Actividades da Semana do Libro de Compostela (SELIC) 2020

“Um livro reivindica a oratória de Carvalho”

Artigo de Irene Pin en Nós Diario:
“O Parlamento da Galiza une-se aos atos de homenagem a Ricardo Carvalho Calero com a publicação de Ricardo Carvalho Calero, orador. Discursos e leccións. A obra foi apresentada o 1 de outubro na sede da instituição, que acolhe também uma exposição da obra bibliográfica do autor, cuja biblioteca e legado foi depositado nessa entidade.
A filha do autor, María Victoria Carvalho-Calero Ramos, declarou que desde que o presidente da câmara, Miguel Santalices, lhe propôs a edição teve claro quem devia ser a pessoa encarregada da antologia: María Pilar García Negro. Foi ela, em qualidade de investigadora e coordenadora da exposição, a primeira em tomar a palavra no ato de apresentação. A representante da família, para além da escolma, agradeceu-lhe a contextualização da introdução e as notas a rodapé, “tão esclarecedoras como imprescindíveis”.
A professora explicou que Ricardo Carvalho Calero, orador. Discursos e leccións trata-se dum livro “singular” que “nasceu no inverno passado e invernou na primavera”. Assim, chega já no outono para reivindicar o “ora et labora incessante” que define a trajetória do ferrolão, num afão constante de outorgar-lhe significado à nossa língua e literatura.
Segundo explicava García Negro, era a dimensão “que o perfilava como orador” a que melhor acaía a esta achega. Do mesmo modo, insistiu Valentín García, secretário geral de Política Linguística, no rol central da palavra vencelhado ao labor que desenvolve a câmara, ideia que resumiu também Carvalho-Calero Ramos: “Se o Parlamento deve ser a casa da palavra, é lógico que se saliente esta faceta dum autor especialmente douto no eido”, resumiu.
García Negro debulhou também os critérios para a seleção dos contidos. Em primeiro lugar, desde um ponto de vista cronológico, vai de 1930 a 1988, “toda uma vida”, destacou. Desde uma perspetiva temática, o livro inclui a abordagem de figuras como Rosalía de Castro, Ramón Cabanillas ou Otero Pedrayo, a quem o catedrático dedicou ampla parte dos seus estudos. No estilístico, Negro salientou desde o carácter mais cuidado dos discursos a aqueles mais improvisados, ambos os dous como representação do domínio da oratória.
É esta antologia uma obra de “interesse histórico salferido de notas autobiográficas” que levaram a pessoa leitora a acompanhar Carvalho de Ribadávia a Londres, de Compostela a Cambados, ao longo das 16 peças que a compõem. Trata-se duma parte “muito pequena em número e muito grande em qualidade”, proclamou Negro.
Vítor Freixanes, presidente da Real Academia Galega, reconheceu que o livro está “muito bem editado, com a pulcritude que os contidos merecem” e celebrou a escolha duma fotografia que racha com a seriedade associada ao mestre, em favor dum “dom Ricardo pícaro, cheio de cumplicidade”, comentou. Igualmente, resumiu a enorme relevância dos discursos nas suas “achegas à crónica do século XX, uma viagem pelo galeguismo da época” que vai desde o entusiasmo à resistência em tempos escuros, por mor do devir histórico.
Contou García Negro que também um 1 de outubro, mas de 1930, no paraninfo da Universidade de Santiago, o próprio Carvalho inaugurava o curso proclamando com valentia: “Galiza existe”. Desde o anedótico lembrava o inegável compromisso ao longo duma brilhante carreira que se via truncada pelo estalido da Guerra Civil espanhola.
Com um repasso vital que se ergue na gabança das diversas façanhas de Calero numa biografia entregada à causa da Galiza, a investigadora chamou a não esquecermos o valor artístico da obra do homenageado, ainda em grande parte por estudar desde o mesmo rigor que el dedicou às achegas literárias de outras e outros. García Negro fez igualmente finca-pé no seu fundo labor em colaboração com o associacionismo, em múltiplas entidades como a Asociación Socio-Pedagóxica Galega (AS-PG), a Associaçom Galega da Língua (AGAL), a Aula Castelao ou a Mesa pola Normalización Lingüística, por tirar alguns exemplos. A antóloga concluiu com o presente de dous adjetivos bem escolhidos, ainda que semelhem em aparência contraditórios: “amor pelo sujeito estudado e objetividade no seu tratamento”.
Freixanes mencionou na sua intervenção que a RAG era ciente de estar a “abrir um debate” com a escolha de Carvalho Calero como homenageado em 2020, que pode continuar mesmo se o seu ano remata simbolicamente o 31 de dezembro. Parecia assim reconhecer que as próximas Letras Galegas se dedicarão a outra pessoa, em resposta ao comunicado feito pela Federación de Asociacións Culturais Galiza Cultura a passada quarta feira, que interpelava direitamente a RAG a alongar o reconhecimento durante 2021, dadas as especiais circunstâncias que marcaram este ano. “Mas as reflexões e o diálogo seguem abertos”, concluiu Freixanes.
Carvalho-Calero Ramos também fez especial lembrança do trabalho do seu pai a prol da presença do galego na “matriz do português”, que transformou a sua figura em bandeira pela sua constante insistência na aspiração de que “a fortuna histórica do galego mudasse ou fosse restaurada”.”

