Arquivos da etiqueta: Através Editora
Braga: presentación de Sobre conflito linguístico e planificação cultural na Galiza contemporânea
Compostela: presentación de Tu contas e eu conto, de Susana Sánchez Arins
Compostela: presentación de Nem tudo é arte?, de Natalia Poncela
Compostela: presentación de Sobre conflito linguístico e planificação cultural na Galiza contemporânea, de Roberto Samartim e Elias J. Torres Feijó
Igor Lugris: “É reconfortante não fazer parte desse grupelho, ou facção, sem o qual a literatura correria o perigo de morrer”
Entrevista
de Montse Dopico a Igor Lugris en Praza:
“(…) – Praza (P): A literatura é um modo de “interpretar o mundo. Não acho que sirva para transformá-lo, mas sim para clarificá-lo, e isso pode ser a base para mudá-lo. Acho que a poesia não deve procurar a beleza, mas a verdade. Mas não tudo é compromisso. Também tem que ter uma parte atrativa, evocadora, que te anime a seguir”. Isto me comentavas numa entrevista feita há já anos, em 2008. Continuas a pensar o mesmo?
– Igor Lugris (L): Continuo a pensar o mesmo, e estou ainda mais convencido do que antes. A literatura não transforma o mundo: são as pessoas quem o fam. A prova é a quantidade enorme de todo o tipo de textos (manifestos, poemas, romances, obras de teatro, ensaios, reportagens…) que chamam a transformar o mundo e o fato de que o mundo ainda não foi transformado; ou não foi transformado para melhor.
É possível estabelecer um paralelismo com o que se passa com as redes sociais a dia de hoje: ser muito ativo nas redes sociais, publicando em Twitter, Facebook, Instagram ou qualquer outra rede, centos de comentários, textos, fotografias e memes de índole pretensamente revolucionária, não vão conseguir transformar o mundo. Com certeza, é necessário é útil fazer isso, faz parte das úteis atividades de agitação e propaganda, mas sabendo que sem o imprescindível trabalho prático, diário, real e não virtual, essa atividade não tem nenhum percorrido.
Com a literatura, e as artes em geral, ocorre o mesmo. São uteis, importantes e necessárias para a transformação social, mas sempre que fagam parte dum projeto maior, no que também esteja presente o ativismo. Cada quem, cada autora e autor, cada artista com vontade de comprometer-se e pôr a sua obra ao serviço do bem comum por um mundo melhor e mais justo, terá que procurar o seu caminho e decidir como percorrê-lo. Não há um único caminho, mas recorrer o caminho continua a ser preciso. E assumo ao dizer isto a minha incoerência, dado que atualmente não participo da vida ativa e militante de nenhuma organização social, sindical ou política. Se calhar também isso tem qualquer cousa a ver com o fato de praticamente não publicar nada desde há mais de dous anos, e que com toda probabilidade assim continue.
São muitos os livros de texto e estudos críticos que, ao falarem em literatura, falam em “autores imprescindíveis” (aliás, por regra geral, homens: escritoros homens). É reconfortante não fazer parte desse grupo, grupelho, ou facção, sem os quais a literatura (se calhar mesmo a literatura universal, seja isso o que for) correria o perigo de morrer, desaparecer ou ver-se terrivelmente emagrecida. Saber que não fago parte da categoria de autor@s imprescindíveis faz com que escrever, ou deixar de escrever, resulte mais fácil, agradável e reconfortante: as palavras ditas, ou a sua ausência, não vão modificar o curso do universo, a história do país ou a vida de ninguém. Ser prescindível é uma grande tranquilidade, acho.
Quanto à procura da beleza, é possível que com o passo do tempo tenha modificado parcialmente aquela ideia. A poesia deve procurar, também, a beleza. Mas entendo hoje (se calhar não há dez anos), que a beleza é muito mais que certo prazer estético que nos produz a contemplação, a leitura ou a audição de um fato artístico.
