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sexta feira 4 de abril, ás 20:30 horas, na Libraría Lila de Lilith (Rúa Travesa, 7) de Santiago de Compostela, preséntase Maria, de Eli Ríos, publicado por O Figurante. No acto, xunto á autora, participan Carlos Quiroga e Susana Arins.
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Compostela: presentación de Politicamente incorreta, de Teresa Moure, na Festa de Através
O
sábado 29 de marzo, entre as 17:00 e as 20:00 horas, no Centro A Gentalha do Pichel (Rúa Santa Clara, 21), de Santiago de Compostela, terá lugar a Festa da Através Editora, coa presenza de autoras e autores dos libros publicados, concursos, música e a presentación do novo libro de Teresa Moure, Politicamente incorreta, ás 18:30 horas. Previamente, ás 17:50 horas, terá lugar un recital poético de Susana Sánchez Arins e Eugénio Outeiro.
Cozer, cortar, empacar, azeitar, por Susana Sánchez Arins
Artigo
de Susana Sánchez Arins, desde A Sega:
” Uqui Permui gravou um documentário de título Doli, doli, doli… coas conserveiras. Rexistro de Traballo em 2010. Nele conta a luita das trabalhadoras de Odosa, conserveira da Arousa, que em 1989 se pugeram em greve de fame por denunciar o desmantelamento da sua fábrica. Visionando o filme descubrim que conhecia parte das protagonistas: a que não tinha crianças na minha escola, vinha comigo a aulas pandeireta, navegava comigo em dorna ou preparava a ementa do dia que eu jantava as terças; porém eu desconhecia a existência de Odosa, e claro é, do seu conflito laboral. O silenciamento das luitas é a principal arma dos opressores, está visto. Lembro ter-lhe pedido àquelas com as que tinha confiança que nos contaram dos tempos de Odosa e rememorárom estórias de escravitude, sofrimento, abuso mas também de amizades, risos e dignidades.
A Loli, Benita, Mari ou Juana volvim vê-las o outro dia sobre um cenário. Os seus nomes não eram esses, mas podiam ser. Porque as atrizes d’As do Peixe [obra teatral de Cándido Pazó] lográrom reviver em mim, em nós, memórias próprias e alheias.
Quatro mulheres, Conchi, Begonha, Lisa e Tere, juntam-se para ensaiar uma obra teatral; na sessão revisam o texto e preparam cenas importantes. Discutem os diálogos, modificando aquilo que “não era assim”, interpretam diferentes personagens, incluídas elas mesmas quando moças e reflexionam sobre o trabalho na conserva. (…)”
Escritas queimadas em silêncio, por Susana Sánchez Arins
Artigo
de Susana Sánchez Arins na revista A Sega:
“As agulhas que tecem, as peles cicatrizadas, as paredes caladas aguardando unhas que as rabunhem e escrevam, as agulhas espinheiras, o frio glacial, os velenos inoculados como genêtica, as feridas abertas, a louça que escacha, o azul das florinhas do linho nas mãos da sinha maria, os fios invisíveis, as carabunhas das fruitas, a poética do zercido, os versos que estouram em vulcões e reconstruem um mundo fendido na raíz.
Todos os anteriores são motivos que reconhecemos na obra de poetas à Sega traídas ou por traer, em personagens fictícias dignas de ser resenhadas. Motivos que não dão mostra de reiteração, de monotonia ou de simples remedo, mas que transparentam uma reinterpretação e, sobretodo, uma comunicação de estirpe. Quantas mais poetAs lemos, mas fácil é perceber na sua escrita os rastos duma tradição subversiva. Porque estamos cosidas polas beiras do corpo umas a outras.
E todos aqueles primeiros são motivos presentes em Raíz da Fenda, um poemário de Berta Dávila que ganha matizes e riqueza de o lermos acompanhadas dos poemários doutras autoras, um em especial, o Catálogo de Velenos, de Marilar Alexandre.
Obra estruturada em cinco partes, cada uma delas recorre uma experiência de feridas que supuram e marcam, mas necessárias para a protagonista construir-se ou, quando menos, conseguir malabitar-se. Uma palavra simples, derruba. (…)”
Pontevedra: presentación de Lusocuria, de Verónica Martínez Delgado
Susana Sánchez Arins: “Se as mulheres tenhem país…”
Artigo
de Susana Sánchez Arins en A Sega:
“De as mulheres termos país, existiriam leis que nos protegessem, educação que nos libertasse, estimação que nos figesse felizes. Porém, vista a realidade que nos envolve, é provável que este não seja país para mulheres.
Esta é a reflexão de Mary Wollstonecraft na sua novela Maria. Cumpre com ela uma necessidade perentória: oferecer às mulheres que serão uma experiência que a ela nenguma outra lhe legou. Não porque conhecimentos coma os dela não os tenha havido ou não os houvera no seu tempo, mas porque as canles de comunicação entre mulheres estavam cegadas pola lama da dominação patriarcal.
