A Coruña: Roteiro polos lugares de Memoria de Monelos

O sábado 18 de marzo haberá un Roteiro polos lugares de Memoria do barrio coruñés de Monelos, organizado por un grupo de veciñas e veciños do barrio, en colaboración coa Comisión pola Recuperación da Memoria Histórica da Coruña.
– Este Roteiro comezará contra as 13:00 h. e sairá da Praza Rafael Dieste (homenaxe ao escritor nacido en Rianxo e figura senlleira do Exilio Republicano), coas seguintes paradas:
– No comezo do Parque de Oza (detras do palco do Liceo Monelos), homenaxe ao guerrilleiro “Foucellas”, que estivo nunha casa alí curándose dunhas feridas de combate. Sobre Rafael Dieste falarános Henrique Rabuñal, poeta, dramaturgo e ensaista, autor do traballo Rafael Dieste: a franqueza e o misterio (1995).
– Avenida Salvador de Madariaga (diplomático e escritor coruñés, Republicano Exiliado, que ocupara o cargo de Ministro de Instrucción Pública na 2ª República, en 1934). Para ilustrarnos sobre a vida e obra de Salvador de Madariaga, intervirá Tino Fraga, director do Instituto José Cornide de Estudios coruñeses, Instituto que é albacea de dous legados fundamentais: os fondos manuscritos e bibliográficos de Salvador de Madariaga.
– Fronte ao Bar Trotamundos, onde estivera a antiga Escola Nacional nos anos 30 do século pasado, homenaxe a Mercedes Romero Abellá, mestra salvaxemente asasinada polos franquistas. Tomará a palabra nesta parada a profesora, historiadora e arqueóloga galega Ana Romero Masiá, especialista nos estudos da represión polo franquismo ás mulleres socialistas coruñesas.
– Praza de Luís Seoane. Homenaxe a este escritor, debuxante e pintor, morto na Coruña en 1979, e á súa obra no Exilio Republicano en Buenos Aires. Sobre Luís Seoane basará a súa intervención o membro da Real Academia Galega de Belas Artes, Xosé Díaz.
– Praza de Casares Quiroga, para lembrar a figura do único presidente da República nacido na Coruña. Como remate do Roteiro, será o historiador e profesor de Historia Contemporánea na Universidade da Coruña, Carlos Velasco, quen nos conte algo sobre este Presidente republicano coruñés.
Todo o traxecto estará amenizado pola música do gaiteiro Moncho do Orzán.
Na praza de Casares Quiroga serán os artistas Xosé Taboada e César Morán quen pechen o acto coa interpretación de algunhas pezas musicais.”

Teresa Moure: “O futuro convida a centrar os nossos esforços na tarefa de dar cabo do Apartheid ortográfico, de procurarmos um público sem prejuízos, de ganharmos espaços”

Entrevista a Teresa Moure no Portal Galego da Língua:
“(…) – Portal Galego da Língua (PGL): Vens de dar começo a um blogue pessoal de crítica literária, A tecer aranheiras. Ti própria diz fazê-lo “quando blogues já não estão na moda, quando ninguém tem tempo para ler”, fazendo um apelo à resistência. De que jeito pode a crítica, hoje, edificar uma resistência?
– Teresa Moure (TM): A cada dia que passa mais sou persuadida pela ideia de que fica pouco tempo para um certo tipo de literatura. O pessoal devora textos on-line, mas acha não ter um momento propício para outros formatos mais clássicos. Nesse sentido, é possível que a palavra resistência se module mais uma vez entre nós. O meu objetivo consiste, portanto, em tecer uma rede de cumplicidade entre criador@s que ainda tentamos construir mundos ou enviar mensagens para o público, embora tantas dificuldades. A tecer aranheiras concentra-se especialmente em livros invisíveis pelo seu género (poesia, ensaio), ou pela temática e o estilo; livros pouco divulgados nos meios convencionais ou declaradamente proscritos do núcleo oficial da cultura. Tem muito de subversão, de denúncia dos circuitos diminutos da crítica neste país, e também muito de brincadeira pessoal.
– PGL: Do mesmo ponto da crítica (que é sempre, mesmo em sentido inverso, também o da instituição), qual achas que é o estado das letras reintegracionistas? Quais os seus caminhos mais fecundos em clave de futuro?
– TM: Toda a literatura galega é um produto contrapoder por definição. Assim nasceu, como uma reivindicação nacional, e dalguma maneira esse é seu perfil caraterístico, visto que continua a ser vetada na maioria das montras das livrarias. Num tal contexto, a literatura galega reintegracionista constituiu mesmo as margens das margens. Porém, nos últimos tempos, timidamente, e devido a circunstâncias externas a seus criadores, parece visualizar-se um bocado. Como tais produtos literários, as criações em normativa reintegracionista têm a garantia duma vontade de língua, que é um motor importante nesta arte. O futuro convida a centrar os nossos esforços na tarefa de dar cabo do Apartheid ortográfico, de procurarmos um público sem prejuízos, de ganharmos espaços. A qualidade e as vontades de tantas criadoras e criadores não podem ser inúteis. (…)
– PGL: Bolcheviques (1917-2017), livro coordenado por ti e editado por Através e Xerais, vem de ser escolhido como um dos melhores ensaios do ano pelos leitores de Fervenzas Literarias. Agora que têm passado já umas semanas desde a sua aparição, e que começaste a fazer lançamentos da obra, como avalias a experiência?
– TM: Os volumes de Bolcheviques, um único livro com duas editoras, constituem uma experiência sem precedentes na nossa história editorial e bastante esquisita em qualquer lugar. As grandes editoras dum país pequeno e culturalmente ocupado por outra língua decidem uma política sem fendas: só publicam numa normativa isolacionista, rejeitando as possibilidades económicas e a difusão internacional que teria a ortografia histórica. Em consequência, no lado escuro, xorde uma alternativa editorial para dar voz à dissidência, por assim dizer. Perante uma tal situação, quando alguém quer organizar um volume de autoria coletiva sobre determinado tema, vai bater com que os autores e autoras especialistas de facto escrevem em normativas diferentes. Uma resposta possível, que também não é assim tão imaginativa, consiste em propor que cada autor(a) utilize a normativa da sua preferência e que o livro seja editado por duas editoras, que podem manter, desta maneira, as suas políticas ortográficas. Utilizei no prólogo a metáfora do rei Salomão com certa ironia. Desta vez, o Salomão decidiu partir a criança, a metade para cada mãe. Pretendíamos visualizar assim que, quando existir vontade, é possível procurar a via. A minha esperança é que no futuro imediato apareçam mais projetos onde a convivência das normativas dê nas vistas, experimentando com novas fórmulas. Porque nós, reintegracionistas, queremos lá estar, na cultura galega; não fazer parte dum grupo de exílio forçado.
Num sentido diferente, acho muito engraçado que seja eu (nem militante dum partido comunista, nem historiadora) a coordenadora. Ter escrito um romance sobre Inessa Armand e Lenine deu-me hipótese de partilhar opiniões políticas e históricas com boa parte da esquerda deste país. No ano passado fui convidada a participar num Comité para a celebração do centenário da revolução russa e lá propus que o meu contributo poderia consistir em publicar um livro. Eis o livro. (…)”