A Coruña: “Simposio Ricardo Carballo Calero 2020”, na Real Academia Galega

Feira do Libro da Coruña 2020: actividades destacadas do 8 e 9 de agosto

O 9 de agosto continúa a Feira do Libro da Coruña (nos Xardíns de Méndez Núñez, s/n.), organizada pola Federación de Librarías de Galicia, con horarios de 11:00 a 14:30 h. e de 18:00 a 22:00 h., cos seguintes actos literarios destacados dentro do seu programa para estes días:

Sábado 8
13:00 h. Alberte Momán asina A viaxe de Ana, publicado por Galaxia.
13:00 h. Paula Merlán asina Un trevo para Xulieta, publicado por Bookolia.
18:00 h. El Hematocrítico asina Alcaldesa Vermella, A media hora dos heroes e Campións do mundo, publicados por Xerais, e o resto da súa obra.
18:00 h. Marcos Viso asina O meu baleiro, publicado por Hércules.
19:00 h. María Reimóndez asina A semente, a árbore e a froita, A formiga destemida, publicados por Xerais, e O meu avó e o queixo, publicado por Alvarellos.
19:00 h. Pura Tejelo asina As horas de Hanna, publicado por Urutau.
20:00 h. Elena Gallego Abad os libros da Serie Dragal, publicados por Xerais, e o resto da súa obra.
21:00 h. Kiko da Silva asina Aprende banda deseñada con Fiz, publicado por Xerais.
21:00 h. Alberto Varela Ferreiro asina Wolfram. Espías, nazis e maquis, publicado por Xerais.
21:00 h. Miguelanxo Prado asina Amani, publicado por Retranca.

Domingo 9
18:00 h. Ledicia Costas asina Vampira de biblioteca, publicado por Xerais, e o resto da súa obra.
18:00 h. Paola Sepúlveda asina Alén dos mapas, publicado por Tulipa.
19:00 h. Isaac Xubín asina Xenealoxía dun intruso, publicado por Galaxia.
20:00 h. Henrique Alvarellos e Xulia Nieto asinan A nena que abrazaba as árbores, publicado por Alvarellos.
20:00 h. Yolanda Castaño asina a súa antoloxía bilingüe Un cobertizo lleno de significados sospechosos, publicada por Milenio, e o resto da súa obra.
21:00 h. Pilar García Negro asina Ricardo Carvalho Calero: a ciencia ao servizo da nación, publicado por Laiovento.

Os premios Ínsua dos Poetas recoñecen Pilar García Negro, Sés e o persoal sanitario

Desde Nós Diario:
“A XII edición da Festa da Palabra conmemorará este domingo no Carballiño o centenario da revista Nós (1920-2020). “Será un acto para pór en valor o legado de persoas como Vicente Risco, Florentino López Cuevillas, Otero Pedrayo e outros destacados intelectuais ourensáns daquela época”, dixo o presidente da Fundación “Insua dos Poetas”, Luís González Tosar.
Os premios “Insua dos Poetas” recoñecerán entre outras a traxectoria investigadora, ensaística, docente da profesora Pilar García Negro; o compromiso coa lingua da cantautora María Xosé Silvar, Sés, o presentador Xosé Manuel Piñeiro; así como Regina Jallas, que leva a cabo un importante labor de coidado e atención a anciáns galegos en Rio de Janeiro.
A nivel de colectivos, os galardóns premiarán o Cine Club Carballiño, fundado en 1969; a asociación pola liberdade afectiva e sexual Alas da Coruña, que desenvolve un importante labor social e cultural no colectivo LGTB dende o compromiso co galego e a Festa da palabra tamén recoñecerá aos traballadores sanitarios da residencia dos Milagros, en Baños de Molgas, polo esforzo, na súa loita en primeira liña contra a pandemia da COVID-19.”