Xosé Luís Méndez Ferrín, Prémio Facho de Ouro 2019

“A Directiva da Agrupaçom Cultural O Facho decidiu entregar o Facho de Ouro do 2019 ao homem de bem, poeta, novelista, ensaísta, investigador e activista cultural e político, Xosé Luís Méndez Ferrín, como mostra de reconhecimento a toda umha vida dedicada à cultura do País e a loita no processo libertador do povo galego. O acto cívico será acompanhado dumha ceia-homenagem que se celebrará o sábado, dia 14 de Dezembro, às 21 horas no Hotel Riaçor d’A Corunha.
Xosé Luís Méndez Ferrín é hoje um facho referente na defensa da dignidade da Galiza, tanto polo seu empenho a dinamizaçom cultural como polo seu batalhar no processo emancipador do País. Devido a sua actividade política nacionalista e comunista foi encarcerado em três ocasions. No eido literário é umha das figuras mais representativas da literatura galega contemporânea. Assi mesmo foi catedrático de Literatura no Instituto Santa Irene de Vigo e é Doutor Honoris Causa pola Universidade de Vigo.
Para se inscrever e reservar lugar escrever antes do dia 8 de Dezembro; indicando nome, telefone ou correio electrónico a:
o_facho_a_cultural@yahoo.com.br

A Junta Directiva d’O Facho
Na Corunha, 25 de Outubro 2019″

“Rompente, poesía e insolencia”

Artigo de Daniel Salgado en Sermos Galiza:
“Galiza espreguizábase após 40 anos de ditadura. Nas rúas decidíase entre ruptura e reforma. Nos escritorios dos poetas tamén. O grupo Rompente, cuxo núcleo formaban Antón Reixa, Manuel M. Romón e Alberto Avendaño, axiña tomou partido. E, como de deduce do seu nome, non o fixeron pola reforma. Os nenos terríbeis da poesía galega reúnense esta sexta feira, 4 de outubro, por primeira vez en catro décadas. Será dentro do Festival Kerouac.
“Xuntámonos e foi como retomar unha conversa de hai 40 anos, como unha continuación”, explica a Sermos Galiza Romón (Vigo, 1956). Esa é exactamente o tempo que pasou entre a publicación dos Tres tristes tigres, un libro por cada un dos Rompente que axitaron as augas da literatura galega da época: galletas kokoscha non, do propio Romón; As ladillas do travesti, de Reixa, e Facer pulgarcitos tres, de Avendaño.
Autoeditadas grazas a un crédito solicitado por Antón Reixa, distribuídas a man por rúas, feiras e mercados, con megáfono e carteis en papel do que se usaba no circo, aquelas obras incorporaban ferramentas, repertorios e métodos insólitos na poesía galega da altura. Colaxes e paisaxe urbana, violencia política e humor salvaxe, experimentalismo formal e insurrección sintática. ¡Fóra as vosas sucias mans de Manuel Antonio!, titularon un manifesto de 1979 e escollendo unha estirpe en que tamén estaba Ferrín.
É Reixa (Vigo, 1957) quen sintetiza a actitude xeral da banda nun “punto de insolencia”. “Era un intre moi político, discutíase entre reforma e ruptura, e asumimos a ruptura na parte cultural”, di a este xornal, “se cadra cun pouco de sobreactuación, mais era o que cumpría naquela época”.
“o libro reventou / o vello camiño é o novo / o comercio do poeta é a súa gorxa / o seu corpo a fábrica / os clientes tódolos que sinten frío / cando lle dis a un poeta / ‘a túa voz fala por nós’ / alégrase / pero moito máis se alegra se é / que falades por vós mesmos”, abría o Silabario da turbina (1977), o primeiro dos dous volumes colectivos dun grupo que pasou da “Resistencia Poética” á “Comunicación Poética”.
“Tirámonos á area como gladiadores, porque era imposíbel que os altos estamentos literarios fixesen caso a tres rapaces de entre 18 e 23 anos”, fai memoria Alberto Avendaño (Vigo, 1957), que acaba de retornar á Galiza xubilado logo de 30 anos traballando nos medios en Estados Unidos. “Queriamos tomar non o poder político, aínda que tiñamos ese nesgo -cada un diferente, por certo-, senón o poder poético”, comenta.
As performances de Rompente excederon calquera expectativa. Avendaño pasaba polo aro dun hula hoop e Reixa lía con pantis negros. Julián Hernández, músico despois en Siniestro Total, axudaba. E no apartado gráfico das publicacións eran habituais Menchu Lamas e Antón Patiño. “Pero as performances xa existían, xa existira a Beat Generation, xa existira o Cabaret Voltaire”, sinala Avendaño, “e nós tiñamos unha formación literaria e unha curiosidade moi seria para a época”.
Tan seria que Reixa afirma conservar “basicamente o mesmo posicionamento estético. Non vexo Rompente contraditorio coas posturas que mantiven despois”. Tan seria que os levaba, en palabras de Manuel Romón, a okupar espazos. “Queriamos desacralizalos, levarmos a poesía á rúa, ás festas. Sacarlle as cores aos templos da cultura. Foi un tempo de celebración, e de esperanza. Percibíase a posibilidade de ultrapasar o que había. E xa ves o que veu”, expón.” (…)”