– P: O título e a estrutura de Curso de Linguística Geral (Através), o teu último livro editado em papel, joga -com muita ironia- com a referência à obra do mesmo título assinada por Ferdinand de Saussure. Por que decidiste criticar, questionar, o que são as grandes certezas, os grandes princípios da Linguística?
– IL: Acho que finalmente o poemario não questiona os princípios da Linguística, mas faz uma releitura dos mesmos, com um importante papel dos elementos lúdicos e transgressores, ruturistas e mesmo provocadores. A pretensão ao ir escrevendo os textos que conformam o livro não era tanto pôr em questão a Linguística como demostrar que era possível, inclusive necessário, reler alguns conceitos, algumas ideias, algumas supostas verdades científicas, para ver que havia (se havia qualquer cousa) mais alá delas.
Uma das ideias com as que mais tenho trabalhado é com a dessacralização de formas discursivas (científicas, mas também em ocasiões religiosas, e sem dúvida também as políticas) anquilosadas e rituais. A linguística, e desde logo um dos seus livros fundacionais, permitia-me amalgamar o texto literário com o metalinguístico e o científico para achegar uma visão diferente, irreverente ou provocadora, mas também amena e macia ao tempo que honesta e metódica. Finalmente, a ciência não é sempre assim tão científica. E esse espaço é o que me interessava: o lugar que está mais aló do limite da literatura, mas não é ciência, mais aló do ensaio sem ser ficção, mais aló da poesia sem ser um livro de texto.
Nos atos de apresentação do livro eu explicava que existe a teoria científica de que da realidade que nos rodeia, do conjunto de todo o universo e também do mundo no que vivemos e a galáxia na que vivemos, nem vemos nem conhecemos mais que um 20%, aproximadamente, e que o 80% restante é uma ainda ignorada matéria escura, da que desconhecemos –por resumir– absolutamente todo. (…)”
Compostela: presentación de Novas masculinidades, de Jorge García Marín
Confio-te o meu corpo (Afonso Becerra de Becerreá)
Tabela dos libros. Decembro de 2018
Desde o blogue Criticalia, de Armando Requeixo:
“Velaquí a última Tabela dos Libros do 2018, que ofrece a lista de títulos que Francisco Martínez Bouzas, Inma Otero Varela, Mario Regueira, Montse Pena Presas e eu estimamos como os máis recomendables entre os publicados nas últimas semanas. ¡Boas lecturas e felices festas!”
Nota bene: Os máis recomendados obtivéronse a partir da suma dos votos de cada crític@ aplicando o seguinte baremo: 1º posto = 5 puntos, 2º posto = 4 puntos, 3º posto = 3 puntos e así sucesivamente.
Culturgal 2018, Pontevedra: actividades literarias destacadas do domingo 2 de decembro
Do
30 de novembro ao 2 de decembro, no Pazo da Cultura de Pontevedra, terá lugar o Culturgal 2018.
As actividades literarias destacadas do programa para o domingo 2 de decembro son:
– 11:00 h. Espazo Libro. Presentacion de As Pessoas do Drama, con Helder Gomes Cancela, vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores/Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas. Camões – Centro Cultural Português em Vigo.
– 11:30 h. Espazo Foro. Mesa redonda: «A conveniencia das coleccións de literatura infantil con perspectiva de xénero» e presentación das obras gañadoras do I Premio Fina Casalderrey de literatura infantil pola igualdade. Baía Edicións. Con Ana Luísa Bouza e Montse Pena Presas, representando o xurado, as autoras gañadoras Antía Yáñez con A reconquista e Sabela Losada con Vermella, así como Belén López Vázquez como editora convocante.
– 12:00 h. Espazo Foro. Presentación do libro-disco A comuna del Barruzo. aCentral Folque. Presentan: Ugia Pedreira, voz, pandeireta, Abel Pérez, acordeón, Pierrot Rougier, frauta, cordofones.
