento e Goberno de España, entre as que se encontran a reforma das normas necesarias para establecer a compatibilidade entre a actividade de creación artística e o cobro da xubilación, a potenciación do labor do Instituto Cervantes no espallamento da cultura e lingua galegas, sobre todo no ámbito da lusofonía e, finalmente, o impulso do ensino da lingua galega no estado español.

Informou así mesmo de que se está traballando para asentar a recentemente creada conferencia de asociacións de escritoras e escritores como medio para conseguir obxectivos comúns en beneficio das respectivas bases asociativas, como por exemplo a redacción dun Código de boas prácticas para a elaboración de bases de premios literarios.

“Cando se publica o universo”

Desde Cultura Galega:
“Cúmprense vinte anos da edición por parte de Xerais dun libro de gran formato que supuxo un antes e un despois na visión que temos do imaxinario máxico de Galicia: o Diccionario dos seres míticos galegos, escrito por Xoán R. Cuba, Antonio Reigosa e Xosé Miranda. Vinte anos despois, os protagonistas desta historia reflexionan ao redor dos motivos de escribilo e, sobre todo, do seu impacto na cultura contemporánea do país.
“Foi a publicación dun universo, sobre todo dun universo compartido”, afirma Manuel Bragado, antigo editor de Xerais e responsable da editorial no momento da publicación do Diccionario de seres míticos galegos en 1999. “Serviu para chamar a atención sobre o verdadeiro valor e importancia da cultura popular”, complementa Antonio Reigosa, un dos tres autores, canda Xoán R. Cuba e Xosé Miranda, dunha estensa publicación construída como diccionario pero que, en realidade, é un “ensaio enciclopédico” que recompilaba de xeito exhaustivo aparecidos, trasnos, mouros, sereas, cabalos máxicos, nigromantes, urcos e toda a longa xenea de seres que habitan nos soños antigos do país.
Por incrible que pareza, ata finais da década dos 90 non existía ningunha compilación para o gran público dos mitos tradicionais e antigos do país. En 1998 a Editorial Galaxia publicara unha singular guía de viaxes, a exhaustiva Guía da Galiza Máxica de Vítor Vaqueiro, preludiando esta nova vaga de publicacións centradas no imaxinario tradicional. Ao ollar cara atrás, se cadra, habería que remontarse a proxectos como As lendas tradizonaes galegas (Porto, 1969), de Leandro Carré Alvarellos, para atoparmos cun proxecto similar.
Aínda que a tradición de recollida de lendas era habitual desde o século XIX, a maior parte das publicacións referíanse máis ben a mitos concretos, publicados en revistas antigas e, en gran medida, baixo o ronsel dos grandes etnógrafos da xeración Nós e outros intelectuais da Galicia do século XX. Un detalle chamativo que o explica todo: foi o ilustrador galegocubano Lázaro Enríquez, responsable do importante aparello gráfico do libro, quen tivo o desafío único: “era a primeira vez na historia da nosa cultura que se lle daba rostro a algúns dos seres”. Relatos mantidos durante xeracións e séculos que, a finais do século XX, pasaban por primeira vez dos textos eruditos e dos contos orais a un novo mundo.
A edición de Xerais nese ámbito retrotráese á edición traducida dunha fermosa colección titulada “World Mythologies Series”, de longa vida nos países angloparlantes (13 volumes entre finais dos 70 e principios dos 90) e dos que Xerais publicou en galego algúns moi coñecidos como Druídas, deuses e heroes da mitoloxía celta. “O noso soño era poder contar tamén cunha mitoloxía galega”, sinala Manuel Bragado, “e tamén tiñamos claro que queriamos facer un diccionario, porque outra das tradicións de Xerais era que os diccionarios foran máis alá da lexicografía, que tivese unha intención totalizadora”. Bragado inscribe a produción deste libro nun tempo moi especial da edición do país: “era unha época de entusiasmo. Todos queriamos cubrir espazos para gañar lectores para o galego”.
O libro tivo un éxito notable, ata o punto de que malia ser un “gran formato”, leva cinco edicións en galego desde 1999 e unha en castelán. E abriu liñas de publicación e coleccións na editorial. “A colección Cabalo Buligán comprende vinte volumes de contos da tradición oral para nenos”, e tamén publicamos tres volumes dos “Contos colorados. Narracións eróticas da tradición oral galega”. E, aínda que polas súas características, non se consideraba un libro para a difusión escolar, “resultou un superventas nas escolas”, afirma Manuel Bragado. “Eles publicaron un unvierso, e o fixeron dun xeito moi compartido, colectivo e aberto”, conclúe.