Víctor Freixanes: “Carvalho Calero é a crónica do galeguismo do século XX”

Entrevista de Laura Ramos Cuba a Víctor Freixanes no Portal Galego da Língua:
“(…) – Portal Galego da Língua (PGL): Carvalho Calero acabou de ser escolhido como figura homenageada para as Letras Galegas de 2020. Esta era uma reivindacação contínua de diversos movimentos sociais que, anos depois, é satisfeita. Como avalias esta resolução por parte da Academia?
– Víctor Freixanes (VF): Há tempo que a Academia é ciente de que a figura de Carvalho Calero não podia ser adiada nem marginalizada. Não deixa de ser uma injustiça histórica que não se reconheça o compromisso, o trabalho e a vida que este homem dedicou à cultura, à literatura, à língua galega… Mesmo com obras como a História da Literatura ou como a sua própria significação como primeiro catedrático de Língua e Literatura Galega na USC em 1972. Foi professor de muitos de nós, a mim leccionou-me Língua e Literatura Galegas… É certo que havia uma história detrás de desencontros, digamos assim, entre uns setores da Academia e o próprio Carvalho Calero e as suas posições arredor da língua na última etapa da sua vida. Eu acho que a nova sensibilidade da Academia está em que isso é um capítulo que forma parte da história e da pluralidade democrática dum país. E, portanto, o currículo e a memória histórica de Carvalho Calero não a vamos discutir. Havia que encará-lo com clareza, com transparência, com naturalidade e, também, aproveitando, não o oculto, que esse ano se cumprem 110 anos do seu nascimento e 30 desde a sua morte. São esses números redondos que dão pé a dedicar-lhe o ano a Carvalho Calero, que ademais também coincide com a reclamação que fizemos já ao Concelho de Ferrol para que restaurem a sua casa, de quem já vimos boa disposição. É uma oportunidade, era algo que até eu tinha que assumir. (…)
– PGL: Que destaca da sua figura e da sua obra? Quer a nível individual quer como presidente da Academia, como vai ser abordado o ideário linguístico de Carvalho?
– VF: Bem, vamos ver… A Academia tem dous momentos, além doutro tipo de atividades como são o Portal das Palabras ou a Primavera das Letras, que está pensado para escolas de primária a iniciativa dos professores. Destes dous momentos um é a celebração do Dia das Letras, com a intervenção formal dos académicos ao redor da figura de Carvalho. Então escolheremos três académicos que abordem a figura de Carvalho Calero desde diferentes perspetivas. E depois, em segundo lugar, haverá um simpósio académico onde haverá distintas vozes sobre a sua figura e onde todas as vozes que tenham algo que dizer, podam dizê-lo. Se têm que estar três dias, serão três dias, mas todo o mundo com uma posição documentada e consistente, terá espaço para poder dizê-lo com a madurez que permite hoje uma sociedade, incluso uma sociedade galego-falante, que pode abordar estes temas com uma tranquilidade, documentação e conhecimentos que não existiam há trinta anos.
Então isso também vai permitir que a figura de Carvalho Calero seja abordada dessa perspetiva, mas não é a única perspetiva de Carvalho. E isso também é importante. A Academia não aborda Carvaho Calero pelo tema da proposta ortográfica, senão que homenageia a sua figura histórica. Carvalho Calero é, de forma semelhante a António Fráguas, a crónica do galeguismo do século XX. Carvalho Calero viveu desde o período pré-Guerra Civil e República, porque é um homem muito comprometido com a República, o galeguismo do momento, o Seminário de Estudos Galegos e o Partido Galeguista… participa inclusive com Lois Tobio na redação do anteprojeto do Estatuto de Autonomia que promove o Seminário… Quer dizer, há uma série de atividades objetivas de Carvalho. E depois, na guerra, ele é uma vítima da repressão, com todas as consequências. É uma situação muito grave que eu penso que o afetou emocional e psicologicamente, afetaria a qualquer pessoa.
Depois, é um homem do que chamaríamos o exílio interior. Pratica um bocado -como aconteceu ao próprio Antonio Fraguas e Fernández del Riego– a clandestinidade. Ele viveu exercendo de professor às escondidas para manter a sua família. Foi uma situação muito dura. Teve a sorte de ser acolhido por António Fernández no [instituto] Fingoi, e aí está atuando já o grupo Galaxia, os que foram os fundadores de Galaxia. E ele não pode exercer como professor e é contratado como gerente! Ali chegaram também para serem professores pessoas como Ferrín ou o próprio Bernardino Graña. E nesse momento começa a trabalhar com Fernández del Riego –porque eram amigos íntimos– na História da Literatura Galega Contemporánea. E nesse livro de correspondência entre os dous é impressionante ver como trabalham, com que constância, com que método, com que teimosia… É um retrato dos dous, como procuram os livros, como os vão pedir… Claro, porque agora tudo está na Internet e há umas bibliotecas muito boas, mas daquela não havia nada. Encontrar um original de Proezas de Galicia de Fernández Neira ou encontrar uns documentos do que podia ser o galego patriótico da guerra contra os franceses, ou os primeiros textos em língua galega dos Precursores… Aí também estava Penzol, que estava comprando muito livro e dotando o que depois seria a partir de 1963 a biblioteca da Associação Penzol, e todos estavam aí puxando e construindo…
Ou seja, sou consciente de que Carvalho era o historiador da literatura e o gramático, porque foi a quem lhe encarregaram a Gramática do Galego Comum, de Galáxia, porque antes não havia nada, era uma seleção. E com esse material, Carvalho é quem nos dá aulas a nós na faculdade. (…)”

