Vigo: XI Ciclo de mesas redondas Escritoras/es na Universidade: Teoría dos contrarios

cartolinaxicicloescritoras-es_na_universidadeObannerXICicloEscritoras-es_na_Universidade XI Ciclo de mesas redondas Escritoras/es na Universidade, baixo o título de Teoría dos contrarios. Arredor de camiños diverxentes non necesariamente excluíntes, terá lugar do 26 de setembro ao 19 de outubro no Salón de actos da Facultade de Filoloxía e Tradución da Universidade de Vigo, con entrada libre.

A Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e a Secretaría Xeral de Política Lingüística, en colaboración coa Facultade de Filoloxía e Tradución da Universidade de Vigo, achegan á comunidade universitaria e á sociedade en xeral a oportunidade de escoitar as reflexións dos nosos/as escritores e escritoras.

O obxectivo xeral é que o alumnado obteña unha unha panorámica subxectiva da situación dos xéneros poético, narrativo e teatral en Galicia na actualidade a través das/os súas/seus creadores/as. Despois de cada mesa redonda hai un coloquio aberto para dar oportunidade ao alumnado de formular as súas preguntas. As mesas serán retransmitidas en directo no servidor de streaming da Universidade de Vigo.

Luns, 26 de setembro | 12:00

Literatura e/ou mercado?

Susana Sánchez Arins e Xesús Constela.

Reflexión sobre o concepto de gran público no sistema literario galego.

Mércores 5 de outubro | 10:00

Poesía ou performance?

Iolanda Zúñiga e Silvia Penas.

Dos límites difusos entre a poesía e a performance.

Mércores 19 de outubro | 10:00

Drama ou postdrama?

AveLina Pérez e Manuel Lourenzo.

Sobre a vixencia do drama e do postdrama no relato teatral contemporáneo.

cartelxicicloescritoras-es_na_universidade

Sempre alerta, sentinela!, por Susana Sánchez Arins

ArtigoSusana Sánchez Arins AELG de Susana Sánchez Arins na Plataforma de Crítica Literaria A Sega:
“Gostamos das narrativas carcerárias. Tenham o formato que tenham. Cinema, serial televisivo, banda desenhada, romance. É, entre os cronotopos batjineiros, um dos mais atrativos e românticos: todo um mundo reduzido a uns metros quadrados. A mais grande miséria e a mais imensa generosidade. A utopia da fuga possível. A luita e a dignidade. Sim. Gostamos de narrativas carcerárias.
E a ela se acolhe María Xosé Queizán na sua coleção de contos Sentinela, Alerta! para contar-nos a ditadura. As ditaduras. Que melhor maneira de representar a represão, a tortura, a arbitrariedade, a desumanização, que referi-la desde as relhas da prisão, desde as grades que degradam as pessoas até fazê-las sentir-se imundas. (…)
Três contos, o que dá título ao volume o os dous centrais na organização do volume, marcam esta leitura feminista: Sentinela, Alerta!, Lei de fuga e Folga de fame. Contos carcerários, seique. Mas não só de penais.
Os dous primeiros acolhem-se à mesma estrutura: contar duas histórias em paralelo.
Em Sentinela, alerta! essa voz, grito dado a cada hora polos guardas da prisão, marca o passo do tempo e a conexão com o mundo das protagonistas: o preso levado ao poço, espaço fechado de tortura, e a mulher do direitor do cárcere, que chegou tarde de fazer a compra.
Em Lei de fuga são-nos contados dous planos paralelos: o do grupo de presos que prepara a evasão do cárcere e a da mulher que decide pedir o divórcio. (…)
O meu conto de preferência é o titulado Folga de fame. Central na estrutura do livro, junto com o de Lei de fuga. Eu creio que intencionadamente. Se em Lei de fuga é escenificado o fracaso da luita contra a opresão, Folga de fame mostra o caminho da liberdade. Um caminho que questiona todas as estratégias e estratagemas da luitas revolucionárias clássicas. (…)”

Susana Sánchez Arins: “Se fez isso aos da casa que faria aos de fora”

