A XXVI edición d’O Escritor na súa Terra, impulsado pola AELG, rende homenaxe en vida a Vítor Vaqueiro

Desde o Diario Cultural da Radio Galega:
“A XXVI edición d’O Escritor na súa Terra, impulsado pola AELG rende homenaxe en vida a Vítor Vaqueiro este sábado en Santiago de Compostela coa entrega do galardón Letra E de escritor, peza escultórica de Soledad Penalta, e a plantación dunha árbore simbólica e a colocación dun monólito conmemorativo no Parque de Galeras.”

A entrevista ao presidente da AELG, Cesáreo Sánchez, pode escoitarse aquí.

Vítor Vaqueiro: “A normativa oficial do galego é um dispositivo de espanholização”

Entrevista a Vítor Vaqueiro en Nós Diario:
“Vítor Vaqueiro recebe amanhã a Letra E, de escritor, que outorga a AELG (Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega). É esta uma homenagem na sua terra, Santiago de Compostela, na vigésima sexta edição dum ato que converte o autor em membro de honra da entidade.
Vítor Vaqueiro recebe com “alegria e agradecimento” a Letra E da AELG (Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega). Também o assalta uma certa sensação de volta ao passado. “Eu devo ser agora dos primeiros números, porque quando se fundou eu tinha o 25 e muitas das pessoas que me precederam já não estão”, diz.
– Nós Diario (ND): Embora estudar química e exercer como professor de matemáticas, decidiu dedicar-se à fotografia. Que o atraiu da imagem?
– Vítor Vaqueiro (VV): Foi uma série de fatores, alguns casuais. Caiu nas minhas mãos um livro de Susan Sontag sobre o tema e logo outro de Barthes, A câmara clara. Dalguma maneira, abriu-me um horizonte diferente. Recebi um encargo fotográfico duma modista, Maria Moreira, e comecei a trabalhar em moda.
Não me interessava esse mundo, mas si o feito fotográfico. Tirava imagens e, sobre tudo, lia. Fez uma exposição em 1983 e, anos depois, vim para a facultade de Santiago a fazer a tesse.
– ND: Também foi professor de matérias associadas à fotografia em Ciências da Comunicação. Acha que numa sociedade como a atual, com um peso tão grande da imagem, se lhe outorga o suficiente espaço no estudo?
– VV: Eu acho que há algo de verdade incompreensível, quer no nosso país quer no Estado espanhol, numa sociedade, como ti acabas de apontar, absolutamente atravessada pela imagem. Hoje todo o mundo já e fotógrafo, porque todos temos um telemóvel. Neste contexto, parece-me extraordinário que não exista a possibilidade de estudar fotografia, já não digo em lugares como Alemanha ou Reino Unido, onde existe a própria carreira. Estou a falar desse centro no que, se não me falhar a memória, eu fui o último professor da matéria que houve no departamento de Comunicação.
Uma pessoa pode rematar os estudos sem saber quem é Cindy Sherman ou Andreas Gursky. E alunado que rematou o grau não tinha possibilidade de continuar a formar-se no país, tinha que ir embora, a Catalunya, por exemplo. É incrível, passa o tempo e não avança. Um projeto como o Centro Galego de Fotografia, de Vigo, foi totalmente desprezado e hoje está ocupado por dependências administrativas.
– ND: Do confinamento saiu o livro Tres poetas en estado de alarma, junto a Carlos Negro e Xosé María Álvarez Cáccamo, no que você escreve “Quarentena”, uma lúcida reflexão que parte do concreto para analisar aspectos muito mais profundos da sociedade. Como nascem os poemas desta série?
– VV: Como dizia Beckett, “escrevo porque provavelmente não sirvo para outra coisa”, ainda que no meu caso diria também para cozinhar, que com humildade após 50 anos acho que o faço bem. Se uma pessoa com essas características não puder sair da casa, é lógico que escreva.
E vês diariamente uma série de questões que levam a pensar, como por uma parte se aplaude pontualmente ao pessoal sanitário enquanto há um enorme ataque ao sector. Aliás, todo isto era previsível no senso de que há uma constante agressão à natureza, vimos como doenças passam aos animais, já de velho, como a Sida.
– ND: Nesses momentos limite aparece a necessidade de deitar fora certos pensamentos, imagino.