Padrón: Abride a Fiestra 2019

Sábado 13
19:00 h. Visita teatralizada con Os Quinquilláns.
20:00 h. Recital poético multilingüe co Colectivo de Poetas en Bruxelas e un grupo representativo da poesía galega actual. Participarán os/as escritores/as Taha Adnan, Frank de Crits, Geert van Istendael, Serge Meurant, Silvia Vainberg, Bart Wonck, Ramón Neto, Xavier Queipo, Chus Pato e Yolanda Castaño.
21:00 h. Concerto de Cristina Pato, con Roberto Comesaña.

Domingo 14
Con feira de produtos rosalianos de todo a xornada e ludoteca para nenas e nenos.
11:00 h. Visita guiada pola horta da Casa, por Carlos Dacal.
11:30 h. Visita guiada pola Casa, por Pedro Feijoo.
12:00 h. Paco Nogueiras, concerto familiar (Brinca vai!).
12:00 h. Conferencia de Xosé Luís Méndez Ferrín sobre “Rosalía, A Matanza e Rodríguez del Padrón”
12:30 h. Visita guiada pola Casa, con Pepe Barro.
13:00 h. Mini-concerto de Secho no Piano de Rosalía.
13:00 h. Conferencia de Carlos Castelao sobre “As fotografías de Rosalía”.
13:30 h. Regueifa con Lupe Blanco e Kike Estévez.
14:00 h. Performance poética de Andrea Sanjurjo e Fabián Niño.
14:10 h. Concerto de Secho.
16:00 h. Proxección do filme Contou Rosalía.
17:00 h. Visita guiada pola Casa, por Francisco Rodríguez.
17:30 h. Paco Nogueiras, concerto familiar (Radio Bule Bule).
18:30 h. Visita guiada pola Casa, con Olga Novo recitando.
18:50 h. Mini-concerto de Ugia Pedreira e Cristina Pato no Piano de Rosalía.
19:00 h. Visita guiada para nenos/as con Manuel Lorenzo Baleirón.
19:15 h. Performance musical de Ugia Pedreira, acompañada por Cristina Pato.
20:00 h. Presentación do proxecto ‘Amigos/as da Casa de Rosalía’, por Anxo Angueira.
20:20 h. Presentación do libro do Premio Escolar de Poesía.
20:40 h. Entrega da Rosa de Galicia á familia de Villar Granjel + Coral de Padrón.
21:00 h. Concerto de Davide Salvado.