EntrevistaSusana Sánchez Arins AELG a Susana Sánchez Arins en Sermos Galiza:
“(…) – Sermos Galiza (SG): seique é un libro difícil de definir e sen embargo parece que está a resultar un éxito editorial, que che comentan os lectores a respecto do seu interese por unha obra inclasificábel?
– Susana Sánchez Arins (SA): O que chegou a mim nos lançamentos e encontros com leitoras foi a familiaridade da história que conto. Literalmente. Muitos comentários começavam com um “também na minha casa, na minha aldeia…”. Até a frase que o coro repite insistente era pronunciada noutros lugares. Creio que esse é um dos acertos do livro: contar a estória que escondia a minha família e que vem sendo uma estória semelhante a tantas outras que escondem outras casas. E fazê-lo respeitando o estilo oral em que essas estórias foram contadas às agachadas, nos escanos das cozinhas ou na escuridade da invernia. Isso reforçou a sensação de proximidade na leitura.
– SG: En que medida a literatura permite achegarse a unha verdade que na historiografía ten un acceso vedado?
– SA: Inicialmente eu quigem escrever História, assim com maiúscula. Mas encontrei um obstáculo para fazê-lo: a ausência de fontes. A historiografía requer dados verificados e contas bem botadas. As historiadoras não podedes afirmar nada sem um documento que vos garanta. E isto é um problema em contextos como o da repressão franquista, em que as acções paralegais, como os passeios, não constam nenhures e na que os arquivos foram limpados e saqueados e muitos dos documentos mentem mais que qualquer testemunho oral. Sem ir mais longe, o único que aparece documentado sobre o tio Manuel são essas louvanças morais das forças vivas do lugar e os seus nomeamentos como alcalde. Se atendemos à papelada só podemos afirmar que foi um cidadão sem tacha.
Na literatura não estamos coutadas por essas servidões e, mesmo correndo o risco de não ser verídicas, as nossas narrativas podem chegar a ser mais verdadeiras. Todo isto sem entrarmos no debate de se é possível a historiografia fugir à literatura, que eu acredito que não. (…)”

Questionário fou(cinha): Susana Sánchez Arins

EntrevistaSusana Sánchez Arins AELG a Susana Sánchez Arins desde A Sega:
“(…) – A Sega (S): Cando escribes se tes fill@s? De onde sacas o tempo?
– Susana Sánchez Arins (SA): não tenho nem filhas nem tempo. há ser por isso que escrevo tão pouco e tão mal.
– S: Escribes para mulleres, sobre “temas de mulleres” ou a crítica falou da túa obra como “literatura feminina”?
– SA: alguém disse do meu aquiltadas que era um livro assim à moda, que havia ter sucesso porque estava feito para mulheres, que afinal eram as que liam. buscava ser uma louvança à minha esperteza mercantilista. semelhava uma ofensa. e era uma verdade: aquiltadas escrevim-no para as minhas sobrinhas, entre as que está o andré. (…)
– S: Cantas veces che preguntaron que escritorEs son unha referencia para ti?
– SA: seghido. e o pior é que tardei em não dar nomes de senhores, porque a realidade é que são eles os que aprendim e como os que me educaram. com nosoutras todas fui me encontrando na vida. (…)”

A casa das moças narcotizadas, por Susana Sánchez Arins

DesdeSusana Sánchez Arins AELG a A Sega:
“Lemos A casa das belas adormentadas para o clube de leitura. Conhecia o título por fazê-lo parte da coleção de Rinoceronte Editora, mas nunca cheguei a pegar nele. Tocava ler e lim. Recorreram os meus olhos as primeiras páginas e fiquei chocada. (…)
Evocação da mocidade, agressão sexual, arremedo de companhia, agressão sexual, gozar da contemplação da beleza, agressão sexual, a tentação duma última aventura, agressão sexual, deixar-se levar pola nostalgia, agressão sexual, dormir abraçado a um corpo suave, cálido e novo, agressão sexual, superar a timidez e a tristura que causa ensinar o corpo avelhentado, agressão sexual, o fervor mesmo religioso, agressão sexual, a absolvição de um passado turvo, agressão sexual.
É possível que só nosoutras vejamos uma agressão sexual no fato de dormir (sem permissão) com uma mulher inconsciente ? Ninguém mais leu uma agressão sexual no ato de mirá-la sem permissão, de admirá-la sem permissão, de acarinhá-la sem permissão, de uli-la sem permissão, de mexê-la sem permissão? Nenhuma das recensões, comentários, recomendações, que li sobre o livro reflexiona sobre isto, ou chama a atenção sobre isto, ou simplesmente explicita isto no seu discurso.
Todas oferecem uma “asepsia descritiva” que a mim me provoca arcadas, vontade de ghomitar todo o cânone literário que levo anos suportando sem mastigar nem reagir. (…)”

Miriam Ferradáns gaña o XX Certame Francisco Añón de poesía

Francisco Añón 2016 1Francisco Añón 2016 2Francisco Añón 2016 3-0-0

O feminismo é uma ilha, por Susana Sánchez Arins

DesdeSusana Sánchez Arins AELG A Sega:
“A situação de partida é a mesma: homem diz a mulher marcho, deixo-te por outra, acabou. E no entanto os contos são tão diferentes que nem sei porque partilham este espaço, se o único em comum é esse marcho, deixo-te por outra, acabou. (…)
Carla, a protagonista de Amor é unha palabra como outra calquera, não foge, mas agacha-se. Fica na mesma casa na que viveu um matrimónio de quinze anos. No seu caso, a mudança vai acontecer sem se deslocar do seu espaço vital, do seu bairro. (…)
Em realidade, estamos perante um claro caso de narrador mansplainer, categoria que se não está inventada, para algo estamos nós. Explicitando-se de gênero masculino, bota toda a narrativa dando lições às leitoras, explicitamente femininas também, daquilo que é sermos vítimas do amor romântico, a má educação e o machismo. Desta maneira acabamos por ler uma protagonista parva que um senhor tem que salvar da queda no abismo sentimental. Mansplaining total! (…)”