– VV: Claro, por exemplo, quando vim essas conferências diárias de sanidade, nas que as responsáveis compareciam com três militares detrás. Lembrou-me a esse 11 de setembro de 1973, ao golpe de Estado de Chile. Perguntaste onde estás a viver, por que precisamos a presença das forças armadas. A quarentena serviu-nos, ou devia servir, para conectar a situação presente com outras do passado.
– ND: Outro dos seus interesses é a mitologia galega. Por que acha importante a reivindicação ou dignificação destes temas, que em último termo outorgam um valor negado à cultura popular?
– VV: Acostumo dizer que lhe devo tudo ao país. Acho que há duas ou três coisas de natureza universal que me movem, como a justiça, a igualdade ou a dignidade. E depois está o meu país, a sua língua ameaçada, a cultura e o território, as suas gentes. Nesse senso, a mitologia significa reivindicar o nosso.
Há coisas incríveis, como uma mulher que tem um filho sem relação sexual previa, que nos parecem o mais normal do mundo. Mas quando nos falam da Santa Companha, dizemos que é uma parvada. Essa cultura não é uma tontaria, as lendas explicam o mundo. E a diferença entre uma religião e uma mitologia é a mesma que existe entre um idioma e um dialeto, normalmente um idioma que não tem poder social.
– ND: Falando dessa situação linguística, em 2013, num artigo publicado em Sermos Galiza, manifesta a sua decisão de adotar o padrão reintegracionista. Pode lembrar-nos quais são as causas?
– VV: Eu verdadeiramente sempre fui reintegracionista. Publiquei nos anos 80 no acordo de mínimos, que era a normativa que pode ser hoje da Academia, com mais léxico e a acentuação e o traço português. Depois abandono isso como moita gente e escrevo dentro dos máximos que permitia a norma oficial, coa introdução de muito léxico que não considero português. Houve um momento em que me resulta muito difícil seguir enganando-me a mim próprio.
Um dia presento um texto e desde a editora faz-me por volta de 300 correções. Como sou de ciências e gosto de botar contas, vejo que em 86% mudam a palavra galega por outra espanhola. Isto é um dispositivo de espanholização.
— ND: Em Da identidade à norma já definia o fundamentalmente político e não filológico dessa opção.
– VV: Claro. Um linguista muito reconhecido, Miquel Siguán, admite que uma norma se decide por motivos extralinguísticos. É algo convencional. Não sei por que se escolhe uma fórmula como “man” fronte a “mão” quando a segunda é absolutamente maioritária.
Há uma tendência a pôr barreiras artificiais ao achegamento ao português. Eu non falo como uma pessoa de Valença do Minho ou de Coimbra. Há que reivindicar o léxico galego, e depois todo aquilo que exista já em português não temos por que o inventar. Sei que isto traz umas consequências tremendas, porque a editorial na que esteve durante 45 anos nega-me que possa publicar.
Até há uma sentença do Tribunal Superior de Justiça da Galiza dos anos 90 que diz que ninguém pode ser descriminado pela sua forma de escrever, um pleito da universidade de Vigo coa Xunta, que impugna os estatutos desta nos que se admite qualquer grafia. Editoras, prémios, concursos… seguem a ignorar isso.
– ND: Acha que o movimento reintegracionista está a experimentar um pulo nos últimos anos?
– VV: Sim, mas quero matizar que o amor pelo teu país é independente do número de pessoas. Se não defendermos isto, que porvir lhe aguarda, por exemplo, ao euskera? Mas a quantidade no prestígio influi muito. A outra variedade do galego que se fala no Brasil, Angola ou Moçambique chega a 50 milhões de pessoas, para alguns é a quinta língua do mundo.
Ainda que não gostemos do argumento, o número conta decisivamente. Dito isto, se fossemos poucos habitantes, devíamos defende-lo igual, mais tendo esta oportunidade, desperdiçá-la… Durante 200 ou 300 anos galego e português foram o mesmo idioma, e dalguma maneira o galego é pai do português.
Há tempo, dizia-me um catalão: “Estão totalmente tolos”. Já vês o pragmatismo, se el tivesse uma língua que cumas poucas mudanças se convertesse na quinta ou sexta mais falada, o acordo faz-se em quatro horas. Há que lançar-se! Tudo isto num contexto no que um editor de primeira magnitude me disse: “estamos num lio do que há que sair”. E mesmo uma pessoa da Académia [não diz quem] admite: “Eu penso que o reintegracionismo tem razão”. Vê-o tudo o mundo, mas parece que resulta difícil ceder.”