Apoian:
– Deputación da Coruña.
– Consellería de Cultura e Turismo da Xunta de Galicia.
– Concello de Padrón.
Patrocinan:
– Galicia Calidade.
– Adega Paco eLola.
– St. Petroni. O vermú de Galicia.”

Homenaxe A Escritora na súa Terra a Pilar Pallarés: resposta á Laudatio, por Pilar Pallarés

“Na casa da infancia non había libros. O primeiro que tiven foi un para ir á escola. Meu pai comproumo un día en que chovía moitísimo. Cando chegou con el na súa Lambretta, os dous, pai e libro, estaban enchoupados, así que tivo que se facer con outro exemplar, que xa correspondía a unha edición diferente. Eu tiña unha querencia especial polo pobre libro estragado, como se fose un dos cadelos abandonados que tanto me facían chorar. Por iso, cando por fin souben debuxar unhas cantas letras, recompuxen pacientemente a súa capa, cartón macerado pola agua: Leyendas y narraciones del herrero. Non é só que non tivese nin idea de cando escreber un erre e cando dous; é que aquela palabra do final era para min un puro enigma. Tiña ouvido falar de ferreiros e ferradores, mais herrero era só música, suxerencia, a porta de entrada a un mundo próximo ao da poesía. Non comprender o significado libertábame das limitacións da lóxica e facíame pairar sobre o espazo e o tempo. Era o mesmo misterio das cancións que cantábamos saltando á corda, o das palabras en inglés ou alemán nas revistas que traían os emigrantes.

Así evocaba eu hai poucos anos o meu encontro inicial cos libros e coas palabras. Estes días, dándolle voltas ás circunstancias que me trouxeron até aquí, lembreinas e púxenme a desenredar un pouco o fío do novelo. Agora vexo que dese coup de foudre co libro como obxecto procede a miña incapacidade para me desfacer deles, de aí que moitos teñan acabado nunha especie de casa de acollida compartida con algúns felinos; tamén que para ficar ensarillada para sempre nas palabras só había que engadir uns cantos ingredientes: que pelón, na época en que a miña mestra Toñita xa me tiña ensinado os sufixos aumentativos, fose paradoxicamente o mesmo que careca, o cal non facía máis que aumentar o misterio (e como se pode resistir unha cativa ao misterio?); que unhas cantas operacións me retivesen na casa e na cama longos meses (cantos escritores infantís teñen nacido da soidade e do aburrimento!).
Falo de escrita, mais eu fun primeiro, evidentemente, ávida leitora. Misterio, aburrimento e uns pais que se botan a comprar libros para os fillos. A Biblia, unha colectánea de Xulio Verne, a colección RTV. Era xa no inicio da pubertade, en Vigo, e o que máis me impactou foi La busca, de Baroja, que inxenuamente tentei copiar nun amago de noveliña.
Foi nesa cidade onde, só uns anos despois, me tomou por asalto a literatura para sempre. Entre ecos da Revolução dos Cravos e do golpe de Estado contra Allende, nun cuarto usurpado ao irmán con vistas ás illas Cíes, unha adolescente solitaria, exiliada xa dos lugares da nenez e dalgunha das persoas máis amadas, educada polos pais cunhas expectativas que sobardaban amplamente os límites do feminino, caía no fascinio de Neruda, e Vallejo, e Rosalía. Os primeiros poemas imitan torpemente a paixón vital e a exuberancia de Pablo Neruda.
Estaba aínda mui lonxe do ponto en que me encontro aquí, convosco, e non só temporalmente: escrebía adoito, mais sen lle prestar moito interese, pois o que anseiaba en realidade era ser pintora; alén disto, a lingua en que compoñía os poemas xamais me iría levar a ser homenaxeada, nun acto de xenerosidade louca, por ningunha Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega. De familia galego falante, por ambas as partes, eu pertenzo á primeira xeración de nenas (non os nenos, aínda) de Culleredo educadas en español para mellor estarmos armadas fronte á vida, que é o que cuidaban facer os adultos.