– 12:00 h. Auditorio Pazo da Cultura. Concerto de Oviravai: Paio e o poder da música. Editorial Galaxia. O teixugo máis querido volve con novas aventuras. Con Suso Feixón, Xacob Welicki, Verónica Santalices, Carlos Gil, Erika Welicki, Federico Welicki, Iván Davila e Noa Covelo. Espectáculo especial: prezo 5,50€. Entradas en www.ticketea.com
– 12:30 h. Espazo Libro. Conversa sobre a tradución de A cámara do sangue e outros relatos de Angela Carter coa tradutora María Reimóndez, a escritora e prologuista desta edición, Emma Pedreira e a editora de Urco, Andrea Jamardo. Ao acabar, xs escritorxs e ilustradorxs estarán nos stand de Urco Editora asinando exemplares dos seus libros.
– 12:30 h. Espazo Foro. Galaicos, un pobo entre dous mundos. Alvarellos Editora con Deputación de Pontevedra.
– 13:00 h. Espazo Libro. Presentación do libro infantil O tempo meteorolóxico. A Mesa pola Normalización Lingüística. Con Miguel Robledo, autor e
ilustrador, e Mónica Pazos, coordinadora.
– 13:30 h. Espazo Libro. A cama de meu avó e Carne da minha carne. Apiario . Conversa-recital entre Celso Fernández Sanmartín e Susana Sánchez Arins ao redor dos novos títulos.
– 13:30 h. Espazo Foro. «O proceso da tradución literaria». AGPTI.
– 13:30 h. Espazo Infantil Deleite. Presentación do álbum ilustrado Puff! Vaia peido. Editorial Galaxia. Seres sorprendentes con nomes ben ocorrentes de Luísa Martínez Lorenzo.
– 16:00 h. Stand Galaxia. Sinatura con Raquel Castro. A formiga fóra do carreiro.
– 16:30 h. Espazo Foro. Entrega do Premio Meiga Moira a Ánxela Gracián, por As voces da auga e Pere Tobaruela por Auga e Lume. Baía Edicións.
– 16:30 h. Espazo Libro. Lanzamento de Tu contas e eu conto, de Susana Sánchez Arins. Através Editora.
– 16:30 h. Salón de Actos. Versogramas. Un documental de videopoesía. Presentan Belén Montero, directora, e Celia Parra, produtora executiva.
– 16:30 h. Espazo Carpa. Chuches Amil en concerto: novo libro-cd Monstros con ou sen consentimento. Editorial Galaxia.
– 17:00 h. Espazo Foro. Presentación de Kalandraka TV, canle de televisión dixital sobre literatura infantil e xuvenil. Kalandraka Editora. Con Xosé Ballesteros, director de Kalandraka, José Miguel Sagüillo e Bea Campos, realizador e presentadora da canle.
– 17:00 h. Espazo Libro. Conversa con Iolanda Zúñiga e Antón Lopo
sobre as súas novelas Natura e Extraordinario (Premio Repsol 2018). Editorial Galaxia.
– 17:00 h. Espazo Ate Contemporánea. Contar por amor á arte. 25 aniversario do Centro Galego de Arte Contemporánea (CGAC). Contacontos con Celso Fernández Sanmartín. Recomendado para persoas adultas.
– 17:00 h. Stand de Edicións Fervenza. Héitor Picallo asina exemplares de No medievo, castañas e castiñeiros como recursos económicos.
– 17:15 h. Espazo Infantil Deleite. Guendufe o anano. Edicións Fervenza. Con Juan Andrés Fernández, Luís Reimóndez, Gabriel Iglesias, Rosa Costas e Valentín García.
– 17:30 h. Espazo Foro. Presentación do acto sobre a recuperación do Pazo de Meirás. Deputación da Coruña. Con Goretti Sanmartín e Artur Trillo.