Iniciados os traballos do monólito da Homenaxe O Escritor na súa Terra – Letra E 2020

No obradoiro de Cantería Torres, con Gumersindo Porca Deive, proseguen os traballos de elaboración do monólito da Homenaxe O Escritor na súa Terra-Letra E, dedicada neste 2020 a Vítor Vaqueiro, nun acto que terá lugar o 19 de setembro en Santiago de Compostela.

Vítor Vaqueiro recibirá a Homenaxe O Escritor na súa Terra – Letra E 2020

Neste 2020 Vítor Vaqueiro recibirá a Homenaxe O Escritor na súa Terra-Letra E, que chega, así, á súa XXVI edición. O acto terá lugar o 19 de setembro en Santiago de Compostela.

Este é o galardón Letra E de escritor/a, peza escultórica obra de Soledad Penalta.

A AELG celebrou este sábado a súa asemblea xeral

A Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG) celebrou na mañá de hoxe sábado a súa Asemblea Xeral de socios/as.

Acordouse que Vítor Vaqueiro sexa o próximo “Escritor na súa Terra – Letra E” e, por tanto, quen reciba unha homenaxe que este ano chega á súa vixésimo sexta edición; será no mes de xuño no Concello de Santiago de Compostela.

A Asemblea xeral da  Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega ratificou Mariasun Landa como Escritora Galega Universal 2020, desde o profundo respecto e afecto á súa persoa e a valoración da altísima calidade literaria da súa obra, así como por ter defendido e defender a lingua, a cultura e a dignidade nacional de Euskadi.

O Premio será entregado o día 9 de maio de 2020, no marco da V Gala do Libro Galego, que terá lugar no Teatro Principal de Santiago de Compostela.
Nas anteriores edicións, recibiron este nomeamento as escritoras e escritores Mahmud Darwix, Pepetela, Nancy Morejón, Elena Poniatowska, Juan Gelman, Antonio Gamoneda, José Luis Sampedro, Lídia Jorge, Bernardo Atxaga, Luiz Ruffato, Pere Gimferrer, Hélia Correia, Isabel-Clara Simó e María Teresa Horta.

Aprobouse o programa de actividades para o ano, que inclúe como a celebración do vindeiro Día de Rosalía de Castro, así como as previstas para a conmemoración do 40 aniversario da AELG.

A Sección de Literatura de Tradición Oral da AELG, previa deliberación do Grupo de Traballo composto por Ana Acuña, Félix Castro Vicente, Carme Pernas Bermúdez, Calros Solla, Xurxo Souto, X. Manuel Varela, Lois Pérez e Antonio Reigosa, propuxo ao Consello Directivo da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega) para someter á consideración da Asemblea Xeral recoñecer como Mestras e Mestre da Memoria 2020 respectivamente a  Batuko Tabanka e a Emilio Españadero. A Asemblea aprobou as propostas, e a entrega destas distincións terá lugar na V Gala dos Premios Mestras e Mestres da Memoria a celebrar en Lugo co apoio do Concello de Lugo no mes de maio.

Mestras da Memoria 2020: Batuko Tabanka
Grupo formado por 12 mulleres nacidas en Cabo Verde, residentes en Galicia, a maioría en Burela (Lugo).
O nome, Batuko Tabanka,  que se pode traducir como “Entroido de tambores”, tómano dun antigo ritmo tradicional de Cabo Verde. A batuka, en orixe, foi música de xente escrava, nacida canda a colonización portuguesa das illas de Cabo Verde no s. XVI. A música e o baile batuka son unha forma de comunicación dos que non podían facelo doutra maneira: batendo o peito, usando trapos mollados ou unha saca de coiro que colocan entre as pernas, como fan agora.
O grupo formouse a finais do s. XX en burela. En 2009 gravaron o seu primeiro disco “Djunta mô”(Xuntamos as mans) editado pola produtora PAI Música, para o que contaron coa colaboración de Uxía, Mercedes Peón, Xosé Manuel Budiño, Rodrigo Romaní e Fernando Abreu.
Na súa música revive a memoria das súas orixes que recuperaron entre nós, na teera á que se viron forzadas a migrar por necesidades económicas.
O seu proxecto, con máis de vinte anos de vida, serviulles para percorrer Galicia e outras partes da península e incluso varios países de Europa. Protagonizan documentais, participaron en numerosos festivais e programas de televisión. Incluso ofreceron concertos no seu propio país. A súa decisión provocou, ademais de conservar o seu rico folclore, difundilo polo mundo.