Non vos quero cansar estendéndome excesivamente no percurso. Moitas persoas e circunstancias me teñen traído até aquí, mais algunhas foron determinantes. Foino coñecer sendo adolescente a Moncho Valcarce, o cura das Encrobas e de Sésamo e Sueiro. Con el tomei conciencia deste país, a Galiza, e da súa opresión, que era e é tamén unha opresión de clase. Mudar de lingua, na escrita e na vida, era inevitábel. E os poemas foron deixando de ser exercicio solipsista para neles coexistiren a reflexión existencial, cun certo tremendismo adolescente, e a mistura de indignación e esperanza que a situación do país me provocaba.
Xa teño contado en moitas ocasiónsque a decisión de argallar un libro e publicar non foi miña. A finais dos setenta a miña amiga Isabel Balaca, que tiña sido secretaria do propietario de La Voz de Galicia, comezou a levarme ás tertulias na casa de Francisco Pillado Rivadulla, o mellor director que tivo o xornal. Fíxolle coñecer os meus poemas e un día Paco organizoume unha encerrona. Andaba polo país o inmenso Luís Seoane e convencéronme para eu lle ler os meus versos, que tiña escritos a man en cadernos. De alí saín, bastante abraiada, con dúas encomendas: recitar os poemas de Lonxe, de Lorenzo Varela, que acababa de falecer, nunha homenaxe do Ateneu da Coruña e levarlle ese mesmo día a Seoane un libro que publicaría, por decisión del, Ediciós do Castro. A noite anterior á homenaxe Seoane morreu subitamente. Foron a súa viúva, Maruxa, e Isaac Díaz Pardo os que se ocuparon de que Entre lusco e fusco existise.
Esa foi a miña entrada no mundo literario. Non coñecía aínda outros poetas da miña idade, nin lidos nin en persoa. Lera a Rosalía, Castelao, Lamas Carvajal, Elipsis e outras sombras de Ferrín, xa nos anos de Vigo. Tamén A esmorga, e antes Los miedos, baixo a impresión provocada polo encontro con Blanco Amor nunha feira do libro coruñesa. Era a primeira vez que tiña diante un escritor de carne e óso, aínda que non soubese mui ben quen era.
Blanco Amor, Luís Seoane, Lorenzo Varela, Dieste. Este último era tamén grande amigo e contertulio de Paco Pillado. Rifoume unha vez por afirmar nun poema de Entre lusco e fusco que tiña podre a alma. Como podía dicer tal cousa unha rapaza tan nova! Mais aínda así acolléronme el e Carmen Muñoz na súa casa, na que tamén había tertulia. Os vencidos da guerra, os exiliados. Escoitarde viva voz a defensa do cuartel da Montaña; a fuxida a Franza entre ringleiras de mulleres, nenos, vellos e soldados feridos; as angueiras en México e na Arxentina e a loita por sobreviveren.

A vida ten sido xenerosa comigo en amigos e en mestres. Foi decisivo nos meus anos de formación Ricardo Carvalho Calero. Tiven a sorte de coñecer a Seoane unha semana antes da súa morte e a don Ricardo un ano antes da súa xubilación. Fun a súa aluna o derradeiro curso en que impartiu aulas na vella faculdade de Mazarelos. Con el o humilde idioma familiar recuperado convertíase no da espléndida lírica medieval e abríase a un mundo que pasaba polo Alentejo e chegaba até o Brasil.
Pouco sabíamos entón os seus alunos de Carvalho, aínda que impresionaba, polo menos a min, ter como libros de estudo a súa Gramática e a súa Historia da Literatura. Mais, claro, tíñase omitido a si propio nela… Algúns fómolo coñecendo de pertonos anos seguintes. En tanto o “holding”, como el dicía, o silenciaba, eran as asociacións culturais de base ou esta mesma AELG as que solicitaban a súa colaboración. Tivo a xenerosidade de nos considerar “colegas”, esa palabra de que gostaba tanto, como se fose posíbel estar á súa altura.

