“Obradoiro de Novela Cidade da Cultura”

Desde a Cidade da Cultura:
“Escribir é arte e tamén oficio. Require de vontade e de talento, pero tamén de ferramentas que poden ser aprendidas. Enfrontarse á páxina en branco –ou hoxe en día máis ben á pantalla– énchenos de preguntas: como creo personaxes interesantes? Desde que punto de vista conto a miña historia? Estou sendo artificioso nos diálogos? Aburrirei ao lector? Que fago coa novela cando estea rematada?
No Obradoiro de Novela da Cidade da Cultura aprenderás a dar resposta a todas estas cuestións da man de escritores e escritoras galegas de éxito e co apoio dunha axencia literaria profesional, Rolling Words, que brindará a súa experiencia no mundo da edición.
O obradoiro estrutúrase en dúas partes, unha teórica e outra práctica. A parte teórica consistirá en 9 clases maxistrais que terán lugar os venres entre o 1 de marzo e o 3 de maio de 17:00 a 19:30 horas na Biblioteca e Arquivo de Galicia. Cada unha porá o foco nun aspecto concreto da creación literaria e será impartida por autores e autoras especialistas no tema.
1. Introdución ao curso. Empezar unha novela.
[1 MARZO]
Imparte: Javier Peña.
2. O punto de vista narrativo
[8 MARZO]
Imparte: Manuel Gago.
3. Personaxes e diálogos
[15 MARZO]
Imparte: Antón Riveiro Coello.
4. O estilo
[22 MARZO]
Imparte: Arantza Portabales.
5. Estrutura e tempos da novela
[29 MARZO]
Imparte: Xabier Quiroga.
6. Os xéneros
[5 ABRIL]
Imparte: Miguel Anxo Fernández.
7. A corrección da novela
[12 ABRIL]
Imparte: Diego Giráldez.
8. O mundo editorial
[26 ABRIL]
Imparte: Lourdes Díaz.
9. O mercado do libro
[3 MAIO]
Imparte: Siscu Pérez.

Na parte práctica terás, por suposto, que escribir a túa novela, ou polo menos as primeiras 40 ou 50 páxinas. O día 7 de xuño volveremos xuntarnos para poñer en común e corrixir os traballos.
Durante todo o obradoiro terás acceso a titorías co profesorado e disporás dun correo electrónico no que consultar dúbidas ou ampliar coñecementos.
Ademais de adquirir as habilidades e recursos para levar adiante os teus propios proxectos literarios, participando no Obradoiro de Novela Cidade da Cultura acadarás contactos profesionais de calidade e, no caso de demostrar un talento literario sobresaínte, terás a oportunidade de ingresar na nómina de autores e autoras representados pola axencia Rolling Words.
A matrícula xa está aberta a través de ataquilla.com. Dálle forma ao teu talento literario da man de escritores e escritoras galegas de éxito na Cidade da Cultura!”

Crónica fotográfica da sesión final do Obradoiro de creación literaria, con Eva Mejuto: Escrita ilustrada

O Obradoiro de creación literaria, con Eva Mejuto: Escrita ilustrada foi unha iniciativa da Escola de Escritoras-es da AELG, coa colaboración do Pazo da Cultura e o patrocinio e colaboración do Concello de Pontevedra.

A derradeira sesión foi un fin de festa lúdico e literario, recitando contos e versos na Taberna do Jazz. Aquí deixamos algunhas das fotografías:

Susana Sánchez Arins: “Som ciente do lugar que ocupo e sei que não sou mainstream”

Entrevista de Mario Regueira a Susana Sánchez Arins en Sermos Galiza:
“(…) – Sermos Galiza (SG): Publicas [de]construçom no 2009 depois de ganhar com ele o Premio Nacional de Poesía Xosemaría Pérez Parallé. Como lembras aquele momento com a perspetiva duma década?
– Susana Sánchez Arins (SA): O Pérez Parallé para mim supôs poder publicar, eu que era inédita em todos os sentidos e nem sequer publicara em revistas. E foi muito importante poder começar assim, com um prémio prestigioso e numa editora da relevância de Espiral Maior. E é curioso porque desde aquela nunca mais precisei de recorrer a certames para poder publicar os meus livros, algo que para mim diz muito do próprio prémio e também do carinho que lhe tenho.
– SG: O facto de não publicares antes tem algo a ver com a norma ortográfica que escolheste para escrever?
– SA: Está relacionado, mas no meu caso também funcionou muito a auto-censura: “Não vou enviar nada porque da forma na que escrevo não o vão querer”. Também chegara a apresentar-me a outro certame antes com um outro livro transliterando o texto, mudando nh por ñ e assim. Não ganhei e fiquei tranquila por poder dizer: “Não é a norma, é que falta trabalhar os poemários, dar-lhes madurez”. O seguinte foi o livro com o que ganhei o Parallé e já o enviei com a atitude vital que mantenho hoje: “Vai na minha norma e se me querem que me queiram, e se não, eles o perdem”. Nesse sentido o Parallé quitou-me o medo, serviu-me para ver que se podia publicar, ainda que haja portas nas que nunca petei e sei que seguramente não se me abririam.
– SG: Como valoras a dia de hoje o estado da questão normativa do galego?
– SA: Penso que vamos polo bom caminho. Formo parte da AGAL, que agora aposta polo bi-normativismo, e ponho muitas vezes de exemplo a minha plaquette Carne da minha carne publicada há uns meses por Apiario. Tenho que dizer que com Apiario o tema da norma nem sequera veio à conversa, eu enviei assim e assim o publicaram. Outras editoras como Chan da Pólvora ou Laiovento também acolhem propostas assim e penso que só faltam as grandes casas editoriais galegas. E mesmo nestas há atitudes que mudaram nos últimos anos: como a parceria de Xerais com Através nos volumes Bolcheviques/Bolxeviques. Penso que esse é o caminho, pouco a pouco iram caindo os preconceitos, o panorama irá-se abrindo e também acabará por eliminar-se a regra da maior parte dos prémios literários que exige apresentar as obras em norma ILG-RAG. Bem podia ir mais rápido, mas acho que estamos nesse processo. E é certo que nos últimos dez anos avançamos muito. No 2009 foi notícia que [de]construçom estivesse em reintegrado, acho que era o primeiro livro do Pérez Parallé com o que acontecia e perguntavam por isso em todas as entrevistas. Porém, hoje já não é notícia que Carne da minha carne seja o primeiro livro que Apiario saca noutra norma, e isso é algo que me alegra. O caminho é que haja liberdade de escolha.
– SG: Nesse sentido, penso que tiveste uma experiência particular com o teu livro Seique.
– SA: Sim, é um livro que ultrapassou muito o âmbito do reintegracionismo e chegou a muitas pessoas, rompendo essa barreira do público restrito e militante. Fui com ele a clubes de leitura de adultos, de adolescentes, entrou em centros como leitura do alunado… tive muitos encontros sobre o livro. E o último que te perguntam as pessoas leitoras é por que há um lh no canto dum ll. De facto, houve quem me disse que, à hora de ler, tinha mais problemas com a escrita sem maiúsculas que com a norma ortográfica. Experiências que te fazem pensar na verdadeira dimensão da questão normativa.”