Mestre da Memoria 2020: Emilio Españadero Paz
Ex-compoñente do colectivo de música tradicional “O Son Da Terra” e da banda de gaitas “Os Rexumeiros”. Encargado entre os anos 1992 e 2001 do pub “A Cova Folk”. Membro da organización das “Noites Celtas” na Coruña. Membro do xurado en distintas edicións do Certame Runas do Festival Internacional do Mundo Celta de Ortigueira e do Concurso Internacional de Folk “Cuarto Los Valles” en Navelgas (Asturias). Autor durante varios anos da páxina “Feitizo De Sons” no suplemento dominical do xornal Galicia Hoxe. Director e presentador do programa radiofónico Lume Na Palleira desde 1992 ata a actualidade.
“Lume Na Palleira” nasceu no mes de setembro do ano 1992, da man de Emilio Españadero Paz, como unha proposta musical alternativa para as ondas radiofónicas, tratando de que a música folk e tradicional, tanto do noso país como de outros (principalmente os de influencia céltica), tivera presencia a traveso de ditas ondas. No ano 1996 “Lume Na Palleira” incorporouse a programación da Radio Galega.

O programa aposta por continuar con actividades de traxectoria xa asentada e de alcance social como son os paseos literarios ou os obradoiros da Escola de Escritoras e Escritores da AELG; tamén a organización ou coorganización de xornadas de formación dirixidas ao estudo das diferentes formas de crear literatura contemporánea desde os espazos de formación de novos formadores-as/educadores-as/mediadores-as da lectura. Tamén se reforza o proxecto coordinado pola Sección de Literatura Oral coa celebración dunha nova Gala dos Premios Mestres e Mestras da Memoria e a través da celebración de máis polafías e, no outono, dunha nova edición, a décimo terceira, da Xornada de Literatura de Tradición Oral, co lema “O humor na Literatura de Tradición Oral”.

Asemade, a visibilidade da escritora e do escritor a través da web continuará a ser un eixo central da actuación da entidade co enriquecemento do espazo común e mais de cada páxina individual con que cada Socia/o conta no Centro de Documentación da web da AELG.

Finalmente, a presidencia da AELG incidiu en que se tomarán as iniciativas que se consideren necesarias que emanan das conclusións do Parlamento de Escritoras-es que, co lema Identidade e dereitos civís desde a escrita, se celebrou en 2019.

Dado que neste 2020 a AELG fai 40 anos desde a súa fundación, a presidencia informou dos actos de conmemoración, que terán lugar no outono: celebrarase un acto aberto ao público no Teatro Principal da cidade de Pontevedra, durante o cal se proxectará un documental, que xa está en proceso de elaboración, no que se repasará a historia da entidade durante todos estes anos de traballo.

A presidencia expuxo á Asemblea as liñas de traballo que se están desenvolvendo nas cuestións de interese e importancia para as persoas asociadas que dependen de decisións a tomar no Parlamento e Goberno de España, entre as que se encontran a reforma das normas necesarias para establecer a compatibilidade entre a actividade de creación artística e o cobro da xubilación, a potenciación do labor do Instituto Cervantes no espallamento da cultura e lingua galegas, sobre todo no ámbito da lusofonía e, finalmente, o impulso do ensino da lingua galega no estado español.

Informou así mesmo de que se está traballando para asentar a recentemente creada conferencia de asociacións de escritoras e escritores como medio para conseguir obxectivos comúns en beneficio das respectivas bases asociativas, como por exemplo a redacción dun Código de boas prácticas para a elaboración de bases de premios literarios.

Crónica fotográfica da Letra E – O Escritor na súa Terra, Pilar Pallarés, 2019

Estas son algunas das fotografías da Homenaxe Letra E – A Escritora na súa Terra a Pilar Pallarés, que tivo lugar o pasado sábado 29 de xuño na Coruña. A crónica fotográfica completa pode verse aquí.