Findo xa. Sempre tiven claro o que para min significa(ba) dar aulas de literatura ou analisar a obra de outr@s. É tentar transmitir o deslumbramento, contaxiar a paixón, confirmar que a literatura axuda a viver e transforma a vida. É ademais, cando da nosa literatura se tratar, oferecer o que á miña xeración lle foi escamoteado e negado, as palabras nas que facer niño para logo botármonos a voar.
O de escreber poesía é xa outro cantar, máis sinuoso, ás veces quebrado en ecos, case sempre contraditorio. Confeso que cando escrebo non penso en vós. Ando a procurar un espello que me reflicta, a min no mundo ou contra o mundo, sen piedade e que revele o que aínda nos sei mais talvez é un fragmento de verdade. Quero coñecerme e coñecer, e que ese coñecimento fale coa voz de sangue. Non me importa agradarvos ou que me entendades, porque aínda non me entendo eu. Estou no alén das fronteiras e dos xéneros, como un gromo que rebenta nun continente novo, no que todo está por nomear. Teimo en achar a palabra exacta, como se fose eu quen a inventase, cousa miña. Mais anda Dieste a susurrarme no ouvido que hai que aspirar a construír unha lingua que poida ser falada por unha estatua, os viciños de Arzúa oude Bergantiños a facerme o galano do seu léxico, as devanceiras a carrexar paxes de palabras que quizais non sabían escreber. Estou soa e en lexión perante o espello. Planeaba un soliloquio e véxome, ao cabo, dialogando convosco.

Pilar Pallarés
Auditorio do Centro Ágora, A Coruña
29 de xuño de 2019

A resposta á laudatio pode descargarse aquí.

“Pilar Pallarés, radical intimismo”

Artigo de Daniel Salgado en Sermos Galiza:
“Apenas en cinco libros Pilar Pallarés construíu unha das xeografías máis singulares da poesía galega actual. Radical, arrasada, indagadora, intimista e aberta ao outro, obra e autora son obxecto das honras da AELG como Escritora na súa Terra. Eis un extracto da reportaxe, publicada no número 352 do semanario en papel Sermos Galiza.
“Un espasmo de luz incendia o bosque”, remata o primeiro poema de Leopardo son (Espiral Maior, 2011). Espasmos de luz no corazón do bosque da poesía galega contemporánea, eis unha definición posíbel da obra de Pilar Pallarés (Culleredo, 1957), cuxos cinco libros delimitan un singular e celebrado territorio lírico. Intimismo radical, desposesión, arrasamento, o que o profesor Arturo Casas denomina, con eco a Deleuze, devir animal. A súa escrita é unha indagación brutal no eu e no desexo, na destrución e na intensidade, que comeza na década dos 80 e agora homenaxean as súas colegas da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega.
“Na xeración dos 80 non hai moitas voces femininas”, describe a crítica Teresa Seara para este semanario, “a súa vivencia tan radical do intimismo distínguea. Os homes escriben sobre o erotismo, pero dun xeito completamente diferente”. Ningún como Livro das devoracións (Espiral Maior, 1999), desde logo, peza maior do seu traballo e páxinas de enorme potencia imaxinista: “a beleza dos corpos ten ángulos que doen // corazón: fica imóbil”. A profesora Kathleen March sinalou no seu día a “sorprendente complexidade dos seus referentes” e un campo de batalla “entre Eros e Thanatos, liberdade e opresión, sensualidade e soidade, lingua e silencio”.
Arturo Casas lembra que, na Antoloxía consultada da poesía galega 1976-2000 (Tris Tram) coordinada por el mesmo en 2003, foi “o cuarto libro de poemas máis considerado polas especialistas que participaron, case un centenar”. Por diante, só títulos de Cunqueiro e Ferrín. Sétima soidade antes das devoracións, Pallarés, que descubrira a lingua e a conciencia da mesma grazas a Moncho Valcarce, publicara o iniciático pero aínda á procura Entre lusco e fusco (Do Castro, 1980) e mais Sétima soidade (Sociedade de Cultura Valle‑Inclán, 1984), co que consagrou a súa voz.
“Naquel tempo falouse de neorromanticismo, leuse noutra chave”, relata a Sermos a profesora e crítica María Xesús Nogueira, “pero ese intimismo tan singular xa estaba aí, como estaba esa tensión do discurso, do verso, e ese mundo animal que creou”. E que Nogueira relaciona con coetáneas como Xela Arias. Foi a época en que Pallarés era a única poeta da súa promoción con certo relevo público. E a única muller do grupo De amor e desamor e da escolma Desde a palabra, doce voces. Nova poesía galega (Sotelo Blanco, 1986), preparada por Luciano Rodríguez con evidente vontade canonizadora.”