Mary Wollstonecraft foi atacada polo mesmo vírus que tem infectado outras mulheres: a urgência de evitar-lhe a uma futurível filha a cegueira própria, exercer a sororidade antes que a maternidade.
Na novela, a protagonista homônima convida às leitoras a conhecer as circunstâncias que figeram acabar a sua vida como louca num manicómio. Porém, há uma narratária concreta: a filha sequestrada polo pãe. A autora, para estender o abano social (Maria é de classe acomodada vinda a menos) dá oportunidade a outras vozes, mulheres com as que a protagonista encontra nas suas peripécias, de elas contar as suas diversas e tão parecidas circunstâncias. (…)”
Compostela: recital poético Versos de outubro
A singular presentación de María Reimóndez: tres editores para unha autora
Desde
Sermos Galiza:
“O acto de presentación dos tres novos títulos de María Reimóndez na libraría Lila de Lilith a última hora do xoves día 17 era inusual por varias razóns. A primeira porque hai máis de unha década que a escritora non ofrecía un novo título de poesía. A segunda porque, en tempos de seca editorial do xénero, non é nada habitual que unha autora publique varios poemarios dun golpe. A terceira, porque a Reimóndez convocaba nun mesmo acto aos seus editores, Fran Alonso de Xerais (que non puido asistir por causa persoal urxente), Francisco Macías de Positivas e Cibrán Rico e Suso Vázquez de Fabulatorio. (…) No acto participou tamén a escritora Susana Sánchez Arins, escritora e compañeira da web de crítica feminista A Sega.
Como adoita facer nos actos de presentación, María Reimóndez entregou ás persoas asistentes unha sorte de avión en papel a cores encartado, con multitude de dobreces nos que se agochaba un texto escrito para a ocasión e titulado As leis da física. “Mais nesa biodiversidade, estes tres textos parten do mesmo fluído. Neles, o espazo e o tempo conviven para conformar o político. Ás veces os espazos son a cidade que abrín e atopei follas en branco e páxinas rachadas. Outras veces intentei poñerlles nome pero ningún me chega. E outras herdo unha cidade que agora debo habitar de novo, erixir unha arquitectura na que as rúas me pertenzan, non só as lembranzas” escribe María nese texto que é, en certa medida, unha particular “autopoética” da autora.
“Unha pensaría que en dez anos a cousa ía mellorar algo, mais esperta co aumento do capitalismo, a anestesia social, o recorte das posibilidades, a televisión idiotizadora, a falta de personalidade colectiva e uns ideais de muller cada vez máis raquíticos onde ter as tetas pequenas provoca traumas psicolóxicos da dimensión dun ataque terrorista e onde un ten basicamente para escoller entre belén esteban maria dolores de cospedal e lady gaga” escribe a autora no texto entregado o xoves ao público que encheu a Lila de Lilith para a singular presentación triple. “Poesía é a carraxe dunha pedra contida na palabra fronte unha carga policial. E con ela tecéndonos non hai lei da física que poda rexernos máis”, remata a autora no seu, este inédito, texto.”
Entrevistas e reportaxes destacadas do Diario Cultural da Radio Galega, do 14 ao 18 de outubro
Deixamos
aquí as ligazóns ás máis destacadas entrevistas e reportaxes da semana do 14 ao 18 de outubro no Diario Cultural da Radio Galega relacionadas coa literatura. Agradecemos a Ana Romaní a información:
– Obradoiro de tradución poética Con barqueira e remador.
– Publícase o primeiro tomo da Historia da literatura galega.
– Crítica literaria de Chus Nogueira / Ningún precipicio, de Olalla Cociña.
– Páxina de narrativa desta semana: O corazón da Branca de neve, de Francisco Castro.
– María Reimóndez presenta tres novos poemarios.
– Páxina de poesía desta semana: A guerra, de María do Cebreiro e Daniel Salgado.
– De Cantares hoxe. Susana Sánchez Arins.
– De Cantares hoxe. Os Cantares Gallegos de Rosalía de Castro no século XXI.
Santiago: presentación de Presente continuo, kleinigkeiten/cousiñas e Moda galega reloaded, de María Reimóndez
O
xoves 17 de outubro, ás 20:00 horas, na Libraría Lila de Lilith (Rúa Travesa, 7) de Santiago de Compostela, preséntanse os libros Presente continuo (Xerais), kleinigkeiten/cousiñas (Fabulatorio) e Moda galega reloaded (Positivas), de María Reimóndez. No acto, xunto á autora, participan Susana Arins, Fran Alonso, Cibrán Rico, Suso Vázquez e Paco Macías.