Crónica videográfica de A Escritora na súa Terra – Letra E, dedicada a Pilar Pallarés (III)

A Homenaxe O/A Escritor/a na súa Terra, impulsada pola Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG), chegou este ano á súa XXV edición recaendo, por decisión unánime da súa Asemblea de Socios e Socias, na figura de Pilar Pallarés, que foi homenaxeada na Coruña, cidade na que residiu a maior parte da súa vida.
Esta iniciativa anual conforma xa unha tradición na traxectoria da Asociación, e tense constituído ao longo de máis de dúas décadas como unha celebración na que a terra de acollida do/a homenaxeado/a ten unha presenza fundamental. É vontade da AELG honrar escritores/as procurando o contacto directo co autor/a e a súa implicación persoal na xornada de homenaxe.
Unha celebración múltiple e popular en que se vén recoñecendo a entidade literaria de insignes figuras das nosas letras, a través dunha serie de eventos como a entrega do galardón Letra E de escritor/a (unha peza escultórica de Soledad Penalta), a plantación dunha árbore simbólica elixida pola propia autora (neste caso un carballo) e a colocación dun monólito conmemorativo.

Aquí pode verse a terceira parte da crónica videográfica completa, da que publicamos hoxe estes vídeos:

Laudatio, por Eva Veiga:

Entrega da Letra E:

Resposta de Pilar Pallarés á laudatio:

Crónica videográfica de A Escritora na súa Terra – Letra E, dedicada a Pilar Pallarés (II)

A Homenaxe O/A Escritor/a na súa Terra, impulsada pola Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG), chegou este ano á súa XXV edición recaendo, por decisión unánime da súa Asemblea de Socios e Socias, na figura de Pilar Pallarés, que foi homenaxeada na Coruña, cidade na que residiu a maior parte da súa vida.
Esta iniciativa anual conforma xa unha tradición na traxectoria da Asociación, e tense constituído ao longo de máis de dúas décadas como unha celebración na que a terra de acollida do/a homenaxeado/a ten unha presenza fundamental. É vontade da AELG honrar escritores/as procurando o contacto directo co autor/a e a súa implicación persoal na xornada de homenaxe.
Unha celebración múltiple e popular en que se vén recoñecendo a entidade literaria de insignes figuras das nosas letras, a través dunha serie de eventos como a entrega do galardón Letra E de escritor/a (unha peza escultórica de Soledad Penalta), a plantación dunha árbore simbólica elixida pola propia autora (neste caso un carballo) e a colocación dun monólito conmemorativo.

Aquí pode verse a crónica videográfica completa, da que publicamos hoxe estes vídeos:

Lectura da acta de concesión da Letra E por parte de Mercedes Queixas, secretaria xeral da AELG:

Intervención de Cesáreo Sánchez, presidente da AELG:

Crónica videográfica de A Escritora na súa Terra – Letra E, dedicada a Pilar Pallarés (I)

A Homenaxe O/A Escritor/a na súa Terra, impulsada pola Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG), chegou este ano á súa XXV edición recaendo, por decisión unánime da súa Asemblea de Socios e Socias, na figura de Pilar Pallarés, que foi homenaxeada na Coruña, cidade na que residiu a maior parte da súa vida.
Esta iniciativa anual conforma xa unha tradición na traxectoria da Asociación, e tense constituído ao longo de máis de dúas décadas como unha celebración na que a terra de acollida do/a homenaxeado/a ten unha presenza fundamental. É vontade da AELG honrar escritores/as procurando o contacto directo co autor/a e a súa implicación persoal na xornada de homenaxe.
Unha celebración múltiple e popular en que se vén recoñecendo a entidade literaria de insignes figuras das nosas letras, a través dunha serie de eventos como a entrega do galardón Letra E de escritor/a (unha peza escultórica de Soledad Penalta), a plantación dunha árbore simbólica elixida pola propia autora (neste caso un carballo) e a colocación dun monólito conmemorativo.

Aquí pode verse a crónica videográfica completa, da que publicamos hoxe estes vídeos, referentes ao descubrimento do monólito conmemorativo:

Intervención de Cesáreo Sánchez, presidente da AELG:

Intervención de Pilar Pallarés e descubrimento do monólito e plantación da árbore conmemorativos:

Homenaxe A Escritora na súa Terra a Pilar Pallarés: resposta á Laudatio, por Pilar Pallarés