Os tres autores estaban vinculados ao grupo Chaira, centrado na recuperación da tradición oral galega, especialmente na provincia de Lugo. “Os tres autores eramos amigos e coincidiamos en moitos intereses literarios e culturais”, explica Antonio Reigosa. Xoán Cuba, Xosé Miranda e el mesmo decatáronse do inxente caudal de información oral que recollían que a penas era publicado. “Sobre todo no ámbito universitario non se producía practicamente nada sobre a mitoloxía popular”, destaca Reigosa.
Para levar a cabo a tarefa do Diccionario, os autores botaron man en primeiro lugar das vellas fontes, sobre todo do “grupo ourensán” da Xeración Nós. Traballo de hemeroteca, publicacións moi especializadas, pouco accesibles. A maiores, eles engadiron o numeroso traballo de campo que tiñan realizado ao longo da provincia de Lugo, e que era “inédito”. “Por exemplo, o loberno, unha personaxe típica dunha zona da Terra Chá, e moitos matices, sobre todo nos relacionados coa mitoloxía ao redor da morte”. Os autores ían coordinándose na redacción de entradas, na unificación do estilo pero tamén na interpretación dos símbolos que agochan os relatos da literatura popular.
O Diccionario dos seres míticos galegos influiu de maneira notable na cultura galega contemporánea. “Serviu para chamar a atención en certos ámbitos sobre o verdadeiro valor e importancia desta parte da cultura popular e para desmitificar a mitoloxía e facela accesible á xente normal”, explica Reigosa, “foron saíndo monografías, influiu nos traballos universitarios e tamén apareceu literatura infantil e xuvenil que se apoiou no Diccionario para crear personaxes. Non sei se influiu tanto na literatura para adultos”. Segundo Reigosa, o libro permitiu: “axudou a non vivir do externo, a non quedarnos só cos elfos ou cos gnomos, senón que permitiu saber que había uns seres idénticos ou semellantes cun nome noso pero cos mesmos cometidos simbólicos”.
Estes vinte anos foron decisivos para a tradición oral galega. “Hoxe non poderiamos contrastar o Diccionario en campo, sería imposible recoller este material, porque a xeración que nolo achegou xa desapareceu. Na década dos 90 aínda puidemos recoller a unhas xentes que non estaban “contaminadas” polo cine, a televisión ou a literatura”. Sen embargo, desde entón seguen a documentarse seres novos que enriquecen ese acervo. “Nos cocos, nos asustanenos, temos hoxe unha gran variedade de novos seres, que como son moi locais non se coñecían antes. E logo apareceron máis personaxes moi localizados en puntos xeográficos concretos, como a garbanceira”.
E, a maiores, Reigosa creou e xestiona o web Galicia Encantada, que conta con “materiais que non entraron no diccionario porque tampouco os coñeciamos” e que se constitúe hoxe por hoxe a principal referencia dixital para acceder ao imaxinario de seres e lendas do país. Ao xestionar a web, decatouse de que había unha nova vía de traballo de campo, que era a dixital: “a estratexia de animar á xente que te mande cousas funcionou moi ben. Volveu a valernos para recoller moito máis material”. O máis sorprendente ten que ver coas viravoltas da historia: “as grandes sorpresas viñeron incorporando material que chegou desde o mundo da emigración. Mantivéronse alí na terceira xeración, na que lembraban as historias contadas polo avó. E pode darse a paradoxa de que a aldea dese relato xa estea abandonada e coas casas caídas pero a historia orixinal dese lugar aínda estea viva en América”.
De todos os xeitos, o autor destaca como especialmente relevante que o libro sexa empregado polos pais como canle de transmisión da tradición oral galega aos seus fillos. Que sexa usado como ferramenta para dignificar a cultura popular. E tamén que abrira as portas para levar a cabo máis traballos por diferentes investigadores. Aínda que boa parte desa tradición oral esvaera co paso dos anos, o facho do universo mítico do país aínda segue prendido.”