– 17:30 h. Espazo Libro. Presentación do novo número da revista Contos Estraños, da novela Manuel de medo, noxo, vicio e morte, de Tomás González Ahola e da novela O secuestro de Brigantia, de Xurxo Esquío. Asociación Cultural Contos Estraños Editora. Con Xosé Duncan, responsable da revista, Fernando M. Cimadevila, editor, e Tomás González Ahola, autor.
– 17:30 h. Espazo Carpa. Cintaadhesiva. Con Jesús Andrés Tejada,
música, Silvia Penas Estévez, voz, textos.
– 18:00 h. Stand Xerais. Sinatura de Paseniño, paseniño de Antonio García Teijeiro e Marcos Viso.
– 18:00 h. Espazo Arte Contemporánea. Presentación do libro Baila comigo ata o final do amor, de Antón Sobral.
– 18:00 h. Espazo Libro. Presentación de A Torre e da Colección Vitamina N. Con Antonio Sandoval, autor, e Ramón Rozas, crítico literario.
– 18:00 h. Auditorio Pazo da Cultura. Concerto de Xoán Curiel e a Banda do Verán: A Casa do Terror. Editorial Galaxia. Esta casa está chea de monstros e pantasmas que te sacarán a bailar e te farán rir e desfrutar. Ten coidado porque non desexarás saír desta aventura. Espectáculo especial: prezo 5,50€. Entradas en www.ticketea.com
– 18:15 h. Espazo Foro. Presentacion das gañadoras dos premios de dramaturxia Álvaro Cunqueiro e Manuel María. AGADIC-Xunta de Galicia. Con Avelina Pérez, gañadora do XXIV Premio Álvaro Cunqueiro para textos teatrais coa obra Ás oito da tarde, cando morren as nais e Paula Carballeira, gañadora do X Manuel María de literatura dramática infantil coa peza Somos os monstros. As dramaturgas estarán en Culturgalpara recibir os seus galardóns, nun acto no que participarán a presidenta do tribunal, Laura Tato Fontaíña, e o director da Agadic, Jacobo Sutil.
– 18:30 h. Espazo Libro. Presentación da Biblioteca feminista. Editorial Galaxia. Coas autoras Amada Traba, Carme Adán e Inma López Silva.
– 18:30 h Mercedes Queixas e as ilustradoras Paula Pereira e María Montes asinarán exemplares dos seus libros: Xandra, a landra que quería voar, e A brétema, de María Victoria Moreno.
– 18:30 h. Stand Kalandraka. Antonio Sandoval asina exemplares de A Torre e A árbore da escola.
– 18:45 h. Espazo Foro. Entrega do Premio do Público Culturgal 2018.
– 18:45 h. Espazo Infantil Deleite. Viaxe no tempo con As mulleres e os homes. Catro Ventos Editora. Contacontos ao redor do libro do equipo Plantel e a ilustradora Luci Gutiérrez. Con Silvia Penas, narradora.
– 19:00 h. Espazo Libro. Premios Xerais 2018. Conversa de Ramón Rozas con Emma Pedreira, autora de Besta do seu sangue, Premio Xerais de Novela 2018; Héctor Cajaraville, autor de Kusuma, Premio Merlín de Literatura Infantil 2018 e Carlos Negro, autor de Aplicación instantánea, Premio Jules Verne 2018. Ao remate, sinatura no stand de Xerais.
– 19:15 h. Espazo Foro. Presentación do manual Bailegramas, de Sergio Cobos. aCentral Folque.
– 19:30 h. Espazo Infantil Deleite. Presentación de Macedonia de versos e de Pim Pam Pum. Aira Editorial. Con Concha Blanco, autora, Lidia Nokonoko, ilustradora, Pablo Otero, autor, e César Lorenzo, editor.
– 19:45 h. Espazo Foro. Lectura de Rosalía Fernández Rial arredor de Bonus Track. Editorial Galaxia.
– 19:45 h. Espazo Libro. Conversa entre Francisco Castro, autor de
Iridium, e Elisabeth Oliveira. Editorial Galaxia.