“Na casa da infancia non había libros. O primeiro que tiven foi un para ir á escola. Meu pai comproumo un día en que chovía moitísimo. Cando chegou con el na súa Lambretta, os dous, pai e libro, estaban enchoupados, así que tivo que se facer con outro exemplar, que xa correspondía a unha edición diferente. Eu tiña unha querencia especial polo pobre libro estragado, como se fose un dos cadelos abandonados que tanto me facían chorar. Por iso, cando por fin souben debuxar unhas cantas letras, recompuxen pacientemente a súa capa, cartón macerado pola agua: Leyendas y narraciones del herrero. Non é só que non tivese nin idea de cando escreber un erre e cando dous; é que aquela palabra do final era para min un puro enigma. Tiña ouvido falar de ferreiros e ferradores, mais herrero era só música, suxerencia, a porta de entrada a un mundo próximo ao da poesía. Non comprender o significado libertábame das limitacións da lóxica e facíame pairar sobre o espazo e o tempo. Era o mesmo misterio das cancións que cantábamos saltando á corda, o das palabras en inglés ou alemán nas revistas que traían os emigrantes.

Así evocaba eu hai poucos anos o meu encontro inicial cos libros e coas palabras. Estes días, dándolle voltas ás circunstancias que me trouxeron até aquí, lembreinas e púxenme a desenredar un pouco o fío do novelo. Agora vexo que dese coup de foudre co libro como obxecto procede a miña incapacidade para me desfacer deles, de aí que moitos teñan acabado nunha especie de casa de acollida compartida con algúns felinos; tamén que para ficar ensarillada para sempre nas palabras só había que engadir uns cantos ingredientes: que pelón, na época en que a miña mestra Toñita xa me tiña ensinado os sufixos aumentativos, fose paradoxicamente o mesmo que careca, o cal non facía máis que aumentar o misterio (e como se pode resistir unha cativa ao misterio?); que unhas cantas operacións me retivesen na casa e na cama longos meses (cantos escritores infantís teñen nacido da soidade e do aburrimento!).
Falo de escrita, mais eu fun primeiro, evidentemente, ávida leitora. Misterio, aburrimento e uns pais que se botan a comprar libros para os fillos. A Biblia, unha colectánea de Xulio Verne, a colección RTV. Era xa no inicio da pubertade, en Vigo, e o que máis me impactou foi La busca, de Baroja, que inxenuamente tentei copiar nun amago de noveliña.
Foi nesa cidade onde, só uns anos despois, me tomou por asalto a literatura para sempre. Entre ecos da Revolução dos Cravos e do golpe de Estado contra Allende, nun cuarto usurpado ao irmán con vistas ás illas Cíes, unha adolescente solitaria, exiliada xa dos lugares da nenez e dalgunha das persoas máis amadas, educada polos pais cunhas expectativas que sobardaban amplamente os límites do feminino, caía no fascinio de Neruda, e Vallejo, e Rosalía. Os primeiros poemas imitan torpemente a paixón vital e a exuberancia de Pablo Neruda.
Estaba aínda mui lonxe do ponto en que me encontro aquí, convosco, e non só temporalmente: escrebía adoito, mais sen lle prestar moito interese, pois o que anseiaba en realidade era ser pintora; alén disto, a lingua en que compoñía os poemas xamais me iría levar a ser homenaxeada, nun acto de xenerosidade louca, por ningunha Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega. De familia galego falante, por ambas as partes, eu pertenzo á primeira xeración de nenas (non os nenos, aínda) de Culleredo educadas en español para mellor estarmos armadas fronte á vida, que é o que cuidaban facer os adultos.