Compostela: presentación de Cuntis na época romana, de Héitor Picallo

A Coruña: presentación de Bolxeviques/Bolcheviques, coordinados por Teresa Moure

A terza feira 14 de febreiro, ás 20:00 horas, na Livraria Suévia (Rúa Vila de Negreira, 32), na Coruña, terá lugar a presentación dos libros Bolxeviques. 1917-2017 e Bolcheviques 1917-2017 coordinados por Teresa Moure (coord.), e publicados por Xerais e Através. No acto participan, xunto á coordinadora dos volumes, Carlos Velasco e Mario Regueira, coa presenza dos editores.

Carme Fernández Pérez-Sanjulián: “É envexábel a teoría e a acción das Irmandades”

Entrevista a Carme Fernández Pérez-Sanjulián en Sermos Galiza:
“A profesora da Universidade da Coruña Carme Fernández Pérez-Sanjulián vén de presentar, como coordinadora, o volume As Irmandades da Fala, cen anos despois, impulsado polo grupo ILLA (Investigación Lingüística e Literaria Galega).
Recoñecida investigadora, o seu traballo céntrase no estudo da literatura galega e portuguesa dos séculos XIX e XX, así como nas relacións entre os discursos literarios, culturais e políticos, sobre todo, a respeito da identidade e da construción nacional.
– Sermos Galiza (SG): O volume que coordinas ofrécenos unha visión holística ou totalizadora das Irmandades da Fala. Como o concibistes desde o grupo ILLA?
– Carme Fernández Pérez-Sanjulián (CFPS): Concibimos o libro como unha obra interdisciplinar para poñermos de manifesto o carácter integral e totalizador do labor das Irmandades que, obviamente, non se limitou ao campo literario ou ao lingüístico. As Irmandades son como a base, o programa a partir do que se organizan múltiples liñas de traballo en moi diferente ámbitos… é importante, por exemplo, analizar como a introdución da lingua galega no ámbito científico tivo a ver co labor das Irmandades.
– SG: Nesa interdisciplinariedade foi fundamental o grupo de autoras e de autores.
– CFPS: A preparación deste libro enmárcase na proposta inicial, que xorde desde o Museo do Pobo Galego, para coordinar e organizar as actividades polo Ano das Irmandades. Foi unha convocatoria xeral dirixida a todo o tecido cultural galego en sentido amplo, e tamén ao académico, para intentar artellar o máis posíbel as actividades, para evitar duplicidades… e coordinar esforzos A esa reunión, para alén de institucións, fundacións… foron convocadas as universidades, sobre todo, os departamentos de Filoloxía Galega, así como o de Historia Contemporánea da USC. E das tres universidades, só respondemos nós, o noso grupo de investigación. Así, a Universidade da Coruña, a través do grupo ILLA, implicouse activamente na organización do simposio Repensando Galiza que tivo lugar en novembro e, xa de modo máis específico, na organización deste volume de estudos. (…)”