Pontevedra: Festa dos Libros 2019

“Guia para viageiras luitadoras”, por Susana S. Arins

Artigo de Susana Sanches Arins na Sega:
“O primeiro que chama a atenção em chegando a Transmátria é o Campo das Fogueiras. Serve de faro e aviso. Látego e luz. O mesmo lume que queimou bruxas, que torturou diferentes, que arrasou fragas, serve-nos, no país querido, para queimar restos de tempos passados, fazer cinsa das que prendam novas sementes, alumear o caminho das que tocam terra.
Ao leste, por onde o sol nasce, damos com a Costa dos Tiracroios, que, junto a Praia dos Croios, protege o mundo novo daqueles imbéciles e escuros que não nos entendem, não. Armas de Davides, intifada direta ao estómago, punhada boxeatriz. Porque a revolta não renuncia à violência. Nascer uma transmátria exige, por vezes, expulsar de nós a quem eiva, quem mutila, quem assinala, quem odeia.
Na Seara dos Tijolos colheitamos a força para a luita e para a construção. Armas de arremeso e muro protetor, dous por um. Edificar novas casas, corpos novos, sem dever nada a ninguém. Só à terra que oferece fruito.
Desde as dunas e as lombas de Transmátria divisamos o mar, jazigo vergonhento daquelas que quiseram chegar a nós e aforgaram. E no mar gozamos de ver as sereias azuis dos carros antidistúrbios, afogados também no vómito do seu tão grande peso. E dançamos nas dunas, e rimos, porque não chegam a nós as parábolas contundentes das suas bolas de borracha. Na Transmátria não cabem bombardeios, talhes XS nem gases mostarda. (…)”

Daniel Asorey asina unha distopía feminista en As mulleres da fin do mundo

Desde o Zig-zag da Televisión de Galicia:
Daniel Asorey asina unha distopía feminista en As mulleres da fin do mundo. Vén de publicar tamén o poemario Transmatria. A entrevista completa pode verse aquí.”