Non vos quero cansar estendéndome excesivamente no percurso. Moitas persoas e circunstancias me teñen traído até aquí, mais algunhas foron determinantes. Foino coñecer sendo adolescente a Moncho Valcarce, o cura das Encrobas e de Sésamo e Sueiro. Con el tomei conciencia deste país, a Galiza, e da súa opresión, que era e é tamén unha opresión de clase. Mudar de lingua, na escrita e na vida, era inevitábel. E os poemas foron deixando de ser exercicio solipsista para neles coexistiren a reflexión existencial, cun certo tremendismo adolescente, e a mistura de indignación e esperanza que a situación do país me provocaba.
Xa teño contado en moitas ocasiónsque a decisión de argallar un libro e publicar non foi miña. A finais dos setenta a miña amiga Isabel Balaca, que tiña sido secretaria do propietario de La Voz de Galicia, comezou a levarme ás tertulias na casa de Francisco Pillado Rivadulla, o mellor director que tivo o xornal. Fíxolle coñecer os meus poemas e un día Paco organizoume unha encerrona. Andaba polo país o inmenso Luís Seoane e convencéronme para eu lle ler os meus versos, que tiña escritos a man en cadernos. De alí saín, bastante abraiada, con dúas encomendas: recitar os poemas de Lonxe, de Lorenzo Varela, que acababa de falecer, nunha homenaxe do Ateneu da Coruña e levarlle ese mesmo día a Seoane un libro que publicaría, por decisión del, Ediciós do Castro. A noite anterior á homenaxe Seoane morreu subitamente. Foron a súa viúva, Maruxa, e Isaac Díaz Pardo os que se ocuparon de que Entre lusco e fusco existise.
Esa foi a miña entrada no mundo literario. Non coñecía aínda outros poetas da miña idade, nin lidos nin en persoa. Lera a Rosalía, Castelao, Lamas Carvajal, Elipsis e outras sombras de Ferrín, xa nos anos de Vigo. Tamén A esmorga, e antes Los miedos, baixo a impresión provocada polo encontro con Blanco Amor nunha feira do libro coruñesa. Era a primeira vez que tiña diante un escritor de carne e óso, aínda que non soubese mui ben quen era.
Blanco Amor, Luís Seoane, Lorenzo Varela, Dieste. Este último era tamén grande amigo e contertulio de Paco Pillado. Rifoume unha vez por afirmar nun poema de Entre lusco e fusco que tiña podre a alma. Como podía dicer tal cousa unha rapaza tan nova! Mais aínda así acolléronme el e Carmen Muñoz na súa casa, na que tamén había tertulia. Os vencidos da guerra, os exiliados. Escoitarde viva voz a defensa do cuartel da Montaña; a fuxida a Franza entre ringleiras de mulleres, nenos, vellos e soldados feridos; as angueiras en México e na Arxentina e a loita por sobreviveren.

A vida ten sido xenerosa comigo en amigos e en mestres. Foi decisivo nos meus anos de formación Ricardo Carvalho Calero. Tiven a sorte de coñecer a Seoane unha semana antes da súa morte e a don Ricardo un ano antes da súa xubilación. Fun a súa aluna o derradeiro curso en que impartiu aulas na vella faculdade de Mazarelos. Con el o humilde idioma familiar recuperado convertíase no da espléndida lírica medieval e abríase a un mundo que pasaba polo Alentejo e chegaba até o Brasil.
Pouco sabíamos entón os seus alunos de Carvalho, aínda que impresionaba, polo menos a min, ter como libros de estudo a súa Gramática e a súa Historia da Literatura. Mais, claro, tíñase omitido a si propio nela… Algúns fómolo coñecendo de pertonos anos seguintes. En tanto o “holding”, como el dicía, o silenciaba, eran as asociacións culturais de base ou esta mesma AELG as que solicitaban a súa colaboración. Tivo a xenerosidade de nos considerar “colegas”, esa palabra de que gostaba tanto, como se fose posíbel estar á súa altura.

Findo xa. Sempre tiven claro o que para min significa(ba) dar aulas de literatura ou analisar a obra de outr@s. É tentar transmitir o deslumbramento, contaxiar a paixón, confirmar que a literatura axuda a viver e transforma a vida. É ademais, cando da nosa literatura se tratar, oferecer o que á miña xeración lle foi escamoteado e negado, as palabras nas que facer niño para logo botármonos a voar.
O de escreber poesía é xa outro cantar, máis sinuoso, ás veces quebrado en ecos, case sempre contraditorio. Confeso que cando escrebo non penso en vós. Ando a procurar un espello que me reflicta, a min no mundo ou contra o mundo, sen piedade e que revele o que aínda nos sei mais talvez é un fragmento de verdade. Quero coñecerme e coñecer, e que ese coñecimento fale coa voz de sangue. Non me importa agradarvos ou que me entendades, porque aínda non me entendo eu. Estou no alén das fronteiras e dos xéneros, como un gromo que rebenta nun continente novo, no que todo está por nomear. Teimo en achar a palabra exacta, como se fose eu quen a inventase, cousa miña. Mais anda Dieste a susurrarme no ouvido que hai que aspirar a construír unha lingua que poida ser falada por unha estatua, os viciños de Arzúa oude Bergantiños a facerme o galano do seu léxico, as devanceiras a carrexar paxes de palabras que quizais non sabían escreber. Estou soa e en lexión perante o espello. Planeaba un soliloquio e véxome, ao cabo, dialogando convosco.

Pilar Pallarés
Auditorio do Centro Ágora, A Coruña
29 de xuño de 2019

A resposta á laudatio pode descargarse aquí.